A renda variável traz diversas alternativas, mas uma opção que ganha bastante destaque é o investimento em Fundo Imobiliário. Funcionando como alternativa à compra de imóveis para investir, ele consegue atrair investidores de diversos perfis.

A opção pode ser vantajosa, porém, é preciso entender como esses fundos imobiliários funcionam para avaliar se compensa incluí-los em sua carteira. Quer aprender mais sobre o assunto?

Neste conteúdo, esclarecemos as principais dúvidas sobre o investimento em Fundo Imobiliário. Continue lendo!

O que é um Fundo Imobiliário?

Esse é um tipo de Fundo de Investimento com portfólio composto, principalmente, por ativos do mercado imobiliário. Ou seja, o investidor adquire uma cota do fundo que é administrado por um gestor profissional, responsável pela compra e venda de ativos.

Assim, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são opções coletivas, reunindo um grupo de investidores que têm o mesmo propósito. Ademais, esses veículos podem negociar imóveis físicos ou títulos lastreados no mercado imobiliário.

O educador financeiro André Bona, explicou de forma muito didática o que são FIIs no vídeo abaixo. Assista!

Como funciona o investimento em Fundo Imobiliário?

O funcionamento acontece como os demais fundos. Após ser criado, o FII emite as cotas que serão adquiridas pelos investidores interessados. Com isso, eles passam a ter direito aos eventuais ganhos, como a distribuição de dividendos.

O investidor cotista não tem o poder de decisão sobre a composição do portfólio — toda a administração é de responsabilidade do gestor. A maioria dos FIIs são negociados na bolsa de valores e, de maneira geral, apresentam boa liquidez.

Ou seja, você pode negociar as suas cotas caso deseje se desfazer do título. No entanto, também é preciso lidar com altas ou baixas do preço, pois esse é um investimento de renda variável. Então ele está exposto aos riscos e movimentações do mercado.

Quer saber mais sobre como investir em FIIs? Vejo o vídeo abaixo!

Quais são os principais tipos de FIIs?

Um dos pontos de atenção ao considerar o investimento em Fundo Imobiliário é entender os diferentes tipos. Conheça os principais!

Fundos de tijolo

Esse tipo de FII prioriza os investimentos em imóveis físicos, construídos ou em construção. É possível desenvolver empreendimentos do zero, reformar propriedades e outras práticas que visem lucro no mercado imobiliário.

Fundos de papel

Nesse caso, o investimento prioritário não é em imóveis físicos, mas em títulos lastreados em imóveis. Dois exemplos comuns são os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

Fundos de fundos

Por fim, há os fundos de fundos. Ou seja, aqueles cujo portfólio é composto principalmente por cotas de outros FIIs. Assim, eles podem ter ativos de fundos de papel ou de tijolo, trazendo uma alternativa mais diversificada.

Como é feita a tributação?

A tributação dos FIIs segue regras específicas em relação ao Imposto de Renda (IR). Quem investe como pessoa jurídica, por meio de um CNPJ, é tributado com alíquota de 20% sobre os rendimentos obtidos com dividendos.

Já as pessoas físicas, que utilizam o CPF para investir, têm isenção do IR ao receber proventos. No entanto, para incluir o benefício da isenção o fundo precisa atender a 3 critérios.

São eles:

  • as cotas do fundo devem ser negociadas exclusivamente na bolsa ou no mercado balcão;
  • ele deve ter, no mínimo, 50 cotistas;
  • o cotista não pode ter mais de 10% das cotas totais.

No caso de venda de cotas, a cobrança de IR tem outra regra. O lucro obtido com a valorização da cota é tributado em 20% sobre a diferença do valor, tanto para pessoa física quanto para jurídica.

Cabe ao investidor recolher o imposto por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). O pagamento deve acontecer até o último dia do mês seguinte ao da liquidação da venda. Vale ressaltar que o atraso gera multa e juros, afetando os ganhos obtidos com o ativo.

Quais são as taxas cobradas nos FIIs?

Outro ponto relevante ao considerar o investimento em FII são as taxas. O trabalho do gestor profissional que administra o portfólio deve ser remunerado. Para isso, os cotistas pagam a chamada taxa de administração.

A cobrança é feita sobre o valor investido, e não sobre os resultados. Então o pagamento varia conforme as cotas adquiridas. Podem existir, ainda, outras taxas, dependendo da situação — como a de performance ou corretagem. A cobrança e os custos variam conforme cada fundo.

Quais são as vantagens e desvantagens dos FIIs?

Como toda alternativa de investimento, os FIIs apresentam prós e contras. Entre as vantagens, vale citar a possibilidade de investir no mercado imobiliário com valores menores, sem precisar adquirir imóveis diretamente.

Os fundos são bastante acessíveis, sendo possível encontrar FIIs com investimentos mínimos variados. Assim, eles atendem a diversos perfis de investidores. Além disso, colaboram com a diversificação da carteira.

Entretanto, também há desvantagens nos FIIs. Esse é um investimento de renda variável que se expõe aos riscos existentes no mercado imobiliário. Logo, é preciso ligar com a volatilidade.

Além da oscilação no preço das cotas, a vacância de imóveis para aluguel, por exemplo, afeta o ganho dos cotistas. A possibilidade de inadimplência do inquilino e de desvalorização da propriedade também evidenciam riscos.

Saiba mais sobre os riscos de investir em Fundos Imobiliários no vídeo abaixo.

Quando vale a pena investir em FII?

Não há uma resposta exata para essa pergunta. A decisão se vale a pena investir em FII dependerá do seu perfil de investidor e de seus objetivos. As características do investimento devem fazer sentido em cada contexto.

Normalmente, a modalidade é adequada para investidores que têm mais tolerância aos riscos da renda variável. Ela também é procurada por quem deseja obter renda passiva. Além disso, é interessante visar o longo prazo, para correr menos riscos nas oscilações.

Como escolher um Fundo Imobiliário?

Se você acredita que os FIIs são adequados para os seus objetivos, é importante saber como escolher os ideais. Para isso, o primeiro passo é verificar a estratégia do fundo para entender se ele é de papel, de tijolo ou de fundo.

Considerando que o sucesso do investimento depende das práticas adotadas pelo gestor, avalie a qualidade da administração. Aqui, a dica é pesquisar como é feita a comunicação com os cotistas e se a gestão é realmente transparente.

Outro ponto é estudar o histórico, para entender como tem sido o desempenho do fundo. Mesmo que isso não traga garantias sobre eventuais ganhos, ele pode dar uma ideia sobre o potencial. Por fim, veja a composição do portfólio e a liquidez do fundo.

Com base nisso, ficará mais fácil decidir se compensa fazer um investimento em Fundo Imobiliário e escolher as melhores opções. Para tanto, não se esqueça de avaliar as características dessa alternativa e as opções do mercado para acertar nas decisões!

Quer mais dicas? Confira o nosso guia completo para investir em renda variável!

 

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