Vale a pena investir no Tesouro Direto em 2018? Descubra aqui

Se você está pensando se vale a pena investir no Tesouro Direto em 2018, aqui vai a resposta curta: vale.

Mas não adianta colocar logo todos os seus recursos nesses títulos públicos sem entender antes por que eles são interessantes.

Também é preciso saber quais os tipos de rentabilidades oferecidas e qual sua liquidez.

Principalmente, compreender quais são os principais cuidados que você precisa tomar ao fazer sua aplicação.

Se é por essas respostas que procura, neste artigo você vai encontrar:

  • Como funciona a remuneração do Tesouro Direto
  • Como esse investimento se compara a opções do mercado privado
  • Qual é a segurança oferecida
  • Qual é a liquidez da aplicação
  • Como se dá a tributação no Tesouro Direto.

Ficou interessado? Então, siga a leitura.

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBovespa.

O objetivo é oferecer à pessoa física uma plataforma de negociação dos títulos do Governo Federal.

Além do baixo risco, o Tesouro Direto oferece facilidade no momento de aplicar os recursos.

A diversidade de títulos com vencimentos variados e valor mínimo de investimento a partir de R$ 30 atrai muitos investidores.

Os títulos do Tesouro podem ser prefixados (juro fixo anual), pós-fixados (atrelado à Selic, a taxa básica da economia) ou híbridos (juro fixo anual mais variação da inflação).

Os nomes dos títulos já sugerem sua forma de rentabilidade: Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA+.

De uma forma geral, o Tesouro Direto é um investimento que pode estar na carteira de investimentos de todos os tipos de investidores, desde o considerado mais conservador até o mais arrojado, dado que há diferentes títulos que podem se enquadrar aos mais diversos perfis.

Além dos diferentes tipos de remuneração, os papéis carregam vencimentos variados, de um mínimo de um ano até algumas décadas.

Além da segurança e da garantia de rentabilidade quando mantido até o vencimento, a alta liquidez dos papéis também é considerada outra de suas vantagens.

Tesouro Direto vale a pena?

Graças ao programa criado pelo Governo Federal em parceria com a BMF&F Bovespa para comercialização dos títulos públicos, hoje, qualquer cidadão brasileiro, com apenas R$ 30,00, pode realizar uma aplicação.

Trata-se, portanto, de um investimento acessível e que não demanda grandes montantes de recursos para a aquisição de títulos.

Além disso, a forma de “gerir o investimento” é bastante simples.

Não existe um documento físico que represente o título.

A garantia do investimento é apenas escritural.

Com isso, um número de protocolo é gerado a cada operação e o título adquirido ficará registrado em seu CPF. E, por meio do site do Tesouro Nacional, você consegue acessar a qualquer hora uma espécie de extrato da aplicação.

Em resumo, é simples e fácil investir em um título público.

Porém, quando alguém vai em busca de um investimento, a pergunta principal a ser feita é: a rentabilidade é sempre superior à concorrência?

Não.

A rentabilidade do Tesouro Direto pode ser inferior à de aplicações do mercado privado, como CDB, LCI/LCA, entre outras.

Mas, no quesito segurança, o Tesouro Direto é apresenta um grande diferencial.

Tesouro Direto vs Poupança

A poupança é, sem dúvidas, o investimento predileto dos brasileiros.

A facilidade de acesso a esse produto bancário, a segurança e a isenção de impostos são as principais vantagens elencadas pelas pessoas que optam pela caderneta.

No entanto, todos esses pontos positivos encobrem uma realidade danosa: a baixa rentabilidade desse investimento.

O cálculo da rentabilidade é o seguinte.

Quando a Selic se encontra em patamar superior a 8,5% ao ano, a poupança paga 0,5% ao mês mais TR, a Taxa Referencial, que não agrega muito ao resultado final.

Quando a Selic baixa para 8,5% ou menos, a caderneta oferece retorno de 70% da Selic mais TR.

Quanto mais longo o prazo do investimento, pior é o desempenho da poupança.

O motivo é que, enquanto a rentabilidade líquida da caderneta fica estacionada, a dos títulos públicos sobe por conta da alíquota do Imposto de Renda, que cai de 22,5% (menos de 180 dias) para 15% (mais de 720 dias).

Isso não quer dizer que a poupança não possa ganhar de um título como o Tesouro Selic no curto prazo, por exemplo.

Mas quer dizer que existem alternativas mais interessantes para obter rendimentos superiores, mirando especialmente em prazos mais longos.

Na comparação de custos, os da poupança são menores, já que ela não tem taxa de administração, custódia ou tributação.

O custo do Tesouro Direto envolve taxa de 0,3% ao ano de custódia à BM&FBovespa sobre o valor dos títulos, Imposto de Renda sobre os rendimentos, taxa de administração do banco ou corretora (quando houver) e IOF (quando houver).

Importante: o BTG Pactual digital não cobra taxa de administração para investimentos em Tesouro Direto.

Vejamos como se estrutura cada um desses custos. Os 0,3% sobre os títulos cobrado pela BM&FBovespa é sempre o mesmo.

O valor do IR variará conforme o período para a venda do título.

Para papéis vendidos em até 180 dias, o IR será de 22,5%, enquanto que para o investidor que realiza o resgate em no mínimo 720 dias, a alíquota do imposto cai para 15%.

O IOF só será cobrado para títulos vendidos em até 30 dias e a taxa de administração, em média, não passa de 0,5%. Em algumas instituições financeiras, ela nem sequer é cobrada.

Já no quesito liquidez, a poupança oferece resgate mais rápido (a qualquer momento), embora sua remuneração ocorra apenas uma vez por mês, no aniversário do depósito.

Enquanto isso, o Tesouro Direto tem liquidez de D+1, ou seja, transferência de valores para a corretora no dia seguinte à execução da ordem.

E no que se refere à segurança, o Tesouro Direto também vence a poupança, já que seus títulos são garantidos pelo Governo Federal e não contam com os limites estabelecidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Vantagens do Tesouro Direto

Reuniremos nessa sessão, outros aspectos importantes sobre os investimentos em Tesouro Direto que ainda não foram abordados ou que merecem maior atenção.

Rentabilidade

No longo prazo, o Tesouro Direto sempre leva a melhor, em qualquer um dos títulos quando mantidos até o vencimento.

Se você puder segurar o papel até o fim, considere os prefixados em momentos de tendência de queda da Selic e os híbridos para se proteger da inflação no longo prazo.

Já os títulos vinculados à Selic podem ser comprados a qualquer momento, como camada conservadora de investimento e possível substituto da poupança.

Liquidez

A liquidez da poupança não é tão grande quanto a maioria imagina.

O resgate pode ser feito a qualquer momento, mas a remuneração só ocorre uma vez por mês.

Já a liquidez dos títulos do Tesouro Direto é de D+1, ou seja, com pagamento do valor um dia depois da ordem de execução.

Proteção contra a inflação

Os investimentos em títulos públicos híbridos apresentam proteção contra inflação, já que estão vinculados ao IPCA.

Além disso, os pós-fixados também têm blindagem indireta contra a inflação, já que a Selic supera o IPCA.

Já a poupança não conta com essa proteção e corre o risco de ficar para trás na corrida com a inflação.

Segurança

O risco de crédito de um título público é o menor entre todos da renda fixa brasileira.

Ou seja, o Tesouro Direto vence a poupança facilmente nesse quesito.

O maior risco do Tesouro Direto é a venda antecipada de um título prefixado ou vinculado ao IPCA sem o conhecimento da marcação a mercado, sobre a qual falaremos mais detidamente no próximo tópico.

Marcação a mercado no Tesouro Direto

Bem, como já mencionado anteriormente, os títulos públicos são pautados pela Selic, de uma forma ou de outra.

Dessa maneira, a taxa de juros tem influência direta sobre o valor dos “papéis”.

Ou seja, se você não vai segurar o título até seu vencimento, deve se preocupar, portanto, com a taxa básica de juros para os próximos meses.

Isso envolve acompanhar as expectativas do mercado em torno do comportamento da equipe econômica do governo, afinal, são eles quem determinam qual será a taxa Selic quando da realização da reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária).

Por isso, os títulos prefixados e atrelados à inflação devem ser analisados com cuidado.

Eles sofrem de um fenômeno chamado marcação a mercado, que impõe volatilidade aos títulos de acordo com o interesse dos investidores.

Para quem sabe que não vai segurar o título até o fim, uma alternativa é o Tesouro Selic, que não tem esse problema e paga a variação da Selic.

Para descobrir o valor do título, faça as contas na Calculadora da Cetip.

Fundos do Tesouro Direto

Se você acha complicado monitorar o mercado para descobrir quais os melhores papéis do Tesouro Direto e fica reticente em investir em prazo tão longo, pode usar um atalho para essa aplicação: um fundo do Tesouro Direto.

Veja algumas das características:

  • Experiência de um gestor de fundos: Ter um profissional especializado escolhendo e monitorando os títulos é uma vantagem e tanto.
  • Redução nos custos: Nos fundos da família Tesouro do BTG Pactual, a taxa de administração anual é de 0,2% ao ano, enquanto, no Tesouro Direto, há uma cobrança de 0,3% ao ano de taxa de custódia.

Como investir no BTG Pactual digital

Se você busca investir em Tesouro Direto, fundos do Tesouro Direto e outras opções de renda fixa, o BTG Pactual digital é o seu melhor caminho.

Confira os detalhes sobre cada um dos fundos:

IPCA Curto

O fundo IPCA Curto busca rentabilidade atrelada ao IPCA e coloca os recursos dos cotistas em títulos Tesouro IPCA com prazo de até cinco anos.

É uma maneira acessível e prática de boter bons rendimentos, protegidos da inflação e com alta liquidez.

Liquidez financeira: D+1 (em um dia útil).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

IPCA Longo

O fundo IPCA Longo mira a superação do índice IMA-B5+ e coloca a maior parte dos recursos dos cotistas em títulos Tesouro IPCA com prazo superiores a cinco anos.

Ele oferece a rentabilidade do Tesouro atrelada ao IPCA e serve para quem busca se blindar da inflação no longo prazo.

Liquidez financeira: D+2 (em dois dias úteis).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

IPCA Geral

O fundo IPCA Geral busca proporcionar rentabilidade superior ao índice IMA-B, que representa o desempenho de uma carteira de títulos federais atrelados à inflação.

A alocação dos recursos se destina prioritariamente a títulos Tesouro IPCA com prazos variados.

Serve para quem busca se proteger da inflação e alcançar bons rendimentos reais.

Liquidez financeira: D+2 (em dois dias úteis).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

Tesouro Selic

O fundo Tesouro Selic aplica em títulos Tesouro Selic, ou seja, na taxa de juros definida pelo Banco Central.

É o mais indicado para o perfil conservador.

Liquidez financeira: D+0 (no mesmo dia).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

É importante lembrar que esses quatro fundos recebem a visita indesejada do come-cotas, que é o responsável pela antecipação do recolhimento do Imposto de Renda a cada seis meses.

Com ele, há o pagamento da alíquota mínima, de 15% a 20% sobre o rendimento, no último dia útil de maio e de novembro.

Ou seja, você não vai pagar o IR só lá no fim, no resgate.

Essa valorização do investimento que é retirada pelo recolhimento antecipado significa que parte do dinheiro deixa de ficar se valorizando.

Em alguns casos, esse fator prejudica a rentabilidade final e deve ser devidamente dimensionado.

Por outro lado, os fundos apresentam facilidades e segurança que podem compensar a ocorrência do come-cotas.

Passo a passo: Invista no BTG Pactual digital

Gostou da ideia de investir nesses fundos? Faça uma conta no BTG Pactual digital sem sair de casa:

1. Abra uma conta

Basta preencher os dados e enviar uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno por e-mail.

2. Descubra seu perfil de investidor

Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará a garantir qual a melhor opção para suas economias.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um assessor

No BTG Pactual digital, você não precisa tomar todas as decisões por conta própria. Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consultar um assessor, que o auxiliará a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos ao te apresentar as opções aderentes ao seu perfil para facilitar sua decisão.

5. Acompanhe seus investimentos

Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar diariamente suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo de smartphone.

6. Tenha acesso a relatórios

A cada mês, você terá acesso a um relatório completo e personalizado com todos os números que vão mostrar como o seu dinheiro está sendo bem tratado e o quanto ele está se valorizando.

Conclusão

Como vimos, vale, sim, a pena investir em Tesouro Direto. Mas desde que você conheça os custos, as características e a marcação a mercado.

Se você não deseja se aprofundar no tema e não quer monitorar o mercado, um atalho é aplicar seus recursos diretamente em um fundo de Tesouro Direto, uma maneira indireta de aplicar nos mesmos títulos públicos.Assim, você não corre riscos, paga taxa menor ao ano, conta com supervisão de gestor, pode fazer resgate a qualquer momento e não precisa se preocupar com o título A, B ou C nem com a volatilidade dos papéis antes do vencimento.

Além desses fundos, você pode mirar em opções de renda fixa do mercado privado, como CDB, LCI/LCA, entre outros. Essas alternativas podem oferecer rendimento superior, especialmente no longo prazo.

Lembre-se sempre de respeitar o seu perfil de investidor, seja em títulos como o Tesouro Direto ou fundos de investimento.

Gostou das dicas para o investimento em Tesouro Direto? Comente.

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  1. Oi meu nome e Fernando , estou querendo mais tenho muita duvida , quais as taxas que são cobradas e quando são pagas