IPCA 0,31%: Menor que o esperado

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de maio registrou uma elevação de 0,31%, resultado bem abaixo do consenso de mercado (medido pela Bloomberg), que indicava uma alta de 0,47% (min = 0,00% ao mês; max = 0,55% ao mês), e também abaixo da nossa expectativa (0,46% ao mês). No nosso caso, o principal fator por trás da diferença em relação a nossa projeção e o resultado efetivo ficou por conta da deflação mais forte que a esperada na alimentação no domicílio. O resultado de maio, de forma similar ao que temos verificado nas últimas divulgações, também registrou resultado abaixo da mediana histórica para o período (0,46% ao mês), consequentemente contribuindo para uma nova desaceleração da inflação acumulada em doze meses (ficando agora em 3,6% ao ano, versus 4,1% ao ano em abril e 9,32% ao ano no mesmo período do ano anterior).

 

Por que o IPCA é importante (e expectativas de curto prazo)?

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial de inflação do Brasil, e seu objetivo é medir a variação do custo médio das famílias com renda mensal de 1 até 40 salários mínimos que vivem nas regiões metropolitanas das principais cidades do país, sendo utilizado inclusive pelo Banco Central. O governo usa o IPCA como referência para verificar se a meta estabelecida para a inflação está sendo alcançada.

Em junho, a expectativa é que o índice acumulado em 12 meses continue em trajetória de desaceleração, refletindo principalmente o efeito da bandeira tarifária em energia elétrica (lembrando que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou no final do mês passado que a bandeira tarifária para junho seria verde, sem custo adicional para os consumidores de energia), a redução nos preços dos combustíveis e também em função bom comportamento do grupo alimentação. Na nossa última revisão de cenário, a nossa projeção atual sugere que o IPCA encerrará 2017 indicando uma inflação terminal de 3,6%a/a.

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