Boletim Semanal de 05 a 09/06 – Notícias e Performance

Brasil

Em meio à crise política, produção industrial avança

A produção industrial brasileira cresceu 0,6% em abril em comparação com março (com ajuste sazonal), exatamente em linha com nossa previsão e acima das expectativas de mercado (0.1%); os destaques positivos foram o salto de 19,8% do setor farmacêutico e a alta de 3,4% no setor de veículos e peças. No entanto, esta alta não compensou a contração de 1,3% em março versus fevereiro, o e índice permanece sem tendência clara na margem. Pensando num futuro próximo, o atual ciclo de flexibilização monetária e a agenda de reformas do governo certamente são fatores positivos para as perspectivas de atividade econômica; entretanto, as novas turbulências no cenário político do país durante as últimas semanas aumentaram a volatilidade dos preços dos ativos, as incertezas e as taxas de juros de mercado, militando em sentido oposto.

PIB avança 1% no primeiro trimestre

O PIB do Brasil registrou avanço de 1% ao trimestre após recessão de oito trimestres. O resultado veio em linha com o esperado e próximo das nossas expectativas (1,1%), com destaque para o forte desempenho de agricultura/ pecuária (13,4%) e estabilização da indústria (0,9%) e serviços. No lado da demanda, entretanto, observamos o nono declínio consecutivo no consumo privado (-0,1%), com alta em transportes e quedas em comércio e serviços financeiros. O investimento segue com fraco desempenho, chegando a 16,1% do PIB no acumulado de 12 meses, ante 16,4% em 2016. Já a poupança, avançou marginalmente para 14,3% no acumulado de 12 meses, ante 13,8%. Os dados disponíveis reforçam uma performance fraca para o PIB do segundo trimestre de 2017 (2T17). Esperamos avanço de 0,1% ao trimestre, com projeção de 0,5% para o final de 2017. As voltas das turbulências políticas das duas últimas semanas, com incertezas elevadas levaram à alta das taxas de juros de mercado e a volatilidade nos preços dos ativos, com potencial impacto negativo para a atividade econômica. Eventuais revisões nas previsões do PIB dependerão de maior clareza sobre o cenário político.

Mundo

China: Atividade econômica estável em Maio

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial chinês apresentou estabilidade no último mês, assim como o indicador de novas ordens, em 52,3. Enquanto isso, o índice de produção sofreu queda de 53,8 para 53,4, com as ordens de exportação crescendo marginalmente de 50,6 para 50,7. Já os indicadores de preços das empresas não passaram dos 50 pontos.

EUA: Atividade industrial

De acordo com a sondagem industrial realizada pelo ISM (Institute for Supply Management), o movimento de baixa observado nos dois últimos meses foi interrompido ao registrar 54,9 pontos em maio, em linha com o esperado e estável em relação ao observado em abril (54,8 pontos). Dentre os fatores que contribuíram para o resultado, destaque para o avanço na margem de emprego e de novas encomendas, que compensaram a queda na produção e entregas de fornecedores. Com os resultados apresentados, o cenário mostra um momento favorável para o emprego industrial e a produção futura.

EUA: Mercado de trabalho

A criação de empregos ficou um pouco abaixo da esperada em maio e o crescimento do salário foi revisado para baixo. No entanto, a taxa de desemprego recuou para 4,3%, o menor nível desde 2001, o que sugere que não há ociosidade no mercado de trabalho. Embora o crescimento do salário tenha sido lento (2,5% na variação anual), é natural que a aceleração do mercado de trabalho impacte o salário nos próximos meses. O Banco Central dos EUA (Fed) deve, portanto, subir a taxa de juros na reunião que ocorrerá no dia 14 de junho.

Performance dos Mercados

O principal índice da Bovespa buscou certa recuperação após o cenário de incertezas políticas da última quinzena. Fechando aos 62,510.70 pontos na última sexta-feira, destaques para Petrobras, com queda de 5.57% na semana, seguido de Bradesco e Vale, com quedas respectivas de 3.88% e 3.81%. A bolsa passou por mais uma semana de muita cautela, principalmente pela incerteza do futuro cenário político brasileiro.

No mercado de juros, a LTN com vencimento em julho fechou de 10,37% para 10,18% ao ano. Já a curva de juros longa com vencimento em 2020, fechou de 11,31% para 10,38% ao ano.

O Dólar Americano (USD) medido pela PTAX fechou a semana na casa dos 3.2401, apresentando leve queda de 0.94%.

O preço futuro (WTI) do petróleo apresentou desvalorização de 4.33%, fechando a semana em US$ 47,78. Impulsionado pela decisão de Donald Trump de sair do acordo de Paris de 2015 contra a mudança climática, o preço do petróleo caiu quase 2% apenas na sexta-feira. A especulação de maior intensificação da extração de petróleo dos EUA trouxe incertezas e preocupações ao mercado.

JUROSFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
CDI-0.16%0.04%4.89%13.26%29.09%
Poupança--0.05%2.97%7.98%17.02%
IMA-B---0.64%4.61%15.32%31.71%
IRFM---0.26%6.52%17.67%34.63%
BOLSAFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
Ibovespa62,510.70-2.46%-0.32%3.79%27.54%17.88%
S&P 500*2,439.070.96%1.13%8.94%16.18%15.50%
MOEDASFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
Dólar / Real3.2401-0.94%0.29%-1.00%-9.79%2.40%
Euro / Real3.66420.50%1.00%7.06%-9.05%5.72%

Fonte: BR Investing

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