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Boletim Semanal de 24 a 28/04 – Brasil

IPCA-15 traz surpresa positiva

Inflação medida pelo IPCA-15 de abril recuou para 0,21% m/m, abaixo do consenso do mercado (mediana = 0,27% m/m-Bloomberg) e da nossa previsão (0,29% m/m). Em linha com os últimos meses, o resultado da última quinta-feira (20) também ficou bem abaixo da mediana do mês (0,51% m/m), levando a inflação de 12 meses para 4,41% a.a., de 4,73% em março. O destaque foi a inflação mais baixa que a esperada no grupo de alimentação no domicílio. Com os resultados, o BTG Pactual atualizou sua estimativa para o IPCA de abril para ~ 0,18% (ante ~0,20% m/m). A aceleração no grupo de alimentação no domicílio, o aumento sazonal de vestuário e o impacto do aumento dos preços dos medicamentos devem ser compensados pelo declínio da inflação de eletricidade, levando a inflação de 12 meses para 4,1% a.a.. A inflação acumulada em 12 meses deve estar em torno de 3,2% a.a. no final do 3T; para o ano de 2017, a estimativa foi revisada para 4,1% a.a. (ante 4,3%).

Copom atualiza ata

No comunicado emitido ao final de sua última reunião, o Copom parecia passar uma mensagem relativamente equidistante, consistente tanto com uma aceleração adicional quanto uma desaceleração no ritmo de cortes da taxa Selic, ao mesmo tempo em que sinalizava, como cenário básico, a manutenção do ritmo de 100 pontos-base por reunião. Apesar disso, expressamos a nossa preocupação de que os mercados enxergassem uma mensagem viesada, animando-se então a cobrar cortes ainda maiores por parte do BCB. Destacamos que a ênfase do comunicado na evolução da ‘conjuntura econômica’, como fator determinante no grau de antecipação do ciclo, conjurava argumentos dovish, diante da frustração com a recuperação da atividade econômica e do otimismo crescente com a desinflação.

A ata do Copom, por sua vez, acrescenta menções ao “caráter prospectivo da condução da política monetária” e à “continuidade das incertezas e dos fatores de risco que ainda pairam sobre a economia” como motivos para não acelerar o ritmo de cortes de juros para mais de 100 pontos-base por reunião. Por outro lado, declara que, não fosse por essas considerações, a conjuntura econômica propriamente dita teria permitido um corte ainda maior na última reunião. No fim das contas, não estava equivocada a nossa suspeita original de que o comunicado, ao estabelecer que o grau de frontloading dependia da ‘conjuntura econômica’, sugeria alguma simpatia por cortes maiores.

Ao avaliar as chances de um corte acima de 100 pontos-base na próxima reunião do Copom, destacamos dois elementos. O primeiro é a aparente melhora nas perspectivas para a atividade desde que o IBGE revisou os dados de serviços e varejo, e também em função da safra de grãos do 1T17, desenvolvimentos que deveriam mitigar a urgência da flexibilização monetária. O segundo, na direção inversa, é a fortíssima impressão causada pelo Copom ao afirmar expressamente que a conjuntura, não fosse pelos motivos de cautela citados na ata, já permitiria cortes de juros ainda mais rápidos.

Com esses dois elementos puxando em direções opostas, e levando em conta que os argumentos a respeito do ritmo de cortes estão ordenados (no parágrafo 22 da ata) de modo a conceder a última palavra à defesa de se “manter o ritmo adotado nesta reunião” (frase que parece estar se referindo à próxima), mantemos a nossa estimativa de outra redução de 100 pontos-base em maio (seguida de mais um corte de 100 pontos-base em julho, e de um último corte de 75 pontos-base em setembro, deixando a taxa Selic em 8,5% a partir daí). Mas a ata nos parece ter ido além do comunicado pós-reunião no sentido de tornar a hipótese de um corte maior que 100 pontos-base em maio menos remota do que acreditávamos.

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