Boletim Semanal de 22 a 26/05 – Notícias e Performance

Brasil

Brasil registra novo superávit recorde para maio

De acordo com a SECEX (Secretaria de Comércio Exterior), a segunda semana de maio registrou superávit de U$2 bi, superando resultado da semana anterior, de U$ 994 milhões. Se mantida a performance das duas primeiras semanas do mês, o resultado em maio deveria atingir um superávit de U$ 7,4 bilhões. Ainda com base nas duas primeiras semanas do mês, o nosso índice de preços implícitos de exportações de commodities, que representa cerca de 55% das exportações, cai 4,6% em maio, mas ainda registra alta de 16,5% ao ano.

Inflação mantém trajetória de queda

Coincidentemente, tanto o IPC-Fipe quanto o IPC-S registraram alta de 0,30% m/m para a 2ª semana de maio. Este foi o menor nível para o IPC-Fipe desde maio de 2013, e no IPC-S foi o nível mais baixo registrado nos últimos cinco anos, confirmando novamente que o cenário de inflação vem se comportando de forma benigna. O índice de difusão, aquele que mede o percentual de produtos que teve aumento, mostrou também bom comportamento nos dois índices: 61% para o IPC-S e 57% para o IPC-Fipe, abaixo dos patamares verificados nos últimos quatro anos, para o mesmo período. Conforme antecipado em nosso relatório anterior, em função das diferenças metodológicas do IPC-Fipe em relação aos demais índices de preços, o movimento baixista causado pelos descontos nas contas de energia elétrica seria verificado ao longo do mês de maio, consequentemente, isto explica a forte deflação (4,3% m/m) registrada no segmento. No IPC-S, no entanto, conforme esperado, os efeitos verificados seriam altistas, portanto um avanço de 1,5% m/m, em função da dissipação dos descontos na energia elétrica, além dos efeitos da bandeira tarifária. Concluindo, o mês de maio terá como principais fatores os desdobramentos dos efeitos em energia elétrica, acompanhado do bom comportamento da inflação de alimentos.

Mundo

EUA: Mesmo com a crise política, Fed Filadélfia aponta recuperação
econômica

O principal destaque da última semana foi a alta aversão ao risco em relação aos Estados Unidos, por conta da crise política que envolve o governo Trump, sob ameaça de não ter condições políticas para implementar sua agenda econômica. Por outro lado, uma fração de recuperação foi apontada em maio por uma sondagem industrial do Fed Filadélfia. Este índice subiu de 22 para 38 pontos em comparação com o mês passado, o que indica um quadro favorável para a indústria da região, com ganho de força das entregas e manutenções dos pedidos e do emprego no setor.

EUA: Produção Industrial avança em abril

Mantendo a tendência de alta, resultado da produção industrial americana referente ao mês de abril surpreendeu, apresentando o maior crescimento em mais de três anos. O desempenho apresentado reforça o cenário de crescimento acentuado do PIB neste trimestre. Dentre os fatores contribuintes para o resultado, destaque para a produção automobilística, que apresentou resultado positivo (5,7% ao mês), além da volta à normalidade dos serviços de utilidade pública (0,7% ao mês), que haviam sofrido com o clima anormal. A utilização da capacidade instalada também aumentou para 76,7% no mês de abril, em linha com o avanço da produção e reforçando a expectativa de crescimento adiante.

Performance dos Mercados

O principal índice da Bovespa apresentou forte queda de 8,18% na semana, fechando aos 62.639,31 pontos, com extrema volatilidade e Circuit Breaker acionado na quinta-feira. O mercado sofreu um dos seus piores dias desde a crise de 2008 nos Estados Unidos, com notícias relacionando o presidente Michel Temer e o grupo JBS ao pagamento de propina a parlamentares. Na sexta feira houve uma leve recuperação de 1,69% com um pouco mais de calma no mercado nacional.

No mercado de juros, a LTN com vencimento em julho abriu de 10,50% para 10,80% ao ano. A curva de juros longa com vencimento em 2020 teve grande abertura, passando de 9,64% ao ano para 11.28%. O dólar americano medido pela Ptax também teve forte influência do cenário político na semana, com forte alta na quinta-feira de 8,72%. O mercado compensou um pouco na sexta, fechando a semana em R$ 3,28, com um acumulado de 5,08%. O preço futuro (WTI) do petróleo apresentou valorização de 5,52% e fechou a semana em US$ 50,48. Cortes esperados com a reunião da Opep na próxima semana fizeram com que o petróleo ultrapassasse a barreira dos 50 dólares. Nesse contexto, a Argélia anunciou que também vai aderir ao corte de produção, aumentando a expectativa de valorização do WTI.

JUROSFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
CDI-0.17%0.59%4.46%13.46%29.17%
Poupança--0.58%2.37%8.06%17.06%
IMA-B---2.80%3.56%16.59%36.72%
IRFM---1.54%4.84%17.62%36.41%
BOLSAFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
Ibovespa62,639.31-8.18%-4.23%4.00%23.89%11.45%
S&P 500*2,381.73-0.38%-0.10%6.38%16.32%11.86%
MOEDASFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
Dólar / Real3.28755.08%2.80%0.88%-7.04%9.07%
Euro / Real3.64566.78%5.32%6.52%-8.92%7.12%

Fonte: BR Investing

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