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Renda Variável: comprar ações diretamente ou investir via fundos?

Olá!

Muitos investidores se fazem esta pergunta na hora de alocar recursos em renda variável. Afinal, é melhor comprar ações diretamente ou investir em um fundo de ações? Não há uma resposta padrão, dependerá do perfil e objetivo do investidor. Vejamos quais são as vantagens de cada modelo.

Ganhos e perdas

Essencialmente, investir diretamente em ações proporcionará ao investidor maior volatilidade e isto vale para o cenário positivo e o negativo. Imagine um investidor que comprou R$ 10.000,00 em ações da empresa ABC no começo do mês e, ao final do mês, a ação desta empresa tenha se valorizado 10,0% – o investidor terá capturado um ganho de R$ 1.000,00. O mesmo vale para o cenário inverso, caso o papel tenha se desvalorizado em 10,0%, o investidor terá um prejuízo de R$ 1.000,00.

Quando se fala em fundo de ações, os ganhos individuais (e perdas) de cada papel serão diluídos, uma vez que apenas uma ação não representará 100% da carteira do fundo. Imagine o mesmo cenário descrito acima, só que, os mesmos R$ 10.000,00 investidos na empresa ABC representem 9,0% do patrimônio líquido do fundo. A valorização da ação de 10,0% terá um peso menor na rentabilidade final dado que ainda serão consideradas as variações das outras empresas presentes na carteira do fundo.

Isto quer dizer que o investimento direto em ações pode potencializar tanto os seus ganhos quanto as suas perdas. Trata-se de um investimento para pessoas que têm um horizonte de longo prazo e que possuem disponibilidade para realizar um acompanhamento contínuo do(s) ativo(s) investido(s), notícias a ele(s) relacionadas e demais fatores que podem afetar preço.

Já os fundos de ação costumam ser menos voláteis pois têm um portfólio mais diversificado. Destinam-se a pessoas que têm um horizonte de investimento de longo prazo, mas que não possuem disponibilidade de realizar um acompanhamento contínuo dos ativos investidos. Dessa forma, delegam a função a um gestor, que possui experiência e uma equipe completa lhe auxiliando em análises, discussões, tomadas de decisão e ferramentas (relatórios diversos,   plataformas avançadas para realizar operações) para gerir investimentos em ações de forma mais eficiente.

Tributação

As operações de compra e venda de ações podem termais de uma alíquota: 20% para ganhos líquidos mensais auferidos nas operações de day-trade (compra e venda ou venda e compra de um mesmo ativo no mesmo dia)  mais 1% retido na fonte aplicado sobre o resultado positivo apurado nessas operações e 15% para as demais operações.

Os fundos de ações, por sua vez, possuem tributação fixa: 15% sobre o rendimento bruto do fundo apurado quando do resgate das cotas. Não há come-cotas semestral neste tipo de fundo.

Custos

Quando analisamos a rentabilidade de qualquer fundo de investimento, sabemos que os números apresentados são líquidos de taxas (administração e performance) e brutos de IR. Isto facilita a análise de eficiência do gestor pois sabemos que a rentabilidade ali apresentada foi de fato entregue aos cotistas. No entanto, a taxa de administração pode variar de fundo para fundo, bem como a taxa de performance. Estas informações podem ser encontradas no material de divulgação mensal dos fundos ou no regulamento e lâmina de informações essenciais.

Quando se fala de investimento direto em ações, a mensuração dos custos é mais difícil. Para um investidor comprar uma ação, ele precisa fazê-lo através de uma corretora. As corretoras podem cobrar tarifa de corretagem (taxa cobrada sobre cada compra e venda realizada pelo investidor) e tarifa de custódia (taxa cobrada para a custódia dos ativos adquiridos pelo investidor até que sejam vendidas).

Há também o ISS (variável por município) e os emolumentos (tarifa cobrada pela B3 sobre as operações realizadas). Tanto a taxa de corretagem quanto a taxa de custódia variam de corretora para corretora, cabe ao investidor encontrar a que melhor se encaixe em seu perfil. Por fim, há a incidência de IR como dito anteriormente.

Estes são alguns dos pontos sensíveis na hora de decidir pela alocação direta em ações ou através de fundos de investimento, mas não todos. Isto corrobora a importância de uma assessoria financeira de qualidade como a do BTG Pactual digital na hora de realizar seus investimentos.

 

Lucas Farme:

Lucas Farme é formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e é um profissional CFP® (Certified Financial Planner). Trabalhou no Home Broker da corretora ICAP e foi Daily Banker no escritório de Wealth Management Capital Investimentos. Hoje é assessor de investimentos do BTG Pactual digital.

 

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