PIB cresce no segundo tri e consumo das famílias é destaque

A divulgação do PIB referente ao segundo trimestre do ano foi o principal destaque da última semana, seguido dos dados de desemprego de julho (ambos divulgados pelo IBGE) e do resultado da balança comercial de agosto (SECEX – Secretaria de Comercio Exterior).

Segundo o IBGE, o PIB cresceu 0,2% t/t (ou seja, trimestre contra trimestre) no segundo trimestre de 2017, desacelerando em relação ao primeiro trimestre do ano (cujo avanço ficou em 1,0% t/t), mas exibindo uma composição muito melhor. Enquanto que no primeiro trimestre do ano todos os segmentos da demanda doméstica recuaram e uma boa parte da produção virou estoque, o crescimento no consumo das famílias foi o principal destaque neste segundo trimestre, registrando avanço após contrair por nove trimestres seguidos – sendo o segmento que mais contribuiu para o crescimento do PIB. No entanto nem tudo foi boa notícia: mesmo que em ritmo mais lento, os investimentos continuaram em contração. O resultado também apresentou melhora pelo lado da oferta: enquanto a agricultura foi o principal fator por trás do crescimento no primeiro trimestre, o avanço no segmento de serviços impulsionou o PIB desta vez, devido a melhora nas atividades de varejo.

Ainda tratando dos dados de atividade, a taxa de desemprego (divulgada pelo IBGE) recuou para 12,8% em julho, ante 11,6% no mesmo período do ano anterior. De acordo com nosso ajuste sazonal, a taxa de desemprego vem recuando: após atingir uma alta de 13,2% em março, a taxa começou a recuar desde então. O avanço na geração de empregos vem sendo observado em diversos setores econômicos, mas principalmente no segmento informal, e tem contribuído para o recuo da taxa de desemprego.

Em relação ao setor externo, a balança comercial de agosto registrou superávit de US$ 5,6 bilhões. Após leituras fracas nas primeiras três semanas de agosto, uma recuperação nas exportações fez com que o resultado da balança fechasse o mês perto na nossa projeção.

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