PGBL ou VGBL: qual plano de Previdência Privada é melhor?

Está em dúvida entre investir em PGBL ou VGBL?

Não tem certeza de quais são as principais vantagens e características de cada uma dessas modalidades de previdência privada?

Então, você chegou ao lugar certo.

Neste artigo, vamos entender em detalhes como aplicar direito o seu dinheiro para ter um futuro mais tranquilo e confortável na aposentadoria.

Você vai tirar suas dúvidas sobre os seguintes temas:

  • Qual é o melhor tipo de previdência privada para o seu caso
  • Quais são as principais diferenças entre PGBL e VGBL
  • Como calcular a rentabilidade desses investimentos
  • Como descobrir se essas aplicações valem a pena
  • O que são as taxas de administração e de carregamento
  • Quais são as vantagens da previdência privada
  • Por que escolher o BTG Pactual digital para o investimento.

Ficou interessado? Então, siga a leitura.

O que é PGBL?

Qual é a relação da figura abaixo com o produto PGBL?

A sigla PGBL significa Programa Gerador de Benefício Livre. Estamos falando de uma das principais formas de investimento em previdência privada hoje no Brasil.

Nesse sentido, é interessante entender para qual perfil de investidor é recomendável aderir ao PGBL.

A resposta para essa dúvida passa pela a seguinte pergunta: como você declara o Imposto de Renda? Modelo completo ou simplificado?

Essa pergunta faz sentido porque a grande vantagem associada ao PGBL diz respeito à desoneração fiscal.

Quem faz a declaração de Imposto de Renda completa, por exemplo, poderá abater, em cima da base de cálculo do IR, até 12% do total da renda bruta tributável (salários, aluguéis, pensões etc).

Dessa maneira, um sujeito com renda bruta anual de R$ 200 mil poderá obter um desconto de até R$ 24 mil por ano.

Mas atenção: só é possível usufruir de tal benefício, desde que contribua regularmente para o INSS.

Além disso, quem adere ao regime simplificado de declaração do Imposto de Renda também não poderá deduzir a aplicação da base de cálculo do IR – situação que será mais bem explicada ainda neste artigo.

Entendendo o diferimento no PGBL

Até aqui, duas palavras foram bastante utilizadas: abatimento e dedução.

No entanto, esses não são os termos mais corretos para se referir ao desconto de até 12% sobre renda bruta tributável proporcionado pelo PGBL.

Nesse caso, a palavra mais correta seria diferimento.

O nome é complicado, mas a diferença semântica entre as palavras é simples de entender.

As despesas médicas, por exemplo, são deduzidas em seu IR e você não será tributado por esse valor em nenhuma outra situação.

Pelo PGBL, no momento do resgate ou da transformação do capital acumulado em renda, incidirá impostos sobre esse montante de recursos de acordo com o regime tributável escolhido na época da abertura do plano (ou início do plano de previdência).

Aqui, o termo a ser utilizado é diferimento, que, como você pôde perceber, é diferente da dedução convencional, uma vez que mais cedo ou mais tarde acontecerá a tributação.

A partir desse cenário, surge uma inquietante pergunta:

Se a grande vantagem do PGBL está associada a uma menor tributação, por que meu investimento será tributado no momento do resgate?

Esse é o ponto central para entender o que é o PGBL.

Como a dedução ocorre em caráter de diferimento, o seu efetivo ganho será sobre o investimento do imposto economizado.

Imagine, por exemplo, um PGBL com duração de 20 anos, sendo que a cada ano, o valor médio economizado em tributação será de aproximadamente R$ 8 mil.

Para obter ganhos reais, o investidor deverá aplicar esse valor.

Outro benefício do diferimento é a possibilidade de se pagar uma alíquota menor de imposto de renda no futuro.

Quanto a isso, há de se destacar o fato de que, quanto maior o período da aplicação, menor a alíquota de impostos sobre o capital investido, caso o regime tributário do plano PGBL ou VGBL seja o regressivo.

Essas diferenças serão mais bem explicadas quando falarmos de modalidades de aplicação.

O que é VGBL?

VGBL é a sigla para Vida Gerador de Benefício Livre.

Diferentemente do PGBL, esse investimento é destinado a pessoas que optam pela declaração simplificada do Imposto de Renda.

Isso é, ao declarar o IR, opta-se pelo desconto padrão de 20%, o que implica em abrir mão de outras formas de desoneração.

Tendo isso em vista, mais uma vez, surge a pergunta: por que aderir ao VGBL se eu não terei desconto no Imposto de Renda?

Nenhuma dedução, de fato, acontece. Ao mesmo tempo, a tributação será significativamente menor se comparado ao PGBL.

Pelo VGBL, somente a rentabilidade do plano é tributada.

Na prática, isso significa que, ao final de um ano, um investimento de R$ 10 mil que tenha rendido R$ 150,00, ou seja, passado 12 meses o valor total chegou a R$ 10.150,00, não será integralmente tributo.

Os impostos incidirão apenas sobre o valor de R$ 150,00.

Viu como é fácil de entender?

Carregamento e taxa de administração

Ao analisar o investimento em previdência privada, você deve ficar atento a todas as taxas envolvidas.

A de administração você vai encontrar em qualquer aplicação, em qualquer instituição financeira.

Mas a de carregamento, por exemplo, pode ser evitada.

Em seguida, vamos entender as taxas e custos em detalhes:

A taxa de administração talvez seja a mais conhecida entre os investidores.

Trata-se de uma cobrança pela administração do fundo de investimento, que ocorre anualmente.

Geralmente, os percentuais que incidem sobre as aplicações vão de 0,4% a 3%.

O carregamento, por sua vez, é o valor cobrado na abertura do investimento – caso mais comum – ou na saída.

Dessa maneira, o dinheiro aportado pelo investidor será taxado pelo banco ou seguradora assim que ingressar ou sair do fundo.

As taxas de carregamento praticadas no mercado, atualmente, não costumam passar de 5%, sendo que o percentual máximo que pode ser cobrado é de 10%.

Com isso, um investidor que aplique R$ 10 mil em PGBL ou VGBL terá de deixar para a seguradora ou banco um valor de R$ 300,00 (pensando em um carregamento de 3%).

Quanto a esses custos para a aplicação, é importante avaliar o valor de todas as taxas.

Para o carregamento, em específico, uma taxa acima de 3% pode ser considerada alta, enquanto que para a taxa de administração deve-se observar a modalidade do fundo de investimento. Fundos que investem em renda variável tendem a apresentar taxas de administração maiores que fundos mais conservadores.

Nesse sentido, o investidor deve realizar um exercício de ponderação que leve em conta todo o cenário.

Para fundos cujos rendimentos sejam muito acima da média, por exemplo, talvez valha a pena pagar por um carregamento ou taxa de administração um pouco mais elevados.

Fora dessas situações, é totalmente desaconselhável embarcar no investimento, uma vez que esses custos somente irão prejudicar sua rentabilidade.

Como se trata de uma aplicação de longo prazo, que leva vantagem apenas em um horizonte amplo, vale muito a pena considerar o investimento em uma instituição financeira que não cobre taxa de carregamento.

Esse é o caso do BTG Pactual digital, sobre o qual falaremos mais abaixo.

Modalidades de aplicação de investimento

A modalidade da aplicação é outra variável que precisa ser bem avaliada pela pessoa.

Isso porque ela está associada à forma como o investidor será tributado no momento do resgate.

Dessa maneira, ao aderir a um plano de previdência privada – seja ele PGBL ou VGBL -, você será convidado a escolher entre dois tipos de regime de tributação: o progressivo compensável e o regressivo definitivo.

Pelo progressivo, o investidor será tributado pela mesma lógica utilizada para os salários e outros rendimentos na declaração de Imposto de Renda.

Isso é, quanto maior o resgate, maior a alíquota de imposto, sendo que 15% será cobrado no momento do resgate, a título de antecipação de imposto.

Existe uma tabela atualizada anualmente pela Receita Federal que define os percentuais que incidirão sobre as faixas de renda.

Devido a essa conformação, o regime progressivo compensa para quem acredita que não terá um rendimento mensal muito elevado durante a aposentadoria.

Para a tabela progressiva em vigência hoje, um rendimento mensal de até R$ 2 mil, em média, não é tributado, enquanto que quem recebe mais de R$ 4,6 mil, aproximadamente, “sofre” com uma alíquota de 27,5%.

Outro ponto a ser destacado em relação ao regime progressivo é o fato dele ser compensável – daí o nome regime progressivo compensável.

Isso quer dizer que despesas como saúde, gastos com dependentes e outras despesas de natureza dedutível poderão ser abatidas no cálculo do Imposto de Renda.

O regime regressivo, por sua vez, premia os investimentos de longa duração.

Na prática, isso significa que, quanto maior o tempo para o resgate, menor a tributação sobre o valor resgatado.

Dessa maneira, se você resgatar o seu plano de previdência em um intervalo de 2 anos – algo nada recomendado – você terá uma alíquota de imposto de 35% sobre o montante de recursos.

Mas se o período para o resgate for de 10 anos, a mesma alíquota cai para 10%.

Nesse caso, estamos falando da menor taxa para aplicações financeiras que não se beneficiam de isenção de Imposto de Renda encontrada no mercado.

Prazo de carência

Todo e qualquer plano de previdência privada tem previsto em contrato o chamado prazo de carência.

Como o próprio nome faz entender, trata-se de um período mínimo para resgate ou portabilidade do plano.

Nesse sentido, a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) – autarquia do Governo Federal que regula o mercado de seguros no Brasil – estabelece regras bastante claras.

A partir da data da contratação, o resgate total poderá ocorrer em, no mínimo, 60 dias e em, no máximo, 24 meses.

Já um resgate parcial fica condicionado a uma carência que vai de 60 dias a 6 meses.

Por sua vez, para acionar a portabilidade, é necessário aguardar por até 60 dias.

Como já vinha sendo demonstrado em outros tópicos, resgatar o seu plano decorrido pequenos intervalos de tempo representa perda de rentabilidade líquida para o investidor.

Quem contrata um plano de previdência privada deve ter em vista que o investimento, para ser rentável, deve acontecer por vários anos e, de preferência, décadas.

Resgate

Passado o período de carência ou o tempo desejável de investimento estabelecido pelo contratante do plano, o cálculo dos rendimentos deverá ser realizado de acordo com o prazo definido em cada fundo.

O pagamento do benefício, por sua vez, deverá acontecer até o 5° dia útil depois da data de solicitação do cálculo.

No momento do resgate ou da portabilidade, o investidor deverá receber todas as informações sobre o seu plano.

Isso inclui dados sobre: capital acumulado, valor resgatado, valor do carregamento e taxas de administração pagas.

Lembrando que o chamado carregamento de saída – aquele cobrado no momento do resgate e não sobre o valor aportado no fundo no momento da contratação do plano – só poderá ser cobrado caso haja previsão em contrato.

O BTG Pactual digital não cobra taxa de carregamento de entrada ou de saída.

Portabilidade

Passado algum tempo, eis que o investidor se dá conta que não escolheu a melhor modalidade de aplicação.

Ou, ainda, ele percebeu que existem outros fundos que remuneram melhor o capital investido.

Para situações como essa, existe a portabilidade.

Mas é preciso observar a seguinte limitação: só é possível migrar para um produto de mesma natureza.

Isso é, se você investe em PGBL, a mudança deverá acontecer para outro PGBL.

Da mesma forma, se o plano for um VGBL, só é possível migrar para outro VGBL.

Para o regime de tributação, a regra é um pouco diferente.

No momento da adesão ao plano, quem optou pela tabela progressiva de tributação, poderá mudar para a tabela regressiva dentro de um determinado prazo.

A situação contrária não é permitida.

O investimento enquadrado em tributação regressiva não poderá passar a ser progressivo.

Portanto, se no momento de escolher o seu plano de previdência privada você se deparar com grandes dúvidas sobre qual o regime de tributação é o melhor para o seu caso, opte por consultar seu assessor de investimentos.

Tributação na tabela progressiva e regressiva

O Imposto de Renda na previdência privada pode seguir uma tabela progressiva ou regressiva.

Em 2017, os valores vigentes da tabela progressiva foram:

R$/MÊSALÍQUOTA IR
Até 1.903,98Isento
De 1.903,99 até 2.826,657,5%
De 2.826,66 até 3.751,0515%
De 3.751,06 até 4.664,6822,5%
Acima de 4.664,6827,5

Já a tabela regressiva dos planos de previdência privada está fixada em:

PRAZO DE INVESTIMENTOALÍQUOTA IR
Acima de 10 anos10%
Até 2 anos35%
2 a 4 anos30%
4 a 6 anos25%
6 a 8 anos20%
8 a 10 anos15%

Vantagens da previdência privada

As regras para a aposentadoria pública têm mudado de forma constante.

Somente nos últimos 25 anos, já ocorreram duas reformas da previdência.

E já temos agora uma terceira iniciativa de reforma bem encaminhada no Congresso Nacional.

Essas transformações tendem a postergar a aposentadoria do contribuinte.

O que assistimos ao longo dos últimos anos foi: aumento da idade mínima para se aposentar, aumento do tempo mínimo de contribuição, reajustes nos benefícios abaixo da inflação etc.

Definitivamente, contar apenas com a previdência pública não deve ser uma opção para quem pensa em desfrutar de uma aposentadoria tranquila e confortável.

Dessa maneira, o investimento em previdência privada tornou-se quase que uma obrigação para essa e para as futuras gerações de brasileiros.

Além de fugir da instabilidade observada nas regras de aposentadoria via INSS, quem opta pelo plano privado tem a vantagem de projetar um rendimento mensal compatível com suas necessidades e seu estilo de vida.

Essa projeção representa um ganho em termos de estabilidade financeira, uma vez que a pessoa poderá condicionar sua contribuição para o plano ao rendimento que se pretende obter na aposentadoria.

Entre outras vantagens, é preciso observar também a facilidade para a sucessão patrimonial.

Tanto o PGBL, quanto VGBL não entram em inventário ou são tributados com ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis) em alguns estados.

Isso confere liquidez ao investimento, uma vez que seus herdeiros poderão receber o resgate de seu plano de previdência em um curto período de tempo e sem esse tipo de tributação.

Mas é preciso ressaltar que o ITBI (ou outra sigla equivalente) é um imposto estadual e fica condicionado, portanto, à legislação de cada estado da federação.

No Rio de Janeiro, por exemplo, devido à crise fiscal pela qual o estado tem passado, aprovou-se uma lei que prevê a tributação de planos de previdência privada via ITBI.

Como investir em Previdência Privada com o BTG Pactual digital

 

Se você está pensando em investir em PGBL ou VGBL, o melhor caminho é aplicar por meio de uma instituição sólida e segura como o BTG Pactual digital.

Seus fundos de previdência privada oferecem algumas das maiores rentabilidades do mercado brasileiro.

Eles funcionam como uma mistura de fundo de investimento e instrumento de poupança, em que você decide com quanto irá contribuir e quando e de qual forma irá sacar os valores.

Assim, você pode resgatar o saldo em parcelas por um período determinado ou de forma vitalícia.

Lembre-se, nessa hora, que a previdência privada oferece risco baixo a moderado. O principal perigo é a necessidade de um saque antes da hora.

No Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o Imposto de Renda incide apenas sobre a valorização dos recursos, e não sobre o total do investimento.

Veja as opções de previdência privada do BTG Pactual digital

Além da previdência privada, o BTG Pactual digital oferece também excelentes opções de investimentos em renda fixa, que podem compor um portfólio com bom retorno e previsibilidade no longo prazo.

Veja como é fácil abrir uma conta:

  1. Cadastro sem sair de casa: Basta acessar o site do BTG Pactual digital, preencher alguns dados e enviar comprovante de residência, foto do RG e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno por e-mail.
  2. Descubra seu perfil de investidor: responda a um pequeno questionário para desvendar sua tolerância ao risco e o tipo de investimento que mais combina com você.
  3. Transfira o dinheiro: Envie o dinheiro de sua conta bancária para sua nova conta do BTG Pactual digital.
  4. Consulte um dos assessores: você terá o auxílio de um assessor especializado que o orientará passo a passo em suas aplicações.
  5. Acompanhe os investimentos: através do site do aplicativo, você pode consultar a qualquer momento suas posições e rendimentos.
  6. Tenha acesso a relatórios personalizados: periodicamente, você terá acesso a relatórios completos com todos os resultados de suas aplicações.

Conclusão

Como vimos, VGBL e PGBL são alternativas viáveis e interessantes para qualquer investidor que mire o longo prazo, cada uma com suas vantagens, dependendo da declaração do Imposto de Renda.

De forma geral, o maior risco da previdência privada está associado à desinformação do investidor.

Ou seja, ele atinge aqueles que não analisam com cautela todas as suas opções e as restrições envolvidas em cada aplicação.

Um saque antes do planejado pode prejudicar bastante a rentabilidade líquida desejada, por exemplo.

A escolha de uma instituição financeira que cobre altas taxas de administração e carregamento também atrapalha bastante o desempenho final de seu investimento.

Nesse sentido, vale a pena conhecer o BTG Pactual digital, que oferece algumas das melhores rentabilidades em previdência privada no Brasil.

Além disso, o banco de investimentos não cobra taxa de carregamento, o que se configura em grande vantagem.

Mas é importante ir além da previdência privada ao buscar investimentos de longo prazo.

Não esqueça de comparar opções de renda fixa, como Tesouro Direto, fundos do Tesouro Direto, CDBs superiores a quatro anos e LCIs/LCAs de longo prazo.

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