O que é Tesouro Nacional, como funciona e como investir

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O Tesouro Nacional é o responsável por um dos programas de investimento em renda fixa mais interessantes do mercado financeiro brasileiro.

Se você já investiu ou já pensou em aplicar no Tesouro Direto, vale a pena entender antes que títulos são esses e quais são os seus pilares de sustentação.

O Tesouro Nacional é uma secretaria do Governo Federal, responsável por administrar os recursos financeiros que entram nos cofres públicos, ou seja, é o caixa-forte do Brasil.

Os recursos depositados nesse grande cofre vêm, principalmente, dos impostos pagos por você, como cidadão.

Por causa disso, o Tesouro Nacional também administra os programas de saneamento financeiro de Estados e municípios e controla a dívida pública da União.

Além da tributação, o Governo Federal recorre a títulos de dívida pública federal, emitidos pelo Tesouro Nacional, para financiar suas atividades.

E são esses títulos que você compra ao investir no Tesouro Direto.

Ficou interessado? Então, siga a leitura para entender mais sobre os seguintes temas:

  • O que são as dívidas públicas interna e externa
  • Como funciona o Tesouro Direto
  • Como investir em títulos do Tesouro
  • Tipos de títulos
  • Para quem esse investimento é recomendado.

Tipos de dívida pública

A dívida pública é o valor devido por todos os estados, municípios, estatais e pela própria União em empréstimos e financiamentos.

Essa dívida pode ser classificada em interna, quando tomada por instituições e indivíduos brasileiros, e externa, quando tomada por entidades estrangeiras.

Dívida interna

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A dívida pública interna pode ser paga em moeda nacional e vem de financiamento de gastos com educação, saúde e infraestrutura; pagamentos de juro sobre dívida e manutenção da política monetária e cambial.

Dívida pública externa

A dívida pública externa é o somatório dos débitos do país, resultantes de empréstimos tomados no exterior pelo governo e empresas estatais e privadas. Pode ser paga em moeda estrangeira.

Esses recursos podem vir de governos, instituições financeiras como Banco Mundial e FMI e empresas privadas.

Títulos da dívida pública

O que a dívida do Brasil tem a ver com o seu investimento?

É que são os títulos da dívida interna que você compra ao investir no Tesouro Direto.

Ou seja, você está comprando um pedaço da dívida pública brasileira.

A emissão desses títulos tem a finalidade de captar recursos para financiar a dívida pública, a educação, a saúde e a infraestrutura do país.

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional em parceria com a BM&F Bovespa, existente desde 2002.

Trata-se de uma plataforma simples para pessoas físicas investirem com valores a partir de aproximadamente R$ 30.

O Tesouro Direto oferece títulos de renda fixa com diferentes prazos e opções de rentabilidade (prefixada ou ligada à Selic ou à inflação) e é considerado um investimento de baixo risco no mercado.

Investir no Tesouro Direto quer dizer que você, pessoa física, empresta dinheiro para o governo ao comprar títulos da dívida pública federal pela internet, com garantia de ter o valor desse empréstimo de volta somando o valor dos juros e ainda auxiliando nos aportes em saúde, educação e segurança.

O investimento no Tesouro Direto é uma aplicação considerada mais conservadora e de baixo risco, devido à garantia de pagamento do Governo Federal.

Dizer que os títulos vendidos pelo Tesouro Direto são ativos de renda fixa significa que o rendimento é previsível, calculado no momento da aplicação.

Para se tornar um investidor, é necessário ter CPF e conta em alguma corretora de valores.

Depois disso, o investidor recebe uma senha para acesso à área restrita do Tesouro Direto, onde está o sistema de compra e venda de títulos e de consulta a saldos e extratos.

Como funciona a aplicação

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Há uma lista de opções quando se fala em investir no Tesouro Direto.

Para que você possa avaliar qual se encaixa mais no seu perfil e nos seus objetivos, reunimos as principais delas abaixo.

Veja quais são e também como funcionam:

Tesouro IPCA+ (NTNB Princ)

A rentabilidade do Tesouro IPCA + (NTNB Princ) é definida em um percentual de juros ao ano mais a variação do IPCA do período.

A remuneração e o desconto do Imposto de Renda ocorrem apenas no vencimento.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB)

A rentabilidade do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais também é definida com um juro anual mais a variação do IPCA do período.

A diferença está em sua remuneração, que oferece pagamentos a cada semestre (com incidência do Imposto de Renda a cada seis meses, e portanto impactando no rendimento líquido).

Tesouro Prefixado

O rendimento desse tipo de título é predefinido, e você pode calcular exatamente o valor a ser resgatado no seu vencimento.

Tesouro Selic

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O rendimento desse tipo de título é completamente vinculado à Selic, a taxa de juros básicos da economia. Um aumento da Meta Selic eleva o rendimento, e uma redução na meta desfavorece a rentabilidade.

E agora, qual título escolher?

É muito comum que o investidor fique em dúvida ao escolher entre Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA e Tesouro Selic.

Em cenários de queda da Selic, o Tesouro IPCA oferece uma forma de aplicar no longo prazo com blindagem da inflação e um ganho real.

Já o prefixado garante o rendimento nominal definido na contratação, mesmo que a taxa de juros sofra cortes.

Mas, se você quiser vender esses dois títulos antes do vencimento, corre o risco de perder dinheiro.

Esses papéis sofrem a marcação a mercado, ou seja, têm volatilidade em seu valor antes do vencimento.

Se você ainda está começando nesse universo de investimentos, é bom saber, antes de aplicar, que o Tesouro Selic pode ser negociado sem esse potencial de prejuízo, em qualquer momento, pois não tem a mesma volatilidade.

Outra opção para os investidores iniciantes é um fundo de Tesouro Direto.

O BTG Pactual digital, por exemplo, oferece fundos desse tipo, em que o investidor faz um aporte de recursos e deixa a compra dos títulos a cargo de um gestor profissional, que escolhe os melhores vencimentos e prazos.

Depois, não é preciso se preocupar com detalhes da venda, e o custo de manutenção é mais baixo.

Taxas

Existem custos que devem ser considerados na projeção de rentabilidade líquida ao investir no Tesouro Direto.

Um deles é cobrado pela BM&Bovespa, que opera os investimentos. A taxa de custódia é de 0,30% ao ano.

Outra taxa pode ser cobrada pela corretora, como um custo de administração.

Felizmente, instituições confiáveis como o BTG Pactual digital não cobram taxa de administração pelo investimento no Tesouro Direto.

Além disso, o BTG Pactual digital oferece fundos de Tesouro Direto com custo anual de administração de 0,2%, inferior aos 0,3% de custódia para a aplicação direta nos papéis do Tesouro.

Tributação

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O Tesouro Direto não é livre de Imposto de Renda, como a poupança.

E a tributação funciona da mesma maneira que muitos investimentos de renda fixa, como os CDBs: quanto maior tempo de aplicação, menor será a alíquota cobrada.

Para aplicações inferiores a 30 dias, há ainda a cobrança de IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, que segue a tabela abaixo:

Dias Após AplicaçãoIOF (em %)Dias Após AplicaçãoIOF (em %)
1550%300%
1
96%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

Parece exagerada a cobrança de 96% de IOF para o rendimento de uma aplicação de um dia, não?

Bom, esse é um alerta necessário: os investimentos se beneficiam de prazos mais longos, especialmente no que se refere aos tributos.

A seguir, vamos entender como é calculado o Imposto de Renda.

O Imposto do Tesouro Direto (e muitas aplicações de renda fixa) segue uma tabela, de 22,5% (para menos de 180 dias) a 15% (para mais de 720 dias).

Veja como é a tabela do Imposto de Renda:

Prazo de AplicaçãoAlíquota IR
Acima de 720 dias15%
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%

O ideal, portanto, em se tratando de investimentos tributáveis, é esperar, pelo menos, dois anos, para garantir a menor alíquota, de 15%.

Nos cálculos, lembre o IR incide apenas sobre a valorização do investimento, e não sobre todo o título, ok?

Rendimento do Tesouro Direto

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O Tesouro Direto não é sempre a aplicação de renda fixa que oferece a maior rentabilidade, mas não faz feio na comparação com títulos de instituições privadas.

Seu maior diferencial é mesmo a segurança, com sua garantia oferecida pelo Governo Federal.

Você pode conferir os rendimentos de todos os títulos à disposição no momento no site do Tesouro Direto.

Ao comparar rendimentos, é importante verificar também aplicações como CDBs e LCIs/LCAs.

No site do BTG Pactual digital, há uma ferramenta muito interessante para esse momento: um simulador que compara a rentabilidade do Tesouro Selic com a da poupança.

Não é preciso dizer que a caderneta perde essa disputa, certo? Quanto mais longa a aplicação, mais você perde por deixar o dinheiro na poupança.

Liquidez

O Tesouro Nacional garante liquidez diária aos seus títulos públicos adquiridos no Tesouro Direto.

Isso significa que os investimentos podem ser resgatados todos os dias.

Das 9h30 às 18h, nos dias úteis, os resgates serão processados com os preços e taxas disponíveis no momento da transação.

Das 18h às 5h e ao longo de todo o fim de semana ou feriado, os resgates serão liquidados com os preços e taxas de abertura do dia útil seguinte.

Volume

Atualmente, 1,5 milhão de pessoas investem no Tesouro Direto, segundo dados do próprio programa.

Em 2015, o programa tinha R$ 15,9 bilhões em estoque.

Dois anos depois, o estoque chegou a R$ 47,3 bilhões em 2017, uma alta de R$ 31,4 bilhões.

Alternativas ao Tesouro Direto

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Como já alertamos, o investimento em títulos do Tesouro Nacional tem uma rentabilidade que pode perder para aplicações em instituições privadas.

A seguir, conheça duas opções seguras que você deve considerar para o seu portfólio. Vamos falar sobre CDB e LCI/LCA.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é uma das opções mais populares da renda fixa brasileira.

Esse título tem rentabilidade que varia de acordo com o emissor, o prazo e o montante mínimo exigido.

Há títulos prefixados (com juro fixo anual), pós-fixados (vinculados ao CDI, que segue de perto a Selic) e híbridos (com juro fixo mais a variação da inflação oficial).

Ao projetar seu rendimento, leve em conta a tributação do IOF para aplicações inferiores a 30 dias e do Imposto de Renda, nos mesmos moldes do Tesouro Direto.

Essa aplicação conta com o aval do Fundo Garantidor de Créditos, que garante o saldo do investimento em caso de quebra do banco emissor, dentro de um limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Não há taxas de administração ou custódia.

Para descobrir os melhores títulos, você deve encontrar uma instituição financeira confiável e buscar as melhores rentabilidades oferecidas.

LCI/LCA

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As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio atraem muitos investidores por não cobrarem Imposto de Renda nem taxas de administração ou custódia.

Elas costumam ter prazos superiores a três meses e oferecem rendimentos mais interessantes no longo prazo, a partir de dois anos.

Essas aplicações também têm o selo do Fundo Garantidor de Créditos, nos mesmos moldes do CDB e da poupança.

Trata-se, portanto, de um caminho de baixo risco que pode complementar tranquilamente seu portfólio de renda fixa.

Venda antecipada dos títulos do Tesouro

Quem investe em Tesouro Direto deve lembrar, antes, que a venda antecipada dos títulos prefixados e vinculados à inflação pode acarretar prejuízo se feita sem o devido monitoramento dos valores dos papéis.

Por isso, se você não sabe se poderá manter o título até o seu vencimento e não possui grande conhecimento das variáveis econômicas que afetam o valor dos papéis do Tesouro, vale a pena investir no Tesouro Selic.

Essa modalidade oferece o rendimento da taxa básica de juros e não sofre volatilidade na venda antecipada.

Com ele, você tem certeza de uma operação lucrativa.

Uma alternativa ao Tesouro Selic é o Fundo DI, um fundo de investimento de renda fixa que oferece rentabilidade no patamar do CDI e tem alta liquidez, com resgate rápido para qualquer emergência.

Lembre-se: para investimentos de alta liquidez como esses, recomenda-se reservar valores equivalentes a seis meses de seu custo de vida.

Como investir em Tesouro Direto com o BTG Pactual digital

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Para quem busca ótimos títulos de renda fixa, uma boa dica é abrir uma conta no BTG Pactual digital, que oferece uma excelentes assistência e taxas de.

No investimento em Tesouro Direto, não há taxa de administração.

Além disso, ao abrir sua conta no BTG Pactual digital, você vai entrar em contato com diversas opções de renda fixa que podem ser até mais interessantes do que o Tesouro Direto, incluindo fundos de investimento que aplicam em títulos do Tesouro.

Nesses fundos, você não precisa se preocupar em escolher títulos e vencimentos – você apenas faz o aporte dos recursos e os deixa para o gestor decidir quais papéis adquirir.

Além dos fundos do Tesouro Direto, existem aplicações como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), normalmente um dos investimentos mais populares e rentáveis, e a LCI/LCA (Letra de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), que estão isentas de Imposto de Renda.

Veja como é fácil começar a aplicar:

1. Preencha seu cadastro

Preencha os dados e envie uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno por e-mail.

2. Descubra seu perfil de investidor

Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará a garantir as ações são um bom destino para suas economias.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um especialista

Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consultar um assessor de investimentos, que o auxiliará a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos.

5. Acompanhe seus investimentos

Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar diariamente suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo de smartphone.

6. Tenha acesso a relatórios

A cada mês, você terá acesso a relatórios personalizados com todos os números que vão mostrar como o seu dinheiro está sendo bem tratado.

Conclusão

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Agora que você sabe o que é o Tesouro Nacional e como começar a investir no Tesouro Direto, também pode dar um passo além e descobrir alternativas rentáveis oferecidas por instituições privadas como o BTG Pactual digital.

Ao procurar diferentes títulos, rentabilidades e vencimentos, você cria um portfólio diversificado, que o protege em mudanças bruscas da economia e lhe oferece bons rendimentos em qualquer cenário.

Para compor essa carteira de aplicações, não esqueça de criar seu colchão de liquidez, aquela fatia de investimentos conservadora e altamente líquida, da qual você pode fazer um resgate a qualquer momento.

Recomenda-se manter nesse tipo reserva técnica valores equivalentes a seis meses de seu custo de vida, que podem ser alocados em títulos Tesouro Selic, fundos do Tesouro Direto, fundos DI e CDBs com liquidez diária.

Depois de criar esse colchão de emergência, é que você vai buscar rentabilidades mais interessantes e prazos mais alongados.

No Tesouro Nacional, considere aqueles títulos vinculados à inflação para se blindar de marés complicadas no longo prazo e contemple também prefixados e pós-fixados para criar uma diversidade de papéis que o favoreça em qualquer cenário.

Nessa busca por segurança e rentabilidade, conte com o BTG Pactual digital, que o auxiliará em todos os seus passos na renda fixa.

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Esta instituição é aderente ao código ANBIMA de regulação e melhores práticas para atividade de distribuição de produtos e investimentos no varejo. Essa modalidade de investimento que não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC.

Deixe seu comentário 4

  1. Estou adiantando a abertura dessa conta, para em breve, após receber o que é de direito meu, através de uma ação trabalhista. E nesse momento ainda irei me informar melhor com especialista, nesse assunto de investimento no Tesouro Nacional. Vou amadurecer mais a ideia, pois ainda estou inseguro devido toda essa instabilidade econômica e politica que o nosso Brasil vem passando. Mas antes já estou adiantando a abertura da conta caso eu decida mesmo em investir nesse Tesouro Nacional e venha à perceber que é seguro!

    1. Valdir, um assessor de investimentos vai entrar em contato com você pelo e-mail.

  2. quero ser um investidor, mais quero mais informação, como abrir a conta e com quantos posso comerçar a investir

    1. Paulo, um assessor de investimentos vai entrar em contato com você pelo e-mail.