Tipos de investimentos em Renda Fixa: opções a partir de R$ 1.000

Existem muitos tipos de investimentos em renda fixa. Provavelmente você conheça um deles, a poupança. Essa é uma das aplicações menos rentáveis do mercado.

Graças à popularização dos investimentos, hoje, você pode investir em uma infinidade de títulos públicos e privados tão seguros quanto ela.

Se quiser aprender mais sobre planejamento financeiro, leia esse outro artigo do nosso blog.

Cada categoria de aplicação possui uma forma de remuneração diferente. Então, antes de investir, você precisa entender o tipo de rentabilidade de cada ativo.

Mesmo com o cenário atual de queda de juros, você pode encontrar papéis com rendimento bastante atrativo e superior à poupança.

No BTG Pactual digital, você encontra opções de LCI, LCA e CDB a partir de R$ 1.000.

Quer saber mais? Então continue lendo este artigo. Vamos tirar as suas dúvidas sobre os seguintes tópicos:

  • O que é renda fixa?
  • Quais são as categorias de investimentos em renda fixa?
  • Quais são os tipos de investimentos em renda fixa?
  • Qual é o risco da renda fixa?
  • Quais são os impostos dos investimentos em renda fixa?
  • Como descobrir o seu perfil de investidor?

O que é renda fixa?

Os investimentos em renda fixa são títulos que representam um empréstimo do seu dinheiro a um emissor, que por sua vez, pode ser o governo ou uma instituição financeira.

Em troca, você recebe o empréstimo acrescido de juros.

Geralmente, ela possui um índice econômico como base, então, os rendimentos líquidos podem variar ao longo do tempo.

Os investimentos em renda fixa, basicamente, se dividem em: títulos públicos e privados. O primeiro é emitido pelo Governo Federal por meio do Tesouro Nacional.

Já os papéis do setor privado podem ser ofertados pelas instituições financeiras, como os bancos, financeiras e empresas.

Categorias de investimentos em renda fixa

Concept of idea and success.

Além da classificação em títulos privados e públicos, a renda fixa também pode ser categorizada segundo o tipo de taxa de rentabilidade oferecida.

Antes de investir, você precisa conhecer as diferenças entre cada um, pois elas podem determinar o quanto você vai receber no futuro. Confira abaixo:

Prefixado

Ele possui uma taxa fixa de rentabilidade que é acertada no momento da compra e continua exatamente a mesma até a data de vencimento.

Desta forma, você já pode saber o quanto vai receber no futuro. É simples de calcular o quanto precisa investir hoje para alcançar um determinado valor.

Nesta categoria, um dos exemplos é o Tesouro Direto Prefixado. Também é possível encontrar outros tipos de investimentos em renda fixa com taxa prefixada, como os CDBs, LCIs e LCAs.

Este papel costuma ser recomendado em tempos de quedas de juros, principalmente se você acredita que eles vão cair ainda mais.

Assim, você pode proteger o seu dinheiro de oscilações do mercado financeiro e também obter rendimentos acima de outras aplicações.

Os prefixados, geralmente, são indicados para iniciantes e para quem quer saber exatamente quanto receberá no vencimento do produto.

Pós-fixado

Os pós-fixados são os mais conhecidos entre os investidores. Hoje, você já pode encontrar uma variedade enorme de títulos desta categoria, como CDBs, LCI/LCAs, Tesouro Selic e LCs.

A rentabilidade deste papel está atrelada a um indexador, como a taxa Selic, o IPCA e o CDI. O emissor define o percentual que irá pagar sobre o índice do seu título.

Para você entender melhor, vamos utilizar um exemplo ilustrativo do Tesouro Selic. Ele rende exatamente o valor da taxa básica de juros.

Caso você invista hoje neste título, você receberá 7% a.a, que é o valor atual, referente a Janeiro de 2018, data da publicação desse texto, e isso sem contar eventuais cobranças de impostos sobre o lucro. Caso a Selic mude, o seu rendimento também mudará.

Como você sabe, estes indexadores estão sujeitos a variações ao longo do tempo. Então os seus rendimentos também podem ser maiores ou menores dependendo do período.

Basicamente, se o indicador do seu título subir, a rentabilidade dele aumenta. Caso contrário, você terá retorno mais baixo.

Os pós-fixados costumam ser indicados para a formação de reservas de emergência e para a aposentadoria, podendo oferecer liquidez diária ou apenas no vencimento, que geralmente variam de 3 a 48 meses.

Híbrido

Os títulos híbridos têm lógica semelhante aos pós-fixados, pois eles também possuem um indexador como forma de rentabilidade.

Basicamente, o papel oferece um indicador, como o IPCA e o CDI, mais uma taxa fixa. Um dos exemplos é o Tesouro IPCA+, ele paga a inflação do período mais um valor estático.

Desta forma, o seu investimento pode sofrer variações de rentabilidade até a data do resgate.

A taxa fixa é uma maneira de manter os retornos positivos e de ter ganho real sobre o valor investido.

Geralmente, os híbridos são indicados para formação de patrimônio no médio e longo prazos.

Tipos de Investimentos em Renda Fixa

Agora que você já sabe como os títulos podem ser categorizados, chegou a hora de entender mais sobre os tipos de investimentos em renda fixa.

Este é um passo importante para você definir quais são os mais interessantes para a composição da sua carteira. Confira cada um deles:

Poupança

A poupança é a renda fixa mais conhecida do Brasil. No passado, ela pagava bons retornos aos poupadores. Atualmente, os ganhos não são mais atrativos.

Dentre os investimentos da categoria, ela está na lanterna das aplicações. Caso a economia continue se desenvolvendo, ela pode render ainda menos.

Desde 2012, uma nova regra de cálculo da sua remuneração entrou em vigor e poupança passou a funcionar da seguinte maneira:

  • Taxa Selic maior que 8,5% ao ano: paga-se 6,17% + TR (Taxa de Referência)
  • Taxa Selic menor que 8,5% a.a.: ela passa a render 70% da Selic + TR

Como dito, hoje, é muito fácil encontrar investimentos com retornos mais atrativos.

Segundo o Banco Central, até outubro de 2017, a aplicação já soma captação negativa de R$ 6,2 bilhões. Ou seja, há mais retiradas do que depósitos.

Este é um indicativo de que as pessoas estão procurando alternativas de investimentos mais interessantes do que a caderneta da poupança.

LCI/LCA: Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio

A LCI e a LCA são títulos privados, geralmente, emitidos pelos bancos. O dinheiro que você emprestou é utilizado para o financiamento do setor imobiliário ou do agronegócio.

A rentabilidade destes papéis é atrelada ao CDI.

Se você está pensando em diversificar a sua carteira de investimentos, a LCI e LCA podem ser boas aplicações. Antes de mais nada, verifique o seu perfil de investidor para que os produtos investidos sejam sempre os mais adequados.

Para escolher entre as duas, o ideal é analisar as suas áreas de interesse e qual delas possui a melhor taxa de rendimento.

Um dos atrativos é a isenção de impostos, como o Imposto de Renda (IR) que costuma ser cobrado nas demais modalidades.

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CDB: Certificado de Depósito Bancário

O CDB é um dos tipos de investimentos em renda fixa mais conhecidos. Ele é emitido pelos bancos como forma de captação de recursos.

A sua rentabilidade pode ser: prefixada, pós-fixada ou híbrida. Os mais ofertados são os CDBs pós-fixados que pagam um percentual do CDI.

Geralmente, os CDBs ofertados por bancos de pequeno e médio portes têm rentabilidade maior. Porém, o risco é proporcional. Quer saber mais? Assista a este vídeo do nosso canal do Youtube.

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CRI/CRA: Certificado de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio

O CRI e o CRA têm como objetivo trazer recursos financeiros para os setores imobiliário e agronegócio, assim como a LCI/LCA. A diferença entre eles está no emissor.

Neste caso, os certificados são gerados por securitizadoras, que por sua vez, lidam com transformação de passivos em títulos mobiliários líquidos.

O CRI/CRA podem ser uma boa alternativa para diversificação da sua carteira. Já que costumam oferecer uma taxa de rentabilidade bastante atrativa.

Fundos de Renda Fixa

Os Fundos de Renda Fixa são carteiras de investimentos que possuem diversos títulos da modalidade. Então, eles podem ser uma boa maneira de diversificar.

Estes investimentos buscam retornos acima do CDI. Porém, a rentabilidade depende essencialmente dos títulos que fazem parte da carteira.

Eles possuem um gestor profissional que faz toda a alocação dos ativos em busca de maior rentabilidade, devendo sempre respeitar o regulamento desse fundo.

Este investimento também costuma ser recomendado para quem quer diversificar com pouco dinheiro. A partir de uma cota, você tem acesso a diversos títulos.

Existem fundos de investimentos de diversas classificações e voltados para diferentes perfis de investidor. Consulte sempre todos os materiais informativos dos fundos para ter o máximo de informações possíveis antes de realizar suas aplicações.

LC: Letra de Câmbio

A Letra de Câmbio é um título privado emitido pelas financeiras. Elas são empresas que lidam com financiamentos e fornecimento de crédito.

A rentabilidade deste papel ocorre da mesma maneira que os CDBs. Sendo que as LCs costumam oferecer taxas mais atrativas.

Um dos pontos a serem considerados é que estes ativos podem ter prazo de carência. Então, você deverá respeitar este período mínimo para depois fazer um resgate.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um dos investimentos em renda fixa que mais cresceu em número de investidores nos últimos dois anos.

De acordo com o balanço referente a setembro de 2017, há mais de 541 mil pessoas cadastradas. O crescimento foi de 56% em doze meses.

O dinheiro captado pelo Tesouro Direto é utilizado pelo Governo Federal para o financiamento de áreas como a educação e a saúde. Hoje, os títulos ofertados são:

  • Tesouro Selic (LFT)
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)
  • Tesouro Prefixado (LTN)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

O Tesouro Selic costuma ser o mais recomendado para todos os tipos de carteira de investimentos, pois ele possui menor volatilidade e alta liquidez.

Papéis que possuem os juros semestrais pagam cupons de rendimento a cada seis meses. Também há o desconto das taxas.

Já o Tesouro IPCA+ costuma ser visto como um dos títulos com potencial de valorização no tempo. Assim, ele pode ser utilizado na estratégia de venda antecipada, com a possibilidade de lucros para o investidor.

Os prefixados, geralmente, são recomendados para aqueles que querem segurança sem abrir mão de boa rentabilidade.

Para adquirir esta renda fixa, os aportes são bastante acessíveis. As frações destes investimentos custam a partir de R$ 30. Entenda mais sobre os títulos, assistindo a este vídeo do nosso canal do Youtube.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Segundo a Cetip, elas possuem o maior volume (R$ 788 bilhões) entre todos os tipos de investimentos em renda fixa em 2016. Elas podem ser classificadas em:

  • Comuns: são ofertadas por empresas em geral.
  • Incentivadas: são emitidas por companhias ligadas ao setor da infraestrutura e são isentas de impostos.
  • Convertidas: na data do vencimento, há possibilidade de converter o valor em ações da empresa emissora.
  • Simples: não há conversão em ações.

Os papéis podem oferecer uma taxa de rentabilidade bastante atrativa. Geralmente, ela está atrelada ao IPCA ou CDI. Depende da companhia que ofertou.

Se o seu objetivo é diversificar os seus investimentos, as debêntures podem ser uma boa alternativa. Além disso, os valores iniciais dos ativos costumam ser acessíveis.

Qual é o risco da renda fixa?

Todos os investimentos possuem algum risco associado que deve ser considerado antes da aplicação.

Por exemplo, entre os títulos públicos, há a possibilidade de você escolher um investimento de longo prazo e acabar precisando vender o seu título.

Por isso, todos os riscos podem ser mitigados ou controlados se você planejar bem seus investimentos.

Entre os papéis emitidos pelas instituições privadas, alguns deles contam a com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$ 250 mil. Recentemente, o FGC incluiu uma outra regra para essa garantia, um teto de proteção de R$ 1 milhão por CPF na soma de todos os investimentos.

Desta forma, se o emissor quebrar, você pode recuperar o valor investido até esses limites. Confira abaixo os que possuem a cobertura:

  • CDB
  • LCI/LCA
  • LC

Já os demais tipos de investimentos em renda fixa não contam com essa proteção. Logo, os riscos são mais altos. Em troca disso, você pode ter uma rentabilidade maior também.

Uma forma de minimizá-los é analisar a nota de rating das instituições emissoras. Neste caso, quanto maior o valor, menor a chance de falência.

Quais são os impostos dos investimentos em renda fixa?

Antes de investir, você deve analisar todas as taxas que podem incidir sobre a sua aplicação e de que maneira são cobradas.

Cada um dos tipos de investimentos em renda fixa tem formas de tributação diferentes.

A taxa do IOF, que é o Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre os papéis durante os primeiros trinta dias da aplicação.

Caso você solicite o resgate nesse período, ele será cobrado segundo a tabela abaixo:

Dias Após AplicaçãoIOF (em %)Dias Após AplicaçãoIOF (em %)
1550%300%
1
96%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

O Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos de forma automática no momento da retirada.

Ele é regressivo, ou seja, quanto maior tempo de investimento, menor a alíquota. Confira a tabela:

Prazo de AplicaçãoAlíquota IR
Acima de 720 dias15%
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%

Os títulos do Tesouro Direto possuem a taxa de custódia. Ela é cobrada de forma semestral pela BM&FBovespa e serve para armazenar os seus investimentos. No ano, ela totaliza 0,30%.

Nos Fundos de Renda Fixa há a taxa de administração. A taxa de administração é utilizada para o pagamento do gestor e da administração. Neste caso, o valor varia conforme o emissor.

Além disso, quando o rendimento do fundo ultrapassa o objetivo estabelecido, pode haver a cobrança da taxa de performance.

Geralmente, ela é um percentual sobre um indexador. Por exemplo, 20% acima dos ganhos sobre o CDI, o que seria um ótimo sinal para o investidor, dado que o fundo está performando muito bem.

Descubra seu perfil de investidor

Um dos passos para analisar quais são os tipos de investimentos em renda fixa mais adequados para você é conhecer o seu perfil de investidor.

A partir deste conhecimento, você pode definir qual é a sua relação risco x retorno e assim montar a sua carteira de investimentos de forma mais direcionada.

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Conclusão

Os investimentos em renda fixa são classificados em títulos públicos e privados, que por sua vez, estão relacionados ao emissor dos papéis.

Eles também podem ser categorizados de acordo com a forma de rentabilidade oferecida em: prefixados, pós-fixados e híbridos.

Os títulos prefixados, geralmente, são mais indicados para o perfil conservador e para a proteção do dinheiro em tempos de queda de juros.

Por outro lado, os pós-fixados são os mais populares. Eles costumam pagar um percentual de um indexador, como o CDI e o IPCA. Portanto, eles podem sofrer variações de rendimentos ao longo do tempo.

Existem ainda os papéis híbridos que são atrelados a um índice e oferecem uma taxa fixa de rentabilidade. Eles podem ser utilizados para manter poder de compra no decorrer dos anos.

Há diversos tipos de investimentos em renda fixa, como os CDBs, LCI/LCA e debêntures. É possível ter bons ganhos e montar uma carteira bem diversificada.

Geralmente, os títulos privados oferecem rentabilidade maior, porém os riscos associados podem ser proporcionais. Neste caso, o FGC e a nota de rating devem ser considerados.

Antes de investir, o ideal é analisar o seu perfil de investidor, as taxas oferecidas, os tributos cobrados e o tempo de aplicação.

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