Investimentos

Onde investir R$ 50 mil? Confira alternativas para a Poupança

Você quer investir R$ 50 mil e não sabe por onde começar?

O primeiro passo você já deu: procurar alternativas para que esse dinheiro não fique parado na conta corrente nem na poupança e buscar uma valorização adequada.

Mas você sabe quanto estava perdendo por deixar esse montante parado? E quanto pode ganhar nas melhores aplicações de renda fixa, por exemplo?

Com a Taxa Selic em queda, a rentabilidade da renda fixa geralmente diminui.

Mesmo assim, o Brasil ainda tem uma das taxas de juros mais altas do planeta e, por isso, há excelentes oportunidades de títulos com retornos previsíveis e risco bem baixo, desde que o investimento seja feito adequadamente.

Neste artigo, vamos desbravar os seguintes tópicos:

  • Como investir R$ 50 mil nos melhores títulos de 2017?
  • Quais são as alternativas mais seguras e rentáveis para esse dinheiro?
  • Quanto é possível ganhar em um mês, um ano e cinco anos?
  • E quanto você deixa de perder?
  • Como formar o seu colchão de liquidez?

Ficou interessado? Então, siga a leitura.

Quanto você perde deixando R$ 50 mil parados?

 

Manter dinheiro parado, ou seja, repousando na conta corrente, não significa deixar de ganhar, e sim, de fato, perder. A cada mês que passa, a inflação cobra a conta, e o poder de compra de quem não investe é reduzido.

Se a inflação prevista é de 4% ao ano, por exemplo, esse é o percentual de desvalorização do seu dinheiro quando mantido parado!

Em 2015, por exemplo, um ano de alta elevação dos preços, quem aplicou na poupança perdeu 2,28%. Podemos notar, então, que foi um investimento de péssimo rendimento.

Mas vamos voltar ao nosso exemplo de R$ 50 mil.

Não há limite mínimo quando o assunto é investimento, como bem nos mostra o Tesouro Direto e seus títulos que podem ser adquiridos com valores a partir de aproximandamente R$ 30. Isso quer dizer: deixar dinheiro parado não é uma alternativa.

Se com R$ 1 mil, R$ 5 mil ou R$ 10 mil o mercado já está repleto de opções, com R$ 50 mil as alternativas se tornam ainda maiores.

E o melhor: não é preciso escolher apenas uma alternativa. A diversificação dos investimentos é uma recomendação sempre destacada por educadores financeiros, melhor forma para garantir rentabilidade com segurança ao investidor.

Quanto rende R$ 50 mil na poupança?

 

Com uma quantia significativa como R$ 50 mil a caderneta de poupança está longe de ser a alternativa mais indicada. Ainda assim, ela é usualmente lembrada como uma das primeiras opções quando o assunto é aplicação financeira. E não é difícil entender o porquê.

No período em que a inflação atingia altíssimos índices, como no início dos anos 1990 em que o número chegava a 80% ao mês, aplicar os valores na Poupança era uma garantia de manutenção no valor do dinheiro. Hoje, após mais de 20 anos com a o dragão inflacionário controlado, ela passa longe das melhores possibilidades de investimento.

Hoje, a rentabilidade da caderneta de poupança é determinada por um percentual fixo e fica congelado em 0,5% ao mês mais o valor da Taxa Referencial (TR), que em 2016 ficou, em média, em 0,15% ao mês. A rentabilidade é a mesma para qualquer banco.

Se tomarmos o exemplo de 2016, em que a rentabilidade da caderneta de poupança ficou em 8,3% ao ano, apenas 1,89% de rendimento real – descontada a inflação-, o rendimento de uma aplicação de R$ 50 mil ficaria em R$ 4,15 mil em um ano. Melhor do que deixar parado, certamente, mas outras alternativas podem remunerar de forma muito mais vantajosa os recursos ao longo de 12 meses.

Quais investimentos podem render mais que a poupança?

Aqui as opções são imensas e independem do seu perfil de investidor. Seja conservador ou disposto a tomar risco, o interessado tem uma ou mais alternativas a escolher.

Fundos de investimento

Com rentabilidades variadas, os Fundo de Investimentos estão entre as alternativas mais interessantes de aplicação para quem busca a renda variável sem ter conhecimento para escolher os ativos por conta própria.

Os Fundos de Investimento são formados por uma carteira de ativos financeiros e reúnem os valores destinados por diversas pessoas.

Em busca da melhor performance possível, respeitando os limites determinados pelo regulamento do fundo, um gestor financeiro é o responsável pela aplicação dos recursos mercado financeiro.

Entre as opções existentes estão os Fundos de Renda Fixa, os Fundos de Ações, os Fundos Multimercado e os Fundos Cambiais

No Fundo de Investimento, cada interessado é dono de uma parte, chamada de cota. Considerando vantagens e desvantagens, é uma forma prática de investir as economias sem precisar se especializar em todos os ativos que irão compor a carteira desse fundo, dado que profissionais especializados cuidarão dessas alocações.

CDB

Opção segura para investimento (conta com garantia do FGC, como falaremos abaixo), o Certificado de Depósito Bancário oferece ao interessado uma aplicação de rendimentos mais atrativos quando comparados com a caderneta de poupança.

Oferecido pelos grandes bancos, no CDB o cliente faz uma espécie de empréstimo ao banco, que, previamente à contratação, determina o valor mínimo a ser aplicado e períodos para movimentar o recurso.

Se a disponibilidade para o investimento for de longo prazo, melhor a possibilidade para escolher títulos com taxas mais atrativas de rentabilidade, o que de forma geral acontece.

Tradicionalmente são dois os tipos de CDB oferecidos pelas instituições bancárias. No CDB
Prefixado o cliente sabe o valor final do rendimento já no momento da contratação.

Assim, se no momento do acerto foi fixada taxa de 10,5% ao ano, essa será a remuneração ao final do período determinado.

No CDB Pós-fixado, a taxa de remuneração é atrelada ao CDI, que acompanha de perto o valor da Selic, a taxa básica de juros da economia.

Há ainda uma alternativa menos comum de CDB, o chamado CDB Híbrido, uma mistura das características das duas alternativas anteriores, em que a remuneração está vinculada à um índice de inflação.

A liquidez dos CDBs é determinada pelo banco emissor e pode ser diária, o que permite o resgate em qualquer período, ou no vencimento, em que é permitida a retirada somente ao final do período contratado. Em geral, produtos com liquidez diária podem apresentar um retorno menor, então analise bem os produtos e condições antes de fazer sua escolha!

Além de ser oferecido por grandes emissores, o que torna o CDB um investimento ainda mais seguro é o respaldo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), organização que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores e garante o ressarcimento dos recursos aos investidores em caso de falência da instituição no valor de até R$ 250 mil por pessoa e por instituição financeira emissora do título.

Diferente da caderneta de poupança, o investimento em CDB deve ser declarado em Imposto de Renda, uma desvantagem, mas que ainda assim garante rendimentos mais vantajosos quando são comparados à poupança.

LCI/LCA

 

Com rendimentos similares ao do CDB, a já falada LCI e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são títulos criados para apoiar a criação de crédito imobiliário e do agronegócio no Brasil.

Os títulos são emitidas pelos bancos para captar recursos e destinar a empréstimos no setor imobiliário e no agronegócio. Assim como o CDB, elas também podem oferecerrentabilidades prefixadas ou pós-fixadas.

A LCI/LCA tem a vantagem da isenção do Imposto de Renda, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica, o que deu a ela um status diferenciado em um momento como o atual, de queda nas taxas de juros e de remuneração dos investimentos. Entre as desvantagens está o fato de não possuir liquidez diária, por isso são investimentos indicados para o longo prazo.

Contam com a mesma segurança da poupança e do CDB, com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, cujos limites mencionamos acima.

Tesouro Direto

Se a preocupação é com segurança, o Tesouro Direto é sempre uma alternativa recomendada, principalmente quando se tem a intenção de manter o título até o seu vencimento, dado que alguns produtos podem apresentar certa volatilidade e, até, alguma desvalorização caso sejam vendidos antes de seu vencimento.

Criado pelo Tesouro Nacional em 2002, o Tesouro Direto conta com a garantia de remuneração do Tesouro do país, ou seja, do Governo Federal. No mercado financeiro, essa garantia é sinônimo de solidez.

Além disso, a diversidade de títulos, a remuneração que acompanha de perto a Taxa Selic e o baixo valor inicial solicitado, como dissemos inicialmente, a partir de aproximadamente R$ 30, tornam o Tesouro Direto uma opção para aplicar parte dos R$ 50 mil.

Da mesma forma que os CDBs e a LCI/LCA, os títulos do Tesouro podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos e são vinculados a diferentes taxas, como o Tesouro Selic (atrelado à taxa básica de juros da economia), o Tesouro Prefixado (com juro fixo) e o Tesouro IPCA (vinculado à variação da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Procure informações, até mesmo com um consultor de investimentos, para entender as principais diferenças e vantagens de cada um desses títulos.

Previdência Privada

Os planos de Previdência Privada são outras alternativas ao interessado em investir e conta com duas modalidades: o Plano Gerador de Benefício livre (PGBL) e a Vida Gerador de Benefício livre (VGBL).

O PGBL é mais adequado para quem declara o Imposto de Renda no formulário completo. O VGBL é indicado para quem declara o Imposto de Renda no formulário simplificado ou já atingiu os 12% num plano PGBL.

COE

Se o investidor pede algum produto que pode apresentar um diferencial quando o assunto é investimentos, o Certificado de Operações Estruturadas (COE) pode ser visto como uma alternativa para a composição de sua carteira.

Regulamentado pelo Banco Central apenas em 2013 e pela CVM em 2015, o COE envolve renda fixa e variável e é um título que pode assumir diferentes formas de atuação. A partir de um único investimento é possível ter acesso a diferentes mercados com a vantagem dos custos baixos.

Existem duas formas de aplicação nessa modalidade: com capital protegido (garantia da devolução do valor nominal investido inicialmente) ou com o capital em risco (sem a garantia de devolução do valor investido).

A criação de uma COE depende de um banco ou de uma corretora, que emite esse título com um vencimento (variável), um valor mínimo para a aplicação, um indexador e o
cenários definidos em casos de ganhos e perdas, com ou sem capital inicial protegido.

Os COEs sofrem a incidência do Imposto de Renda, porém não contam com a cobrança das taxas de administração, performance ou custódia. É um investimento que exige mais
atenção do cliente, porém pode gerar rentabilidade maior na comparação com as alternativas de Renda Fixa.

Leia todos os materiais informativos do COE antes de realizar qualquer aplicação nesse produto para ter ciência de todas as possíveis vantagens, mas também para conhecer eventuais riscos que ele poderá apresentar a depender dos possíveis cenários econômicos.

Importante lembrar que esse produto não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

Ações

 

As ações são papéis que representam pequenas fatias de uma empresa, que as emitem com o objetivo de levantar recursos para seus investimentos. Elas são negociadas na bolsa de valores e, ao comprá-las, o interessado torna-se, de uma certa forma, sócio da empresa
escolhida.

As ações podem ser ordinárias, ou seja com direito a voto, ou preferenciais, que garantem prioridade no recebimentos dos lucros.

Assim como o COE, investir em ações pode assustar quem tem um perfil mais conservador, mas, pode ser uma alternativa interessante para os investidores mais experientes e que tenham ciência dos riscos desse investimento.

A desvantagem aqui é o risco tomado em busca dessa rentabilidade.

Outra desvantagem de investir em ações é falta de uma estimativa de ganhos, uma vez que nesse mercado uma série de fatores podem influenciar o desempenho dos papéis de uma empresa. É
um mercado que exige prática e atenção, por isso, não é recomendado para todos os investidores e nem para aqueles que planejam investir todas as economias em apenas um tipo de produto.

Diversifique sua carteira de investimentos

 

Como vimos, não faltam alternativas de investimento para quem está com R$ 50 mil em caixa. Diversificar é a palavra-chave em todo o processo, representa segurança e é sugestão de 10 entre 10 educadores financeiros para o modo de gerir as finanças pessoais.

Com isso em mente, sempre é recomendado conhecer o seu perfil de investidor. A busca por maior rentabilidade é importante, mas nada precisa ser feito fora daquilo que cada um leva em maior consideração.

Por exemplo, se você não suporta a volatilidade e não tem disponibilidade para aplicar o capital por um período elevado, deve se manter mais distante da renda variável.

Mas se você já vê o longo prazo com bons olhos e não se importa de perder um pouco no meio do caminho com a expectative de faturar mais alto lá na frente, então, investir em ações e fundos de investimento podem ser alternativas interessantes.

De qualquer forma, para investir com segurança e tranquilidade, é essencial montar uma estratégia de longo prazo.

Essa estratégia pode ser moldada de várias formas, mas parte de um princípio básico, que é descobrir quanto de fato você tem para investir e por quanto tempo pode se abster de utilizar esse dinheiro.

Essa perspectiva permitirá que aloque parte do seu capital em aplicações mais líquidas, com resgate mais fácil, e então, mire os investimento de prazo mais longo para obter retornos mais adequados às suas pretensões.

Se essa ideia lhe parece interessante, faça o seguinte:

  1. Primeiro, calcule qual é o seu custo mensal, considerando todas as despesas que tem
  2. Segundo, multiplique esse valor por (pelo menos) seis
  3. Esse montante será usado como uma reserva de emergência, no chamado colchão de liquidez, que deve ser montado com aplicação de alta liquidez e fácil resgate
  4. Nessa lista, entram Fundos DI, CDBs de curto prazo, títulos Tesouro Selic, fundos do Tesouro Direto e LCIs/LCAs com prazos curtos, como três meses.

Pronto, agora você tem um colchão de liquidez, que vai lhe dar toda a segurança para lidar com qualquer emergência ou evento extraordinário.

Dessa forma, você não corre riscos ao usar a maior parte do seu portfólio de investimentos para aplicações mais longos, de um, dois e mais de cinco anos.

Nesses investimentos mais longos, considere CDBs, LCIs e LCAs e fundos de investimento de renda fixa, multimercados e ações.

Lembre-se de que essa diversidade vai auxiliar a minimizar seus riscos e render em qualquer cenário da economia.

Nessa jornada, lembre-se de variar entre títulos prefixados (com juro fixo anual), pós-fixados (atrelados à Selic ou ao CDI) e híbridos (com juro fixo mais a variação do IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Invista com o BTG Pactual digital

 

Viu como não dá para deixar R$ 50 mil parado na conta corrente ou em uma aplicação como a poupança? É hora de buscar valorizar o seu dinheiro de verdade.

Para isso, conheça o BTG Pactual digital, que oferece a melhor assistência de investimentos do mercado, excelentes fundos de investimento e retornos interessantes em renda fixa e variável.

Veja abaixo como é fácil fazer o seu cadastro sem sair de casa:

1. Abra uma conta

Basta preencher os dados e enviar uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno de nossa equipe de cadastro.

2. Descubra seu perfil de investidor

Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará escolher os produtos mais adequados ao seu perfil ou ao seu apetite de risco.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um assessor de investimentos

No BTG Pactual digital, você não precisa tomar todas as decisões por conta própria. Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consultar um assessor de investimentos, que o auxiliará a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos ao apresentar opções que se adequem ao seu perfil e tirar as suas dúvidas sobre os produtos disponíveis.

5. Acompanhe seus investimentos

Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar diariamente suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo de smartphone.

6. Receba relatórios

A cada mês, você vai ganhar um relatório completo e personalizado com todos os números que vão mostrar como a estratégia de investimentos que você escolheu está se saindo, inclusive com comparações a indicadores do mercado.

Conclusão

 

Como vimos, deixar R$ 50 mil parados significa perder poder de compra a cada mês.

Considerando uma inflação de 4% ao ano, é o equivalente a R$ 2.000,00 a cada 12 meses.

Em vez de perder poder de compra, você pode ganhar: basta, para isso, escolher com cautela os melhores títulos em renda fixa e demais produtos que se encaixem no seu perfil de investidor.

Muitos desses produtos podem oferecem rentabilidade superior ao CDI, com segurança, previsibilidade de retornos e prazos de vencimento menos longos do que você imagina.

E se você acha que investir bem é só para quem tem milhões em conta, você está enganado: há alternativas muito interessantes para quem possui muito menos do que isso! No BTG Pactual digital, você pode investir o seu dinheiro com as mesmas taxas e condições que os milionários!

Então, crie a sua conta no BTG Pactual digital e comece a investir.

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Os riscos da operação com títulos de renda fixa (CDB, LCI e LCA) estão na capacidade de o emissor honrar a dívida; na impossibilidade de venda do título ou na ausência de investidores interessados em adquiri-lo; e na possibilidade de variação da taxa de juros e dos indexadores. É importante a adequada compreensão da natureza, forma de rentabilidade e riscos dos títulos de renda fixa antes da sua aquisição. CDB, LCI e LCA contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante a devolução do principal investido acrescido de juros referente a rendimentos, na hipótese da incapacidade de pagamento da instituição financeira, de até R$ 250 mil reais por CPF e por instituição financeira, considerando o limite de garantia de R$ 1 milhão para cada período de quatro anos.

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