Boletim Semanal de 15 a 19/05 – Notícias e Performance

Brasil

Baixa do IPCA de abril traz surpresa positiva para o mercado

Inflação medida pelo IPCA de abril foi de 0,14% ao mês, abaixo do consenso do mercado e de nossa estimativa de 0,15% ao mês, levando o acumulado de 12 meses de 4,57% ao ano em março para 4,08% ao ano em abril. O principal destaque foi o segmento de preços administrados, que de forma muito atípica para o período, marcou acentuada deflação. Com os resultados, o BTG espera que a inflação apresente aceleração de 0,55% ao mês em maio. Apesar disso, mantemos nossa previsão para o IPCA em 2017 em 4,1% ao ano, enquanto continuamos a antecipar os riscos de aumentos de impostos no final do ano, motivado por uma política fiscal bastante desafiadora. Riscos de queda permanecem significativos devido à perspectiva de menor inflação alimentar e da rápida desaceleração dos índices gerais de preços (IGPs) nos últimos meses, que também sugere menor inflação de preços administrados neste ano.

Varejo desaponta em março

As vendas de varejo de março vieram abaixo das expectativas para o mês, e a decepção foi exacerbada pelas revisões com tendência de baixa do desempenho das vendas em fevereiro. O varejo restrito (que exclui veículos e material de construção) declinou 1,9% ao mês (-4,0% ao ano) em março, enquanto o ampliado (que inclui todos os setores) caiu 2,0% ao mês (-2,7% ao ano). Os números do varejo divulgados na última semana vão de encontro à noção – apoiada pelos resultados das empresas do setor e associações – de que uma recuperação gradual nas vendas está ocorrendo.

Mundo

EUA: Diretores do Federal Reserve defendem alta nos juros para 2017

Com o intuito de compensar os desvios da inflação em relação ao objetivo de longo prazo do Federal Reserve Bank (Fed) de São Francisco, o presidente do banco, John Williams, defende uma condução da política monetária visando gerar a inflação acima do objetivo de 2% ao ano, o que resultaria na convergência para o objetivo atual. Em relação ao Federal Funds Rate (principal taxa de juros norte-americana), Williams mantém sua aposta para este ano de três a quatro altas, uma vez que o mercado de trabalho está além do seu nível sustentável, enquanto James Bullard, presidente do Fed de Saint Louis, avalia que há espaço para apenas um ou dois aumentos.

China: Inflação tem cenário confortável em abril

A tendência de desaceleração do Índice de Preços ao Produtor chinês (IPP) se manteve desde o mês de março, com alta de 6,4% em abril, conforme esperado pelos analistas. Dentre os principais fatores, destacamos uma moderação da atividade industrial nos últimos meses e a queda dos preços das commodities metálicas e do petróleo. Por outro lado, a inflação ao consumidor sofreu alta de 1,2% ao ano, com recuo de 3,5% ao ano dos preços dos alimentos. Os demais produtos e serviços tiveram aceleração moderada, com altas de 2,4% ao ano e 2,9% ao ano, respectivamente. Além de também confirmarem as expectativas, estas acelerações reforçaram a compreensão de que a demanda doméstica das famílias continua consistente.

Performance dos Mercados

O principal índice da Bovespa apresentou alta de 3,82% na semana, fechando aos 68.221,94 pontos, semana de resultado corporativos com dados positivos principalmente para Petrobras que teve uma alta de 4.29% na sexta feira após um resultado trimestral bem melhor que o esperado.
No mercado de juros, a LTN com vencimento em julho caiu levemente de 10,60% para 10,50% ao ano, a curva de juros longa com vencimento em 2020, ficou também teve queda ficando em 9,64% ao ano.
O dólar americano medido pela Ptax de venda teve uma semana de forte queda fechando em 3.129 ou com um acumulado semanal de -2.03%. A moeda americana tem tido uma semana de queda no cenário internacional enquanto o Real vem se apreciando principalmente pelas boas expectativas dos investidores com a continuação da reforma da previdência.
O preço futuro (WTI) do petróleo apresentou valorização de 3,59% e fechou a semana em US$ 47,88. A OPEP está cada vez mais confiante na sua posição de cortar a produção fortalecidos com o fato de que na semana o Irã e a Argélia confirmaram que vão entrar também nos cortes.

JUROSFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
CDI-0.17%0.38%4.24%13.46%29.17%
Poupança--0.28%2.37%8.06%17.06%
IMA-B--1.29%7.93%16.59%36.72%
IRFM--0.87%7.40%17.62%36.41%
BOLSAFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
Ibovespa68,221.943.82%0.47%9.10%27.17%13.19%
S&P 500*2,390.90-0.35%0.28%6.79%15.81%13.56%
MOEDASFechamentoSEMANAMÊSANO12M24M
Dólar / Real3.1290-2.03%-1.37%-4.40%-9.54%2.03%
Euro / Real3.4147-2.29%-1.35%-0.23%-13.44%0.01%

Fonte: BR Investing

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