CDB ou Tesouro Direto em 2018: qual o melhor investimento para você?

Em dúvida se investe em CDB ou Tesouro Direto?

Então, você chegou ao lugar certo.

Neste artigo, vamos apresentar as principais características desses investimentos e mostrar qual é o melhor destino para o seu dinheiro.

Você vai aprender mais sobre os seguintes tópicos:

  • Quais são os tipos de rendimento encontrados nesses investimentos
  • Qual é a aplicação mais segura, CDB ou Tesouro Direto?
  • Como se proteger da inflação no longo prazo?
  • Para qual tipo de investidor essas aplicações são recomendadas?
  • Como se dá a tributação nesses investimentos?
  • Quais são os custos envolvidos?

Ficou interessado? Siga a leitura.

Características de CDB e Tesouro Direto

CDB e Tesouro Direto apresentam características semelhantes: têm baixo risco e rendimento que depende, direta ou indiretamente, da Selic, ou seja, dos juros básicos da economia brasileira.

Mas, antes de falarmos sobre cada uma dessas aplicações, vamos entender melhor esse cenário da renda fixa.

Os investimentos em renda fixa são, em geral, a preferência do brasileiro quando o assunto é investimento.

Reconhecidos por sua segurança, os títulos de renda fixa pode ser indicados para todos os investidores, claro que dependendo de seu perfil de risco.

Entre as principais opções do mercado em renda fixa, encontram-se os Certificados de Depósito Bancário, os famosos CDBs, e os títulos do Tesouro Direto.

Ambos costumam ser indicados para clientes com perfis menos arrojados, que buscam rentabilidade superior à da tradicional caderneta de poupança.

Geralmente, mesmo quem gosta da bolsa de valores e da renda variável também conserva parte considerável de seu portfólio em títulos de renda fixa, já que os juros brasileiros são bastante atraentes.

Enquanto um é considerado um título privado de renda fixa (CDB), o outro é um título público (Tesouro Direto).

Sob muitos aspectos, essas aplicações se assemelham e representam boas alternativas para o investidor.

Mas como todo e qualquer investimento a ser feito, antes o investidor precisa pensar com clareza qual o objetivo da aplicação.

Com isso em mente, é mais fácil escolher entre um e outro (ou os dois).

CDB

CDB é o Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa oferecido por bancos e corretoras.

Normalmente, traz um rendimento pós-fixado, isto é, atrelado ao CDI, a taxa de juros interbancária e principal referência de rentabilidade.

Também pode ser prefixada, com juro fixo anual, ou híbrida, com juro fixo mais a variação da inflação do período.

É provável que você já tenha ouvido falar muito no CDB.

Figura fácil em anúncios de bancos há pelo menos duas décadas e mesmo nas conversas com o gerente de conta, o Certificado de Depósito Bancário está entre as opções mais populares de investimento do público brasileiro.

Isso se dá devido à facilidade de aplicação e rendimento maior do que o da caderneta de poupança.

Além disso, outro fator importante e que trouxe bastante segurança ao investidor é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, que garante até R$ 250 mil do investidor em caso de falência da instituição emissora.

Essa garantia foi alterada há pouco tempo com a inclusão de um “teto” de R$ 1 milhão para essa proteção no período de 4 anos.

Conceitualmente, o CDB é uma aplicação de renda fixa oferecida pelas instituições bancárias em que o investidor faz uma espécie de empréstimo ao banco, onde este determina o valor e fixa períodos em que o interessado não pode movimentar o dinheiro.

Durante este tempo, a instituição remunera com juros o valor depositado. De modo geral, quanto maior o período sem movimentação, maior será a possibilidade de escolher uma alternativa com rendimento mais elevado.

E ao contrário da poupança, que conta com uma rentabilidade fixa determinada pelo Governo Federal que independente do banco escolhido pelo cliente, o CDB conta com uma remuneração que varia de acordo com a instituição.

Ou seja, é preciso pesquisar para ter a certeza da alternativa mais vantajosa.

Algumas instituições oferecem opções de CDB com liquidez diária, outras oferecem títulos que podem ser resgatado apenas no seu vencimento.

Como já adiantamos, tradicionalmente são três os tipos de rentabilidade do CDB oferecidos pelos bancos:

  • CDB prefixado: nessa opção o cliente sabe exatamente em quanto será remunerado já no momento da contratação.

Por exemplo, se no momento da compra foi acertada uma taxa de 10,5% ao ano, independente de qualquer alteração no mercado financeiro ou na economia do país, o cliente garante esse rendimento (desde que mantenha o valor aplicado até o vencimento).

  • CDB pós-fixado: é o tipo mais popular de CDB. De modo geral, a aplicação tem a taxa de remuneração atrelada ao valor do CDI, o Certificado de Depósito Interbancário.

Essa taxa de juros tem valor próximo à Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Por exemplo, se um CDB pagar 110% do CDI, quando este for de 10%, a remuneração ficará em 11%.

  • CDB híbrido: mais raro entre as opções de CDB, o híbrido tem esse nome pois a sua remuneração normalmente associa uma taxa fixa de juros e a variação de um índice de inflação, normalmente o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA.

Tesouro Direto

Criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&Fbovespa no início dos anos 2000, o Tesouro Direto é considerado um investimento muito seguro no mercado financeiro.

E a explicação é simples: quem garante a sua remuneração é nada mais nada menos que o Tesouro Nacional, ou seja, o Governo Federal.

Na prática, o dinheiro usado pelo investidor para comprar um título do Tesouro é usado pelo Governo Federal para se financiar, ou seja, permitir a execução das políticas públicas e serviços que beneficiam a população como um todo.

Ao comprar o título, o cliente tem um prazo para receber de volta o valor investido, com o acréscimo de juros, o que supera os ganhos da poupança.

Dependendo do tipo e das condições econômicas, pode superar o rendimento de muitos CDBs.

Entre as principais características do Tesouro Direto está o baixo valor inicial exigido para aplicação.

A partir de R$ 30 é possível investir em alguma opção de título público.

Assim como os CDBs, os títulos do Tesouro Direto podem ser:

  • Prefixados: quando a remuneração é definida no momento da compra do título.

Na prática, significa que o título não será afetado por nenhum indicador ou mudança na economia.

A taxa definida ao adquirir será a referência para o pagamento no momento do resgate.

  • Pós-fixados: nesta opção o comprador pode indexar o investimento a um índice como, por exemplo, a Selic, a taxa básica da economia brasileira.

Sendo assim, não é possível conhecer de antemão a rentabilidade, somente no momento do resgate do título.

  • Híbridos: assim como o homônimo CDB, o título de tesouro direto híbrido combina as duas modalidades de remuneração anteriores, ou seja, é o resultado de uma taxa de juros somada a um índice de inflação, normalmente o IPCA, o que proteje o título contra perdas.

CDB vs Tesouro Direto

 

Como dissemos inicialmente, ambas opções podem ser indicadas para clientes com perfis menos arrojados, ou seja, que não estão dispostos a encarar os riscos de alternativas do mercado variável, como a bolsa de valores, mesmo com a sua possibilidade de maiores ganhos.

Normalmente são indicados também para auxiliar a levantar recursos para metas de médio e longo prazo.

Ainda assim, é difícil indicar qual a modalidade é a mais vantajosa, pois está sujeita a uma série de fatores que variam do montante de recursos disponíveis pelo cliente até as condições oferecidas pelas instituições privadas, uma vez que as alternativas de CDB variam entre as instituições.

Para decidir a alternativa que melhor se encaixa ao objetivo pessoal é indicado avaliar questões como o prazo, liquidez e valores cobrados para realizar o investimento.

Por exemplo, se a alternativa é por um investimento de longo prazo, indexar a aplicação à inflação pode ser uma ótima alternativa para não perder o poder de compra aliado à rentabilidade.

Outra questão importante é que o CDB e o Tesouro Direto também podem andar juntos na construção de uma carteira de investimentos diversificada.

Mesmo com valores modestos, é possível optar por mais de uma alternativa.

Rentabilidade

A rentabilidade tanto do Tesouro Direto quanto dos CDBs varia de acordo com o tipo escolhido.

Mas você pode ter certeza: a remuneração de ambos será maior se comparada com a poupança.

Quem faz uma boa pesquisa consegue achar CDBs com rentabilidade superior às do Tesouro Direto.

Mas é preciso entender que o CDB oferecem riscos diferentes daqueles do Tesouro Direto.

É aconselhável que o investidorfique de olho no rating de crédito e no histórico da instituição emissora do CDB para não ter problemas no futuro.

Mesmo assim, nesse quesito, há uma proteção adicional: o Fundo Garantidor de Crédito banca o saldo do CDB em até R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro em caso de quebra da instituição financeira.

Liquidez

A liquidez, ou capacidade de um título ser convertido em dinheiro, costuma ser maior no Tesouro Direto do que dos CDBs.

No caso dos CDBs, ela é determinada pelo banco que emite o título e pode ser diária, ou seja, permite o resgate em qualquer período, ou no vencimento, em que é permitida a retirada dos recursos pode ser feita somente ao final do período contratado.

É preciso atenção na hora de contratar um CDB, pois caso seja necessária a retirada antes do período contratado em caso de uma opção sem liquidez diária haverá perda de valores.

No caso do Tesouro Direto, a liquidez é diária, já que o Banco Central se compromete a comprar os títulos vendidos a qualquer momento.

Ou seja, se você determina a venda de um título hoje, pode ter o dinheiro no próximo dia útil.

Risco

As duas aplicações são duas das mais seguras do mercado. Mas, quando se trata de risco, nada pode ser menos arriscado do que emprestar para o Governo Federal. Se o Tesouro dá um calote geral, todo o sistema quebra, inclusive o privado.

Os CDBs contam com a garantia do do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. Esta instituição privada garante ao cliente o acesso aos recursos investidos até o limite de R$ 250 mil por CPF em caso de o banco ou a corretora escolhida falir ou não puder arcar com a devolução dos valores em caso de insolvência.

Os títulos do Tesouro Direto não contam com a garantia, mas isto não significa maior risco.

Como estes títulos representam a dívida de um país, são considerados os mais seguros pelo mercado financeiro.

Aportes

O investimento mínimo do Tesouro Direto é de a partir de R$ 30,00, por uma fração de um título. No CDB, a aplicação é maior e varia conforme a instituição financeira.

Como se trata de títulos, não é garantido que um novo aporte terá as mesmas condições do primeiro investimento.

A cada aplicação, você deve analisar os títulos à disposição naquele momento.

Custos

Os valores cobrados para aplicação em Tesouro Direto podem se referir às taxas exigidas pela BM&Fbovespa (custódia de 0,3% do investimento total ao ano) e às taxas da instituição escolhida para operar. Algumas costumam oferecer isenção.

No caso do CDB, o custo está atrelado a outras questões bancárias, sendo difícil para o cliente identificar o pagamento ao fechar um contrato.

Tributação

As cotas de Imposto de Renda cobradas tanto para os CDBs quanto para o Tesouro Direto seguem a tabela comum à maioria dos investimentos de renda fixa. Os percentuais do IR são:

  • Até 180 dias: alíquota de 22,5%
  • De 181 a 360 dias: alíquota de 20%
  • De 361 a 720 dias: alíquota de 17,5%
  • Acima de 720 dias: alíquota de 15%.

Além do Imposto de Renda, investimentos com duração inferior a 30 dias pagam o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF.

Veja a tabela do IOF, que vale para Tesouro Direto e CDB:

Dias Após AplicaçãoIOF (em %)Dias Após AplicaçãoIOF (em %)
1550%300%
1
96%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

Fique atento à tabela acima e repare na alíquota de 96% de IOF que você pagaria se deixasse o dinheiro aplicado apenas um dia no Tesouro Direto. Ela extermina qualquer chance de lucro nessa curta janela de tempo.

Vantagens

As vantagens e desvantagens dos CDBs e dos títulos do Tesouro Direto são muito parecidas.

As principais vantagens são a rentabilidade, que, geralmente, se situa em patamar superior à poupança, e a segurança, que, levando em conta o CDB, é a mesma que a poupança e, quando analisamos o Tesouro Direto, é maior que a da poupança.

Além disso, os tipos de rendimento oferecidos dão boas opções para a diversificação do portfólio.

Para o longo prazo, por exemplo, você pode investir em títulos pós-fixados, prefixados e híbridos, para se proteger em qualquer cenário econômico.

Desvantagens

A tributação do Imposto de Renda pode ser considerada uma desvantagem do CDB e do Tesouro Direto.

Já as questões referentes ao vencimento dos títulos de CDB e dos prazos de carência também são uma desvantagem quando comparadas com o Tesouro Direto, já que a liquidez pode não ser imediata em alguns casos, dependendo da alternativa e da oferta da instituição financeira.

Normalmente o CDB também exige um valor um pouco maior de investimento inicial, se comparado aos R$ 30 do Tesouro Direto.

Entre as desvantagens dos títulos de Tesouro Direto, estão a necessidade de pagar taxa de administração para a instituição financeira (o que não ocorre no BTG Pactual digital) e uma taxa de custódia para a BM&F Bovespa. Além disso, o resgate antes do prazo de vencimento pode acarretar perdas por causa da marcação a mercado.

Invista com o BTG Pactual digital

Para quem busca os melhores títulos de renda fixa, uma boa dica é abrir uma conta no BTG Pactual digital, que oferece uma excelente assistência e taxas de retorno que estão entre as melhores do mercado.

Veja como é fácil:

1. Abra uma conta

Basta preencher os dados e enviar uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno por e-mail.

2. Descubra seu perfil de investidor

Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará a garantir ações que são um bom destino para suas economias.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um assessor

No BTG Pactual digital, você não precisa tomar todas as decisões por conta própria.

Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consultar um especialista, que o auxiliará a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos ao te mostrar todos os investimentos adequados ao seu perfil, o que facilitará bastante a sua escolha.

5. Acompanhe seus investimentos

Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar diariamente suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo de smartphone.

6. Tenha acesso a relatórios

A cada mês, você terá acesso a um relatório completo e personalizado com todos os números que vão mostrar como o seu dinheiro está sendo bem tratado e o quanto ele está se valorizando.

Conclusão

Como vimos, o Tesouro Direto e o CDB se prestam a funções muito semelhantes e podem ser usados em conjunto, tanto por investidores mais conservadores quanto pelos investidores mais ousados. Fique sempre atento ao perfil de risco de cada produto antes de fazer o seu investimento!

Nesse sentido, vale lembrar que essas aplicações seguras da renda fixa são muito importantes para compor o portfólio de qualquer investidor, já que os juros básicos brasileiros são atraentes e ainda merecem atenção.

Além disso, não dá para esquecer que uma alternativa a esses títulos, a poupança, é a pior escolha que você pode fazer, em qualquer cenário.

Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança paga 0,5% ao mês mais uma Taxa Referencial (TR, de cálculo complexo e pequena diferença no resultado final).

Quando a Selic está em 8,5% ou menos, a poupança paga 70% da Selic mais a TR.

Ou seja, o caminho começa ao desviar da poupança.

O destino, a partir de então, fica a seu critério.

Para tomar sua decisão, considere que não é preciso investir em apenas uma das opções.

Leve em conta os seguintes fatores para a escolha:

  • O Tesouro Direto é a aplicação mais segura possível quando consideramos o risco de crédito de cada produto, dado que é garantido pelo Governo Federal
  • Rendimento atrelado à inflação é interessante no longo prazo, como proteção
  • Títulos do Tesouro Direto sofrem volatilidade antes do vencimento, com exceção dos títulos Tesouro Selic
  • Títulos do CDB com boas taxas de rendimento costumam ter vencimento mais longo

Enfim, entre CDB ou Tesouro Direto, não importa qual sua escolha, é sempre bom ter todo o suporte ao seu lado.

Nessa jornada, conte com o BTG Pactual digital para guiá-lo em seus primeiros passos em renda fixa e variável.

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