CDB ou Tesouro Direto? Comparativo entre os investimentos

Se você busca um comparativo CDB ou Tesouro Direto e não sabe como escolher o melhor título, chegou ao lugar certo.

Neste artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre essas aplicações e como tomar a melhor decisão.

Primeiro, é importante lembrar que essas duas aplicações são títulos de renda fixa.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título privado, enquanto o Tesouro Direto (emitido pelo Tesouro Nacional) se trata de um título público.

Essa diferença básica define a segurança desses investimentos: por se tratar de um título privado, o CDB carrega um risco de crédito um pouco maior do que o Tesouro Direto, dependendo do valor investido.

Mesmo assim, essas duas aplicações são consideradas de baixo risco e são bastante procuradas por quem deseja aliar rentabilidade e previsibilidade de retornos.

Neste post, você vai aprender mais sobre os seguintes tópicos:

  • Como escolher entre CDB e Tesouro Direto
  • Qual das aplicações traz maior rentabilidade?
  • Qual é o Imposto de Renda incidente sobre esses investimentos?
  • Quais são as taxas envolvidas?
  • Como começar a investir em CDB e Tesouro Direto?
  • Eles são investimentos excludentes?

Ficou interessado pelos temas acima? Então, siga a leitura e tire todas as suas dúvidas.

O que é CDB?

O CDB é o Certificado de Depósito Bancário. É uma das opções mais populares de investimento, por ser considerado de baixo risco, ter facilidade de aplicação e rendimento maior que o da poupança.

É oferecido nas modalidades de rendimento prefixado (juro fixo anual), pós-fixado (atrelado ao CDI, taxa de juros interbancária que segue de perto a Selic, a taxa definida pelo Banco Central) e híbrido (juro fixo anual mais a variação do IPCA, índice considerado a inflação oficial).

Na comparação de rendimento líquido com outras aplicações, trata-se de uma das mais vantajosas da renda fixa brasileira, especialmente fora dos bancos comerciais de grande porte.

Um dos trunfos do CDB é o aval do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre o investimento caso o banco quebre, para valores de até R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro.

Uma alteração recente nessa garantia limitou o valor assegurado pelo FGC até o limite de R$ 1 milhão no período de 4 anos por investidor.

O CDB sofre a incidência do Imposto de Renda, cuja alíquota segue a tabela da renda fixa, de 22,5% da valorização (para menos de 180 dias) a 15% (para mais de 720 dias).

Como funciona o CDB?

O CDB é emitido pelas instituições bancárias.

Nesta modalidade de aplicação, você fará um tipo de empréstimo ao banco, que determinará o valor e fixará períodos em que você não poderá movimentar o dinheiro.

Na prática, você cederá um valor ao banco por esse tempo pré-determinado e ele lhe devolverá esse montante acrescido de uma taxa de juros.

A rentabilidade pode ser predefinida, mas o tipo mais comum é o CDB pós-fixado, que tem o rendimento atrelado ao CDI.

O CDI, taxa cobrada entre os bancos por empréstimos entre si, tem um percentual semelhante à taxa Selic, aquela definida pelo Banco Central para manter a economia em ordem.

Normalmente, o CDB tem maior rentabilidade quando tem longo prazo e resgate apenas no vencimento, ou seja, não pode ser vendido ou resgatado antes da data final.

No longo prazo, esse investimento se beneficia de uma redução gradual no Imposto de Renda, que começa em 22,5% e passa para 15% da renda após 720 dias de investimento.

Não há taxas de administração, custódia, carregamento ou quaisquer outros custos.

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa da Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a BMF&Bovespa, existente desde 2002, que vende títulos da dívida pública federal para pessoas físicas, por meio da internet.

É oferecido em diferentes prazos e nas modalidades prefixado, pós-fixado (aqui, atrelado ao CDI, e não à Selic) e híbrido.

É considerado um investimento de baixo risco, mais rentável que a poupança.

Tem a garantia de pagamento do Governo Federal, o que o torna uma das aplicações mais seguras do mercado financeiro brasileiro.

Você empresta o dinheiro à União, que usa a verba para financiar suas atividades.

O Tesouro Direto tem uma taxa de custódia de 0,3% ao ano cobrada pela BMF&Bovespa e é sujeito à tributação do Imposto de Renda, variando de 15% a 22,5% (nos mesmos moldes do CDB).

Outro custo, uma taxa de administração, pode ser cobrada dependendo da instituição financeira na qual o investidor tiver conta – algumas, como o BTG Pactual digital, oferecem o serviço gratuitamente.

Além da segurança de crédito, uma das principais vantagens do investimento é sua liquidez: o Banco Central se compromete em comprar qualquer título a qualquer hora, com pagamento no dia útil seguinte.

Mas, nessa hora, vale ficar bastante atento: os títulos prefixados e atrelados à inflação sofrem marcação a mercado, isto é, possuem volatilidade.

Se você os vender antes do vencimento sem monitorar seu valor de mercado, pode até perder dinheiro ou, pelo menos, ver sua rentabilidade bastante prejudicada.

Por isso, se você não tem experiência em renda fixa e não sabe se poderá carregar o título até seu vencimento, a melhor recomendação para investimentos no Tesouro Direto é aplicar em Tesouro Selic, que paga a taxa básica de juros e não sofre marcação a mercado.

Nessa aplicação, você pode ficar tranquilo ao vender o título a qualquer momento.

Atualmente, 1,5 milhão de pessoas investem no Tesouro Direto, segundo dados do próprio programa.

O sistema online do Tesouro Direto, onde são feitas as operações, funciona das 9h30min às 18h nos dias úteis.

Das 18h às 5h e aos finais de semana, os resgates serão liquidados com preços e taxas de abertura do dia útil seguinte.

O site do Tesouro oferece ainda um simulador para você quer testar as possibilidades antes de efetivamente aplicar o seu dinheiro, podendo escolher entre tempo e diferentes objetivos e simulando sua aplicação em títulos diversos.

Como funciona o Tesouro Direto?

O interessado compra os títulos, emprestando dinheiro ao governo, que remunerará a aplicação de volta somando o valor dos juros.

Para se tornar um investidor, é necessário ter CPF e conta em uma instituição financeira credenciada.

A aplicação é feita por meio da internet, no sistema do Tesouro Direto.

O investidor ganha uma senha para verificar os títulos disponíveis e acompanhar o extrato do investimento, inclusive aos finais de semana.

É possível fazer aplicações a partir de apenas R$ 30 e a qualquer momento, incrementando seus investimentos de tempos em tempos.

O Tesouro Direto tem títulos de longo prazo, com muitos anos e até décadas de duração.

Mesmo com prazos predefinidos, o Tesouro oferece liquidez diária, que quer dizer que o investimento pode se transformar em dinheiro no momento que você precisar fazer um resgate.

Só não esqueça daquela regrinha de investir apenas em Tesouro Selic se você não tiver certeza de que irá deixar o dinheiro rendendo até o fim do prazo.

Mas, no longo prazo, vale também ter atenção à inflação: um título prefixado, por exemplo, pode ter seu retorno corroído pela inflação, dependendo das movimentações da economia.

Nesse sentido, um título vinculado ao IPCA ou pós-fixado oferece menor risco.

Comparativo CDB ou Tesouro Direto

 

Veja abaixo uma comparação entre CDB e Tesouro Direto para você tomar a melhor decisão:

Rendimento

No CDB, durante o período definido, o banco remunera com juros o valor depositado.

Normalmente, quanto maior o período, maior será o rendimento.

Mesmo assim, a remuneração depende de cada instituição, normalmente estipulada em percentual do CDI, o Certificado de Depósito Interbancário.

Além do rendimento pós-fixado, o CDB pode ser prefixado, com juros fixos anuais, ou híbrido, com juros fixos mais a variação do IPCA.

Como o rendimento do CDB depende da instituição financeira que o emite de outras características do título, não é possível afirmar que ele possui rentabilidade superior ao Tesouro Direto.

Mesmo assim, pode-se dizer, tranquilamente, que há opções interessantes de CDB que batem o rendimento do Tesouro Direto.

No BTG Pactual digital, você encontra algumas delas.

No Tesouro Direto, também há muitos prazos e opções de rentabilidade.

Uma diferença importante é que, nesses títulos públicos, existe a opção de comprar papéis que pagam juros semestrais aos compradores, os chamados cupons.

Ao optar por uma destas modalidades, o investidor receberá pelo título principal valores atualizados de acordo com a inflação enquanto os juros serão pagos semestralmente.

Liquidez

Em termos de liquidez, o CDB varia completamente de um título para o outro.

Há papéis com liquidez diária, que podem ser resgatados a qualquer momento, e existem títulos que não podem ser vendidos antes do prazo final, no vencimento.

No Tesouro Direto, a liquidez é bastante alta, no sentido de que o resgate pode ser solicitado a qualquer momento, e que o Banco Central se compromete em comprar os títulos.

Mas é preciso observar a marcação a mercado em ambos os casos.

Na venda de um título antes do vencimento, verifique com atenção seu valor naquele momento, para garantir que você não está perdendo dinheiro ou deixando parte considerável do rendimento de lado.

Segurança

O CDB é considerado um investimento de baixo risco e bastante seguro, por oferecer a proteção do Fundo Garantidor de Crédito.

Ele banca o saldo da aplicação dentro de um limite de R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro em caso de quebra do banco emissor.

Mesmo assim, pode-se dizer que o Tesouro Direto tem risco ainda mais baixo, já que se trata da garantia do Governo Federal, cujos títulos de dívida formam os pilares da economia nacional.

Aplicação inicial

Enquanto o Tesouro Direto pede investimento inicial de a partir de R$ 30,00, o CDB varia de instituição para instituição.

Custos

No Tesouro Direto, há a cobrança de uma taxa de custódia de 0,3%, da BMF&Bovespa mais a taxa de administração da instituição financeira, que pode chegar até a 2%.

Nessa hora, escolha uma instituição como o BTG Pactual digital, que não cobra taxa de administração para essa aplicação.

Para o CDB, não há taxa de administração, custódia ou qualquer outra.

Tributação

O Tesouro Direto e o CDB sofrem a mesma tributação: IOF, cuja alíquota começa em 96% para prazos inferiores a 30 dias, e Imposto de Renda, cuja alíquota se reduz ao longo do tempo, de 22,5% a 15%.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um tributo de alíquota bastante elevada, da qual você deve manter distância, se possível

Na tabela abaixo, você vai ver que a alíquota cai com o tempo, de um a 29 dias.

Dias Após AplicaçãoIOF (em %)Dias Após AplicaçãoIOF (em %)
1550%300%
1
96%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

Imposto de Renda

O Imposto de Renda do Tesouro Direto segue uma tabela regressiva, cuja alíquota vai de 22,5% (para menos de 180 dias) a 15% (para mais de 720 dias).

Confira:

Prazo de AplicaçãoAlíquota IR
Acima de 720 dias15%
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%

Comparativo entre CDB, Tesouro Direto e a poupança

É necessário observar as condições de cada investimento – aporte, prazo e taxa atrelada – e seus objetivos de aplicação, mas, normalmente, CDB e Tesouro Direto têm, sobre a poupança, a vantagem da rentabilidade.

Enquanto a poupança compete apenas com a inflação, essas outras duas opções de investimento podem ter rendimentos que igualam ou superam a Selic, a taxa básica de juros da economia.

Não há cenário que permita um olhar otimista para a poupança. Ela deve ser evitada a todo custo.

Quer ver os números na prática? Você pode fazer projeções usando o .

Com ele, você pode testar as possibilidades antes de efetivamente aplicar o seu dinheiro.

É a maneira mais prática de entender quanto você ganha ao deixar a poupança, por exemplo.

Ali, você define o tempo e o valor de aplicação e descobre quanto terá ao fim do período em um investimento no Tesouro Selic e na poupança.

A rentabilidade da poupança obedece a duas regras, cuja aplicação depende da Taxa Selic.

A poupança rende a taxa referencial (TR, de cálculo complexo e diferença mínima no resultado), mais 0,5% ao mês quando a meta da Selic for superior a 8,5% ou 70% da taxa Selic mais a TR quando o índice estiver em patamar inferior ou igual a 8,5% ao ano.

Nem a liquidez da poupança, uma de suas características normalmente louvadas, pode ser de fato comemorada.

Isso porque a remuneração da aplicação ocorre apenas uma vez por mês, no aniversário do depósito.

Significa que quem faz um saque sem planejamento pode acabar perdendo a rentabilidade de semanas.

No Tesouro Direto, a liquidez é total: você pode vender seus títulos a qualquer momento. Enquanto isso, no CDB, a liquidez varia conforme o título.

E nessas duas aplicações, é preciso ficar atento à marcação a mercado, aquele fenômeno sobre o qual já falamos anteriormente.

A vantagem da poupança em relação a essas aplicações se dá na tributação, da qual ela é isenta.

Só que essa característica, por si só, não significa nada: o que vale mesmo é o cálculo da rentabilidade líquida, isto é, o rendimento depois de todos os custos envolvidos.

E em uma conta bem feita, a poupança sai perdendo.

Invista com o BTG Pactual digital

Quem deseja investir no Tesouro Direto ou CDB pode abrir uma conta no BTG Pactual digital, uma instituição sólida e confiável que não cobra taxa de administração para essas aplicações e oferece algumas das melhores rentabilidades nos títulos privados.

Além disso, para quem busca os melhores papéis da renda fixa, o BTG oferece uma excelente assistência, que vai guiá-lo em todas as suas decisões de investimentos.

Um atalho para o Tesouro Direto são os fundos que investem nesses títulos, por exemplo. Com eles, você não precisa se preocupar em escolher títulos e vencimentos – apenas faz o aporte dos recursos e os deixa para o gestor decidir quais papéis adquirir.

Além dos fundos, os títulos do CDB oferecem oportunidades com excelentes rentabilidades em diferentes prazos.

Veja como é fácil aplicar:

1. Abra uma conta

Basta preencher os dados e enviar uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie. Depois disso, aguarde um retorno por e-mail.

2. Descubra seu perfil de investidor

Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará a garantir as ações são um bom destino para suas economias.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um assessor

No BTG Pactual digital, você não precisa tomar todas as decisões por conta própria. Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consultar um assessor, que o auxiliará a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos.

5. Acompanhe seus investimentos

Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar diariamente suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo de smartphone.

6. Tenha acesso a relatórios

A cada mês, você vai terá acesso a um relatório completo e personalizado com todos os números que vão mostrar como o seu dinheiro está sendo bem tratado e o quanto ele está se valorizando, inclusive com comparações a indicadores do mercado.

Conclusão

Como vimos, a disputa do comparativo CDB ou Tesouro Direto é grande: os dois tipos de títulos são excelentes opções para o investidor que projeta o longo prazo.

O que precisa ficar claro, ao fim da leitura, é que essas aplicações não precisam ser excludentes.

Você pode dedicar uma parcela de seu portfólio a títulos públicos e outra a títulos privados, sem problemas.

Além disso, entre os títulos privados, pode incluir, junto com o CDB, papéis de LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio).

Essa diversificação ajuda a obter os melhores retornos em qualquer cenário da economia e a se proteger diante de mudanças no mercado.

Por exemplo: um investimento apenas em títulos prefixados pode ser perigoso diante de uma guinada da inflação.

E manter todas as aplicações de longo prazo presas no pós-fixado pode significar uma perda de potencial de rendimento.

Por isso, a dica final é abrir sua conta no BTG Pactual digital, consultar todas as opções de renda fixa oferecidas, descobrir seu perfil de investidor e caminhar, passo a passo, para aplicar com segurança e rentabilidade.

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Deixe seu comentário 2

  1. Não entendi a alíquota do TR de 22,5% A 10% . Se deixar por exemplo aplicado por 5 anos , minha alíquota não seria de 15%?

    1. Oi, Eduardo. Tudo bem? Desculpe, infelizmente publicamos a tabela errada (já atualizamos!). Você está correto. Se investir por 5 anos no Tesouro Direto, a alíquota será de 15%. 🙂