LCI/LCA ou Tesouro Direto?

Pensando em investir em renda fixa e está em dúvida entre Tesouro Direto e LCI/LCA? As duas opções proporcionam valorização interessante, risco baixo e tipos diferentes de rendimento, prefixados e pós-fixados.

Para escolher entre uma ou outra ou definir quanto de seus recursos serão alocados em cada, é importante conhecer a fundo todos os detalhes dessas aplicações.

Quer uma ajudinha nessa tarefa? Então preste atenção nas próximas linhas. Vamos tirar suas dúvidas sobre os seguintes tópicos:

  • Quais são os riscos de LCI ou LCA e Tesouro Direto?
  • O que é o Fundo Garantidor de Crédito?
  • Qual é o investimento mínimo em cada um?
  • Qual é a aplicação que oferece a melhor rentabilidade?
  • Qual é a tributação envolvida nesses investimentos?
  • Quais são os custos envolvidos para essas aplicações?

Diferença entre LCI/LCA e Tesouro Direto

 

LCI é a Letra de Crédito Imobiliário e LCA é a Letra de Crédito do Agronegócio. Trata-se de um título emitido por instituição financeira para aplicação no mercado de imóveis e para financiar o setor agrícola, respectivamente.

Tesouro Direto é uma plataforma de negociação de títulos do Governo Federal. Através dela, o Tesouro Nacional oferece títulos de dívida, normalmente de longo prazo, para financiar as atividades do governo.

A seguir, confira as principais diferenças entre LCI/LCA e Tesouro Direto:

  • O Tesouro Direto possui aplicação mínima de R$ 30,00, enquanto uma LCI/LCA no BTG Pactual digital tem investimento mínimo de R$ 10.000,00;
  • As LCI/LCAs não têm cobrança do Imposto de Renda (IR), enquanto os títulos do Tesouro têm incidência do IR, conforme uma tabela regressiva de 22,5% a 15% (de acordo com o tempo de aplicação, de menos de seis meses a mais de dois anos);
  • A liquidez do Tesouro Direto é de D+1 (ou seja, resgate pode ser feito de um dia útil para o outro), enquanto a LCI/LCA oferece liquidez variável, resgatável apenas no vencimento do título;
  • As LCI/LCAs têm prazo de vencimento menor (média de dois anos) do que os títulos do Tesouro (que podem se estender por décadas);
  • O investimento em Tesouro Direto é bancado pelo Governo Federal;
  • O investimento em LCI/LCAs é garantido pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF e por emissor.

Valor mínimo a ser aplicado

 

O valor mínimo para aplicação em títulos do Tesouro Direto é de R$ 30,00. Em LCI/LCAs, esse montante costuma ser maior. No BTG Pactual digital, o investimento deve ser de, pelo menos, R$ 10.000,00.

Liquidez

A liquidez do Tesouro Direto é D+1, ou seja, o pagamento ocorre no dia útil seguinte. É preciso observar, porém, que os títulos do Tesouro têm marcação a mercado e podem ter volatilidade alta antes do seu vencimento. Para obter o rendimento exato oferecido na compra, é preciso carregar o título até o fim.

Já a liquidez da LCI/LCA é menor, considerando o prazo de vencimento desse título. Esse vencimento pode ser de meses ou, até mesmo, anos.

Rentabilidade

Tanto as LCI/LCAs quanto os títulos do Tesouro oferecem rendimentos de três tipos: prefixados (juro anual definido), pós-fixado (rentabilidade atrelada ao CDI ou à Selic) e híbrido (juro anual mais a variação da inflação do país).

Não é possível generalizar sobre qual das aplicações tem rentabilidade maior. Tudo depende do título específico.

Para descobrir a melhor opção, vamos aprender em breve a calcular o rendimento líquido.

Custos

Em relação às despesas, o investimento em Tesouro Direto e LCI/LCA apresenta várias diferenças.

Uma LCI/LCA não tem taxas de administração, custódia, performance e nem incidência de Imposto de Renda.

Já o Tesouro Direto possui a cobrança de 0,3% do investimento ao ano de taxa de custódia cobrada pela BM&FBovespa e Imposto de Renda conforme a tabela regressiva da renda fixa, de 22,5% a 15% (sobre a valorização, e não sobre o total). Além disso, algumas instituições cobram outras taxas. O BTG Pactual digital não cobra taxas extras!

Vantagens do Tesouro Direto

A seguir, confira algumas das vantagens que o Tesouro Direto oferece na comparação com a LCI/LCA:

  • A segurança dos títulos é garantida pelo governo. Se houvesse calote no Tesouro, todo o sistema financeiro ruiria;
  • Títulos de prazo longo (para 2035 ou 2045, por exemplo) com valorização atrelada à inflação ajudam a investir mensalmente e projetar com eficiência a sua aposentadoria;
  • Para quem não quer carregar o título até o vencimento, é possível vender antes (no momento certo) e obter valorizações interessantes.

Vantagens da LCI/LCA

 

A seguir, veja quais são as vantagens da LCI/LCA na disputa com o Tesouro Direto:

  • A LCI/LCA não tem Imposto de Renda ou outros custos envolvidos: o rendimento oferecido é aquele que você terá de fato ao vencimento
  • A LCI/LCA costuma ter vencimento menos longo do que os títulos do Tesouro Direto e, assim, você recebe os rendimentos antes, sem precisar negociar o título antes.

Risco

O risco desses dois investimentos pode ser considerado baixo. Tanto para LCI/LCA quanto para Tesouro Direto, o perigo seria sofrer um calote no pagamento.

Do lado das Letras de Crédito Imobiliário, você tem a garantia não apenas da instituição financeira emissora do título, mas também do Fundo Garantidor de Crédito.

Essa organização não governamental, mantida com aportes mensais das instituições financeiras brasileiras, intervém em casos de quebra de bancos e corretoras e banca o saldo de alguns investimentos, incluindo a LCI/LCA, até um limite de R$ 250 mil por CPF por instituição emissora.

Já no Tesouro Direto, a garantia é do próprio Governo Federal. Nesse caso, a segurança é tão grande quanto possível, já que, se o governo deixar de pagar suas dívidas, o sistema financeiro do país entra em colapso.

É preciso fazer um alerta, porém, para um risco oculto ao investir em um título de longo prazo: se você precisar vendê-lo antes do vencimento, pode sofrer com a volatilidade e até arcar com prejuízo dependendo do cenário econômico.

Por isso, não invista sem antes fazer um bom planejamento financeiro para garantir que você vai poder segurar o título até o vencimento ou vendê-lo apenas quando o mercado favorecer a negociação antecipada.

FGC

FGC é a sigla do Fundo Garantidor de Crédito, aquele mecanismo sobre o qual falamos no tópico anterior. Ele é bastante importante para quem está em dúvida em relação aos riscos de aplicar em LCI/LCA ou outros investimentos protegidos pelo fundo, como CDB, LCA, entre outros.

Esse mecanismo assegura que, em caso de quebra ou insolvência do banco ou corretora que emite o título de LCI/LCA, você tem a restituição do saldo total de seu investimento até o limite de R$ 250 mil por CPF por instituição ou conglomerado financeiro emissor.

O FGC foi criado para atuar no mercado e garantir a estabilidade do sistema financeiro diante de crises, para que problemas de solvência em uma instituição não afetem muitas outras.

Desde então, em diversos momentos nos últimos anos, esse mecanismo foi utilizado para ressarcir investidores.

Comparativo LCI/LCA e Tesouro direto

 

É muito difícil comparar dois títulos aleatórios de LCI/LCA e Tesouro Direto e generalizar dizendo que uma dessas duas aplicações é sempre mais vantajosa. Não é bem assim.

O que você precisa levar em conta é o rendimento líquido das aplicações que você tem em mente. Para isso, procure uma instituição financeira que não cobra taxas para investimento em Tesouro Direto, como o BTG Pactual digital.

Depois, compare os títulos de LCI/LCA e Tesouro com os melhores retornos e com vencimentos que se encaixam no seu planejamento.

Ao fazer essas projeções, lembre que não é recomendado deixar o dinheiro aplicado por menos de 30 dias, para não pagar o IOF, que é um imposto bem agressivo.

Você vai ver, ao fazer os cálculos de custos, que aplicações inferiores a seis meses costumam levar a melhor em LCI/LCAs que tem vencimento nesse prazo, já que a alíquota do Imposto de Renda no Tesouro Direto para esse tempo de investimento é de 22,5%.

De forma geral, você deve considerar aplicações superiores a dois anos.

Não apenas por causa do imposto, mas também porque, para investimentos de longo prazo, as taxas de juros são maiores.

É melhor optar pela Isenção fiscal?

 

Muita gente leva em conta apenas a isenção fiscal na hora de optar pela LCI/LCA, mas isso é um erro.

A melhor abordagem é aquela que registra todos os custos e taxas de retorno para projetar o rendimento líquido da aplicação e, assim, definir, na ponta do lápis, qual investimento terá o melhor resultado.

No caso do Tesouro Direto, você precisa escolher um dos títulos à disposição, verificar qual seu retorno e depois descontar todas as despesas que você terá com a aplicação.

Esses custos incluem uma taxa de custódia de 0,3% ao ano sobre o investimento e o Imposto de Renda, de 22,5% a 15%.

O Imposto de Renda é cobrado de acordo com a seguinte tabela, que vale para muitas outras aplicações em renda fixa:

Prazo de AplicaçãoAlíquota IR
Acima de 720 dias15%
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%

Não esqueça deste detalhe: a alíquota incide apenas sobre o rendimento, e não sobre todo o valor aplicado.

Além disso, algumas corretoras e alguns bancos cobram taxas de administração pelo investimento, mas é importante verificar essa informação e escolher uma instituição que não cobre.

No caso da LCI/LCA, não há taxas. Você só terá algum custo imprevisto se precisar negociar o título antes do vencimento. Aí depende muito da instituição financeira: algumas nem permitem a venda antecipada.

Para os dois investimento, no entanto, é necessário cuidar com um tributo bastante agressivo, o Imposto sobre Operações Financeiras.

Ele aparece apenas para quem aplica no curtíssimo prazo, inferior a 30 dias.

Veja a tabela do IOF:

Dias Após AplicaçãoIOF (em %)Dias Após AplicaçãoIOF (em %)
1550%300%
1
96%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

Viu? É melhor manter o dinheiro aplicado por 30 dias para fugir do IOF.

Agora que você sabe quais são os custos envolvidos nas duas aplicações, você só precisa projetar os dois títulos específicos que você tem em mente e calcular em qual deles você terá um resultado líquido melhor.

Na prática, é impossível dizer, sem comparar objetivamente dois títulos específico, se a LCI/LCA ou o Tesouro Direto rende mais.

Diferença entre Taxa Selic e CDI

 

Para quem está ingressando no universo de investimentos em renda fixa, é primordial entender o que significa Taxa Selic, o que é o CDI e como eles se diferenciam.

Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Só que esse monte de palavras não explica nada para quem não atua na área, certo? Não se preocupe: o que vale é entender que a sigla se refere aos juros básicos da economia, definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central para controlar o crédito e reger a inflação.

Eles refletem diretamente nos juros da renda fixa, porque, resumindo bastante, a Taxa Selic é quanto o governo Federal está disposto a pagar pelos títulos de sua própria dívida.

Como as instituições financeiras privadas detêm a grande maioria dos títulos públicos, essa taxa acaba se transformando no patamar básico de juros.

Na reunião de maio, a meta para a Taxa Selic foi definida em 10,25% ao ano.

Já o CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. Para simplificar bastante, a taxa CDI são os juros usados nos empréstimos que os bancos tomam entre si diariamente para fechar o caixa.

Eles ficam sempre próximos da Selic.

Essa taxa é usada como referência de rendimento em diversos investimentos.

Você já deve lido sobre alguma aplicação que trazia esta expressão em sua descrição: “Rende X% do CDI”.

A frase quer dizer que o investimento tem sua rentabilidade atrelada ao CDI.

Invista com o BTG Pactual digital

 

Se você gosta da ideia de investir em uma instituição financeira sólida que reúne retornos interessantes e assessoria capacitada, é bom considerar o BTG Pactual digital.

Veja passo a passo como abrir uma conta:

1. Abra a conta sem sair de casa

Basta acessar o site do BTG Pactual digital, preencher alguns dados e enviar comprovante de residência, foto do RG e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno por e-mail.

2. Descubra seu perfil de investidor

Com o cadastro inicial concluído, você poderá desvendar qual é o seu perfil de investidor. Assim você vai ter um panorama melhor de qual tipo de investimento se encaixa em seus objetivos e, também, em sua tolerância ao risco.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um dos especialistas do time

Agora que você tem o cadastro e seu perfil em mãos, sem sair de casa, você pode tirar suas dúvidas e conversar com o time de especialistas do BTG Pactual digital.

5. Acompanhe seus investimentos

É possível monitorar diariamente suas posições no site e no aplicativo de smartphone do BTG Pactual digital.

6. Receba relatórios

Você vai receber periodicamente um relatório personalizado com todos os números que interessam para seus investimentos, como a rentabilidade de suas aplicações e comparações com outras opções do mercado.

Pronto para começar a investir melhor? Confira os títulos de renda fixa do BTG Pactual digital.

Fundos da família tesouro

Uma maneira mais prática de investir em Tesouro, com alta liquidez e sem a volatilidade (e imprevisibilidade) das negociações antecipadas dos títulos, é utilizar os fundos da família Tesouro oferecidos pelo BTG Pactual digital.

Esses fundos de investimentos aplicam os valores dos cotistas em títulos do Tesouro com variados vencimentos e rendimentos.

Uma das vantagens é que, em vez de pagar uma taxa de custódia anual de 0,3% no Tesouro Direto, você paga uma taxa de administração anual de 0,2% nesses fundos.

Vamos conhecer os fundos em detalhes:

IPCA Curto

O fundo IPCA Curto busca rentabilidade atrelada ao IPCA e coloca os recursos dos cotistas em títulos Tesouro IPCA com prazo de até cinco anos.

Liquidez financeira: D+1 (em um dia útil).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

IPCA Longo

O fundo IPCA Longo mira a superação do índice IMA-B5+ e coloca a maior parte dos recursos dos cotistas em títulos Tesouro IPCA com prazo superiores a cinco anos. Ele oferece a rentabilidade do Tesouro atrelada ao IPCA e serve para quem busca se blindar da inflação no longo prazo.

Liquidez financeira: D+2 (em dois dias úteis).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

IPCA Geral

O fundo IPCA Geral busca proporcionar rentabilidade superior ao índice IMA-B, que representa o desempenho de uma carteira de títulos federais atrelados à inflação.

A alocação dos recursos se destina prioritariamente a títulos Tesouro IPCA com prazos variados. Serve para quem busca se proteger da inflação e alcançar bons rendimentos reais.

Liquidez financeira: D+2 (em dois dias úteis).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

Tesouro Selic

O fundo Tesouro Selic aplica em títulos Tesouro Selic, ou seja, na taxa de juros definida pelo Banco Central. É o mais indicado para o perfil conservador.

Liquidez financeira: D+0 (no mesmo dia).

Investimento mínimo: R$ 3.000,00.

Não esqueça, porém, que o recolhimento do Imposto de Renda ocorre de forma diferente em fundos de investimento.

Neles, há a incidência de um elemento chamado de o “come-cotas”, que é o responsável pela antecipação do recolhimento do IR a cada semestre.

Assim, há o pagamento da alíquota mínima, no fim de maio e no fim de novembro.

Conclusão

 

Como vimos, decidir entre LCI/LCA e Tesouro Direto exige a projeção do rendimento líquido, que deduz da valorização todas as despesas, como taxa de custódia e Imposto de Renda.

Assim, qualquer cálculo deve combinar os dois elementos do investimento: o retorno oferecido e o custo da aplicação.

Outro aspecto importante que deve ganhar sua atenção é a liquidez dos investimentos, isto é, a capacidade de conversão da aplicação em dinheiro, sem perda de valor.

Tanto o Tesouro Direto quanto a LCI/LCA costumam ter prazos de vencimento de longo prazo.

Por isso, é essencial fazer um diagnóstico de suas finanças pessoais para descobrir detalhadamente quanto você tem para investir e por quanto tempo pode contar com esse dinheiro aplicado.

Nessa conta, coloque todos os valores: as despesas mensais, os custos extraordinários e os rendimentos.

Depois, separe de quatro a seis meses para um fundo de emergência, um colchão financeiro com alta liquidez, que possa ser resgatado a qualquer momento.

Esse tipo de aplicação pode ser um Fundo DI, como aquele apresentado lá em cima, uma LCI/LCA ou CDB com vencimento de curto prazo ou um título Tesouro Selic, que acompanha os juros básicos e tem menor volatilidade.

Após preparar esse colchão de emergência, você poderá começar a alocar recursos em títulos de prazo mais longo, com taxas mais interessantes.

E então não se contente com LCI/LCA e Tesouro Direto. Compare também opções de CDB, LCA e até alternativas de renda variável para uma fatia bem pequena de suas reservas, como fundos de ações e multimercados.

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