Eleições presidenciais 2018: uma dinâmica de investimentos diferente

O cenário eleitoral influenciou muito o mundo dos investimentos em 2014 e, certamente, causará um impacto forte ao longo dos próximos meses, uma vez que momentos como esse trazem uma série de expectativas para o mercado financeiro. No entanto, como deverá ser o panorama nos próximos meses e o que vem impactando os investidores? Neste artigo, quero conversar um pouco mais com vocês sobre esse assunto.

Por que essa eleição está muito mais imprevisível do que as outras?

A falta de previsibilidade em relação ao resultado desta eleição é muito maior do que no passado por causa de cinco grandes fatores:

Instabilidade política

O clima de instabilidade teve início com os protestos em massa de 2013, que ressurgiram em um formato diferente durante as eleições de 2014 e culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff no início de 2016.

Operação Lava Jato

Iniciada em 2014, a operação da Policia Federal revelou uma ampla rede de corrupção em todos os escalões do sistema público e privado do Brasil. Acusações ao redor do Presidente Temer em maio de 2017 quase levaram à queda do governo e inviabilizaram a aprovação da reforma da previdência social.

A profunda recessão econômica em 2015/2016

Com o PIB contraindo 7% nesses dois anos e com níveis de desemprego e inflação vistos pela última vez apenas no século passado, nosso país passou por uma tempestade perfeita (Inflação, desemprego e recessão).

Em 2017 e 2018, muito do cenário econômico melhorou, tivemos a aprovação de algumas reformas importantes como a reforma trabalhista, ancoragem da inflação e volta do crescimento. Um ponto interessante é que as pesquisas indicam que a economia não é uma prioridade na mente dos eleitores. Ainda assim, um ambiente econômico mais favorável tende, historicamente, a beneficiar um candidato centrista

Eleições globais

Tivemos ao redor do mundo eventos que surpreenderam os mercados e contrariaram as expectativas dos analistas. Nos EUA a eleição do presidente Donald Trump e na Europa o Brexit foram os acontecimentos mais marcantes. Existe um movimento eleitoral global de busca por candidatos fora dos padrões políticos tradicionais, e no Brasil não está sendo diferente: recente estudo do Ibope / FGV indica que quase 60% da população quer votar em candidatos não tradicionais ou anular seus votos.

Pulverização de Candidatos

Essa é possivelmente a eleição com maior número de candidatos desde 1989, ano das primeiras eleições desde a redemocratização. A última pesquisa divulgada pelo Datafolha apresentam 9 possíveis cenários com 11 a 16 candidatos. Claro que a maioria deles possuem menos de 3% da intenção de votos, porém, caso Lula seja retirado da simulação, três novos candidatos aparecem com dois dígitos e aumentam consideravelmente a disputa.

O que mudou nas regras do jogo e como podemos nos posicionar financeiramente em relação a esse cenário daqui para frente? Pode deixar que conto tudo isso em detalhes no meu próximo artigo aqui no blog do BTG Pactual digital.

Até a próxima,

Jerson Zanlorenzi

Jerson Zanlorenzi:

Jerson Zanlorenzi é responsável pela mesa de derivativos e produtos estruturados do BTG Pactual digital, formado em Administração e Ciências Contábeis pelo IBMEC-RJ, também trabalhou como Sales Trader na Ágora Corretora e estrategista de renda variável na Brasif Gestão.

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