Dizem que o tempo passa mais devagar quando prestamos muita atenção nele. Definitivamente não foi o caso do primeiro semestre de 2020.

Depois de um começo de ano relativamente tranquilo, com tudo correndo dentro da normalidade até o Carnaval, nos deparamos com a chegada de um vírus desconhecido que alterou a rotina de milhões de brasileiros.

O isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus provocou impactos relevantes não apenas nos hábitos da população, mas também em toda a atividade da economia, encaminhando o Brasil para aquela que provavelmente deve ser a pior recessão de sua história.

Para o mercado, por sua vez, foi um período marcado por fortes emoções. A volatilidade muito acima da média veio para testar o estômago até dos investidores de perfil mais arrojado, acostumados a correr mais riscos em suas aplicações.

Fomos da euforia ao medo e do medo à euforia em questão de semanas, no embalo de notícias sobre o rápido avanço da Covid-19 pelo mundo e de também rápidas – e trilionárias – respostas dos bancos centrais.

No Brasil, depois de uma série de Circuit Breakers em março, o Ibovespa amargou seu pior mês desde agosto de 1998 com uma queda de 29,90% acumulada no período. Já no segundo trimestre, o principal índice de ações do país avançou 29,84%, recuperando parte do terreno perdido.

O dólar, por sua vez, começou o ano em R$ 4,01, bateu sucessivos recordes até chegar muito perto dos R$ 6,00 em meados de maio. Depois, voltou um pouco para encerrar o semestre em R$ 5,44, com os sucessivos cortes de juros retirando boa parte da atratividade dos ativos brasileiros aos olhos dos investidores estrangeiros.

Por falar em juros, a taxa Selic também não passou incólume à pandemia, caindo de 4,50% no início do ano para os atuais 2,25%, renovando assim o menor patamar histórico diante da retração da atividade econômica e da consequente menor inflação em décadas no país.

Basicamente, este foi o retrato do histórico primeiro semestre para o mercado, onde a palavra de ordem para os investidores foi sobreviver.

Agora, depois de muita turbulência e de muitas lições aprendidas, a pergunta que todos se fazem é o que esperar para a segunda metade do ano.

Longe de mim ter a pretensão de responder e, principalmente, de querer frustrar os mais otimistas. Mas se a recuperação observada ao longo do segundo trimestre anima, a realidade que vem se impondo para o restante do ano assusta.

Por mais que tenhamos alguns bons dados econômicos indicando uma recuperação da economia global, também temos outros indicando que os casos de coronavírus seguem aumentando, sendo este o principal fator de risco para quase todas as classes de ativos – deixo aqui uma menção honrosa ao ouro, que foi o grande destaque do primeiro semestre com uma valorização superior a 50%.

Mais especificamente, a reação dos principais motores da economia dos principais países, depois de enfrentarem forte retração em março e abril, foi sobretudo graças ao relaxamento da quarentena imposta no início da crise.

No entanto, nas últimas semanas as curvas da pandemia voltaram a renovar recordes, forçando as autoridades a retomarem, em algum grau, novas medidas de isolamento social.

Há um risco considerável, portanto, de as expectativas de recuperação econômica dos mais otimistas serem frustradas, de modo que não descarto inclusive uma correção mais forte das Bolsas em algum momento à frente.

Deixo claro que se trata de uma opinião estritamente pessoal, totalmente passível de erro – é perfeitamente possível, por exemplo, que os mercados adotem um tom mais otimista e engatem um novo rali nos próximos meses.

Neste contexto, a dica que eu deixo é aquela de sempre, para manter um portfólio diversificado e equilibrado, capaz de proteger e até fazer prosperar seu patrimônio em tempos de incerteza elevada, como o atual.

Conservar uma alocação balanceada e saber separar o que é ruído de sinal certamente o colocará em posição de vantagem para conseguir rendimentos acima da média em suas aplicações no longo prazo.

Lembrando que você conta com todo o suporte especializado do BTG Pactual digital para ajudá-lo a construir sua carteira com os ativos mais indicados aos seus objetivos e ao seu perfil de investidor. Qualquer dúvida, é só nos procurar!

Leia também: Comprar ou vender dólar? Eis a questão!

Gabriel Casonato

Gabriel Casonato:

Formado em Administração com habilitação em Comércio Exterior pela Universidade Mackenzie, Gabriel Casonato foi sócio da maior publicadora de conteúdos de investimentos do Brasil. Hoje, é analista CNPI do BTG Pactual digital.

Deixe seu comentário 6

  1. Olha pra mim tudo q vc relatou e a mais pura realidade, e com certeza a diversificação de investimentos e a melhor alternativa. Parabéns exelente resumo do q foi nosso 1 semestre.

  2. Ouço dizer que o Ouro continua sendo um bom investimento em tempos de crise. O que você acha de investimento em Ouro neste segundo semestre?

  3. Show de bola este resumo da Análise Financeira do Btg do 1o Semestre de 2020.Eu sou nova no Btg, e só tenho elogios a fazer, apliquei, tirei, vou aplicar novamente, sempre que tenho dúvidas, mando e-mail, me respondem, enfim, tenho confiança neste; que é considerado o maior Banco da América Latina.Parabéns ao meu BTG PACTUAL.

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