Aplicação Financeira: o que é, tipos e opções para você investir

Você está em busca de uma aplicação financeira, mas não sabe por onde começar a procurar?

Nesse caso, você chegou ao artigo certo: vamos explicar o que é uma aplicação financeira e como investir de forma consciente.

Primeiro, é importante ressaltar a importância de manter uma reserva financeira.

Mas não basta alcançar um certo volume de recursos e deixar o dinheiro parado.

Assim como economizar parte do orçamento exige dedicação, escolher as melhores aplicações financeiras também demanda tempo, atenção e conhecimento.

A boa notícia para o investidor é que existem muitas alternativas de aplicação financeira para auxiliar o interessado a alcançar os seus objetivos.

A seguir, veja um pequeno resumo do que você vai aprender neste artigo:

  • Como funcionam as aplicações financeiras
  • Quais são os riscos de uma aplicação financeira
  • Quais são as vantagens de investir seu dinheiro.

Ficou interessado? Então, siga a leitura.

O que é aplicação financeira?

Explicando tecnicamente, em uma aplicação financeira o interessado compra um ativo ou título oferecido por uma instituição com o objetivo de obter uma remuneração para os recursos aplicados.

Tipos de aplicações financeiras

Existem inúmeros tipos de aplicações financeiras, com variações no tipo de rendimento, vencimento e liquidez.

As opções podem ser mais seguras, como, por exemplo, algumas modalidades de renda fixa, ou que visem uma maior rentabilidade e risco, como no mercado variável.

Opções de aplicações financeiras para você começar a investir hoje mesmo

Veja abaixo algumas das principais aplicações para o investidor iniciante começar a investir:

Tesouro Direto

Criado há 15 anos pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBovespa, o Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros do mercado.

Quem garante a remuneração dos títulos é o Tesouro Nacional, o governo do país.

Uma das grandes vantagens do Tesouro Direto é o baixo risco para o investidor além da facilidade para aplicação, uma vez que títulos podem ser adquiridos por valores a partir de R$ 30.

Assim como os conhecidos Certificados de Depósito Bancários (CDBs), os títulos do Tesouro podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos.

Prefixado

O título prefixado do Tesouro Direto é conhecido como Letras do Tesouro Nacional, a LTN, ou simplesmente Tesouro Prefixado, nome atual.

Ao adquiri-lo o comprador já sabe no momento da contração qual rendimento terá na data do vencimento.

No caso dos investimentos prefixados, eles são recomendados para quem não precisará utilizar os recursos economizados no curto prazo.

A totalidade da rentabilidade acertada na contratação só será paga se o investidor levar a aplicação até a data do vencimento. Em caso de retirada antecipada, o interessado pode ter perdas na rentabilidade. Em algumas instituições, no entanto, esse resgate antecipado nem é realizado.

Sendo assim, é recomendado na carteira de investimentos para auxiliar nos objetivos definidos pelo cliente para o médio prazo.

Pós-fixado

Os mais conhecidos títulos pós-fixados do Tesouro Direto são os títulos LTF, conhecidos hoje como Tesouro Selic.

Estes títulos remuneram seus compradores a partir do rendimento da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

O valor desta taxa é definido periodicamente pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, popularmente conhecido pela sua sigla Copom.

É uma boa aplicação para quem busca baixo risco e retornos ligados ao motor básico da renda fixa.

Mesmo sem saber o valor final da remuneração dos títulos, a LTF, assim como qualquer título do Tesouro Direto, garante ao comprador um rendimento mais atrativo quando comparado com a caderneta de poupança.

Outro ponto atrativo do Tesouro Selic é a sua alta liquidez.

Neste caso, a liquidez é de D+1, ou seja, o Banco Central do Brasil se compromete a comprar qualquer título antes do vencimento e oferece os valores do resgate em um dia útil.

Você negocia em um dia e recebe no próximo dia útil.

Por essa característica, os títulos do Tesouro Selic são recomendados na composição de uma carteira de investimentos como aqueles recursos que podem ser usados em caso de emergência.

O Tesouro Selic não perde o rendimento mesmo se negociado antes do vencimento.

Híbrido

Esta alternativa é a menos popular entre os títulos do Tesouro Direto.

A opção híbrida tem o retorno definido por uma taxa fixa acrescida de um índice de inflação, o IPCA. Pode ser bastante interessante no longo prazo, para se blindar da inflação.

Certificado de Depósito Bancário – CDB

O Certificado de Depósito Bancário está entre as opções mais populares de investimento do público brasileiro.

Com garantia de baixo risco (conta com garantia do FGC, a mesma que a poupança) e rendimentos maiores do que o da caderneta de poupança, o CDB é uma aplicação de renda fixa oferecida pelas grandes instituições bancárias.

Nela, o cliente faz uma espécie de empréstimo ao banco, onde determina o valor e fixa períodos em que não pode movimentar o dinheiro.

Durante este tempo a instituição remunera com juros o valor depositado pelo investidor.

Ao contrário da tradicional poupança, que conta com uma rentabilidade fixa independente da instituição bancária escolhida, o CDB tem remuneração variável de acordo com o banco escolhido.

Prefixado

Nesta opção, assim como no Tesouro Direto, o cliente sabe exatamente em quanto será remunerado já no momento da contratação.

Por exemplo, se no momento da compra foi acertada uma taxa de 10% ao ano, independente de qualquer alteração na economia do país, o cliente garante esse rendimento do valor nominal aplicado.

Pós-fixado

O CDB pós-fixado é o tipo mais popular de CDB.

Essa modalidade tem a taxa de remuneração geralmente atrelada ao valor do CDI, o Certificado de Depósito Interbancário, que é uma taxa de juros que tem valor próximo à Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

Por exemplo, se um CDB pagar 110% do CDI, quando este for de 10%, a remuneração anual ficará em 11%.

O CDB pós-fixado pode ter liquidez diária, o que permite o resgate em qualquer período, ou no vencimento, em que permite a retirada somente após o período determinado inicialmente.

Híbrido

Esta modalidade é menos comum.

O CDB híbrido tem também o rendimento associado a um índice de inflação.

Há uma taxa fixa somada ao índice de inflação, normalmente o IPCA, índice usado pelo governo para medir a inflação oficial.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário, a LCI, e a Letra de Crédito do Agronegócio, a LCA, são títulos de renda fixa criados para apoiar o crédito imobiliário e do agronegócio no Brasil.

Similares ao CDB, tanto a LCI quanto a LCA são emitidas pelos bancos com o objetivo de captar recursos para destinar a empréstimos, que serão oferecidos tanto para o setor imobiliário quanto para o agronegócio.

As duas aplicações têm características bastante semelhantes para o investidor e contam com isenção do Imposto de Renda para pessoa física.

Também oferecem rentabilidades prefixadas e pós-fixadas.

LCIs e LCAs contam com a mesma garantia do FGC que CDBs e a poupança.

COE

Saindo dos investimentos tradicionais em renda fixa, o Certificado de Operações Estruturadas, o COE, pode ser uma alternativa ao investidor.

O COE foi regulamentado pelo Banco Central em 2013 e pela CVM em 2015, e envolve renda fixa e variável. Ele é um título que pode assumir diferentes formas de atuação.

A partir de um único investimento é possível ter acesso a novos mercados com a vantagem dos custos baixos.

Existem duas formas de aplicação: com capital protegido (garantia da devolução do valor inicial) ou com o capital em risco (sem a garantia).

A criação de uma COE depende de um banco ou de uma corretora, que emite esse título com um vencimento (variável), um valor mínimo para a aplicação, um indexador e o cenário definido de ganhas e perdas, com ou sem capital inicial protegido.

Os COEs sofrem a incidência do Imposto de Renda, mas não contam com a cobrança das taxas de administração, performance ou custódia.

Os COEs não contam com a garantia do FGC.

Fundos de Investimentos

Um fundo de investimentos é um veículo de aplicações financeiras.

Ou seja, você não investe diretamente em um título, e sim faz um aporte para um fundo, que converte o valor em cota e aplica em diferentes opções de renda fixa e variável.

Em palavras simples, um fundo de investimento reúne os valores destinados por diversas pessoas e contrata um gestor que, a partir da aplicação desse dinheiro em modalidades do mercado financeiro, busca uma maior remuneração.

Cada investidor possui uma ou mais partes do fundo, chamadas de cotas, que segue uma série de normas para obter a remuneração.

De forma geral, é uma forma bastante prática de investir as economias, uma vez que profissionais habilitados estarão cuidando da administração e buscando a melhor forma de rentabilidade.

O gestor profissional buscará as melhores oportunidades de investimento, porém sempre respeitando o regulamento do fundo em questão. Por isso, é muito importante ler esse documento antes de aplicar para evitar alguma surpresa.

Na classificação da Anbima, existem quatro tipos de Fundos de Investimentos: os Fundos de Renda Fixa, os Fundos de Ações, os Fundos Multimercado e os Fundos Cambiais.

Renda fixa

Esta modalidade permite investimento em títulos emitidos por entidades públicas ou privadas, atrelados à variação de taxas ou índices de preços pré ou pós-fixados.

Cambial

Tem a obrigação de investir no mínimo 80% dos recursos em dólares, euros ou em ativos que representem a variação dessas moedas, como títulos públicos ou privados.

Seu principal fator de risco é a variação da moeda estrangeira ou do cupom cambial.

Ações

Nesta modalidade são aplicados recursos em ações de empresas negociadas na Bolsa de Valores.

Saiba mais sobre os fundos de ações neste texto aqui.

Multimercado

A alternativa de fundo de investimento multimercado oferece a possibilidade de investir em diversos mercados ao mesmo tempo como juros, câmbio e ações.

Lembre-se: fundos de investimento não contam com a garantia do FGC.

Previdência Privada

Os planos de Previdência Privada também estão entre as opções em Renda Fixa, ideais para investidores  que almejam um retorno no longo prazo maior em comparação com a caderneta de poupança.

São duas as modalidades de Previdência Privada: o Plano Gerador de Benefício livre (PGBL) e a Vida Gerador de Benefício livre (VGBL).

Ambos se diferenciam das demais aplicações em renda fixa por unir benefícios de um investimento financeiro com algumas vantagens fiscais asseguradas por Lei para aplicações de longo prazo.

Simplificando, o PGBL é mais adequado para quem tem renda tributável e declara o Imposto de Renda no formulário completo, pois permite a dedução das contribuições até 12% da renda bruta anual.

Nesse tipo, o imposto recai sobre o total acumulado no plano.

Já o VGBL é indicado para quem declara o Imposto de Renda no formulário simplificado ou já atingiu os 12% num plano PGBL.

Nesse tipo de aplicação, o imposto recai sobre os lucros e não sobre o principal aplicado.

Eles são recomendados para investimentos de longo prazo, pois possuem uma tributação alta e não contam com liquidez diária.

Apesar de ser uma possibilidade interessante de investimentos visando o longo prazo, os fundos de previdência não contam com a garantia do FGC.

Diversifique seus investimentos

A diversificação dos investimentos é sempre a melhor opção para aliar segurança e rentabilidade a uma carteira de investimentos.

Ao diversificar, é possível construir rentabilidades e prazos que se adequem às metas pessoais de curto, médio e longo prazo, com liquidez diária e não.

Há inúmeros fatores que afetam papéis e títulos e um portfólio diversificado permite proteção em caso de fatores externos.

Para o investidor, essa é a alternativa para lidar com a imprevisibilidade atrelada aos cenários econômico e político.

Antes de começar a diversificar, é importante ter uma fatia de recursos para o curtíssimo prazo, uma espécie de mecanismo de defesa contra imprevistos.

O apelido para essa parcela dos seus investimentos é colchão de liquidez, uma base de sustentação para você se apoiar em qualquer momento.

Nesse colchão, entram aplicações de fácil resgate, como fundos DI, títulos do Tesouro Direto (de preferência o Tesouro Selic, que não sofre com a volatilidade de outros títulos públicos), CDB de liquidez diária.

O ideal é destinar para esse tipo de investimento o equivalente a seis vezes o seu custo de vida, para garantir que qualquer imprevisto seja equacionado sem problemas.

Uma demissão, por exemplo, pode ser bem desastrosa se não houver um mecanismo como esse.

Em uma situação dessas, muita gente recorre a empréstimos com juros altos que acabam prejudicando a situação financeira da família por muitos e muitos anos.

Então, é depois desse colchão de liquidez que você vai mirar seus ganhos mais altos e prazos mais longos.

E é aí que a diversificação ganha ainda maior importância: no longo prazo, você não sabe qual será o comportamento da economia.

Para se blindar da inflação, por exemplo, você pode se proteger com títulos atrelados ao IPCA (do próprio Tesouro Direto ou do mercado privado).

Para se proteger em qualquer cenário, você pode investir em um título de longo prazo atrelado ao CDI, que acompanha de perto a Taxa Selic.

E para buscar ganhos mais expressivos em determinadas situações, você pode investir em títulos prefixados.

Por que a poupança não é interessante?

A poupança não é interessante devido ao seu rendimento, que deixa muito a desejar.

Quando falamos em caderneta de poupança, estamos falando sobre uma alternativa de investimento tradicional, que está na mente de grande parte da população brasileira há um longo tempo.

Longe de estar entre as opções mais rentáveis do mercado, a poupança foi uma garantia de proteção às economias no período de hiperinflação.

Quando a taxa Selic está, por exemplo, em 8,5% ou menos ao ano, a caderneta de poupança remunera o investidor com 70% da Selic mais a TR.

Já quando a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, a caderneta paga 0,5% mais a TR, que não faz grande diferença no cálculo final.

Em qualquer cenário, vale a pena considerar os investimentos citados acima.

A poupança é, de longe, a alternativa menos rentável entre as aplicações financeiras. Em 2017, a rentabilidade da poupança, sem considerar o desconto da inflação, foi de 6,93%.

Descontada a inflação, a remuneração foi de 3,88% segundo a Economatica. Em 2016, o desempenho real, com o desconto da inflação, ficou em 1,9%.

Como comparação, o título Tesouro Selic, do Tesouro Direto, paga a rentabilidade cheia da Taxa Selic e seu rendimento fica em patamar superior ao da poupança, apesar do pagamento do Imposto de Renda e da taxa de custódia dos títulos.

Esse é um título que serve de substituto direto para a poupança, pois pode ser vendido a qualquer momento, sem perda de valor.

Invista com o BTG Pactual digital

No BTG Pactual digital, você conta com inúmeras aplicações financeiras de renda fixa e variável. Além disso, você tem um time de profissionais especializados que podem orientá-lo em seus primeiros investimentos.

Veja como é fácil se cadastrar:

1. Abra uma conta

Basta preencher os dados e enviar uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie. Depois, aguarde o e-mail de confirmação.

2. Descubra seu perfil de investidor

Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará a garantir as ações são um bom destino para suas economias.

3. Transfira o dinheiro

Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital.

4. Consulte um assessor

No BTG Pactual digital, você conta com a ajuda de um assessor de investimento. Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consulta-lo e ele irá te auxiliar a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos ao te mostrar todos os produtos que se adequem ao seu perfil.

5. Acompanhe seus investimentos

Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar diariamente suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo de smartphone.

6. Tenha acesso a relatórios

A cada mês, você terá acesso a um relatório completo e personalizado com todos os números que vão mostrar como o seu dinheiro está sendo bem tratado e o quanto ele está se valorizando, inclusive com comparações a indicadores do mercado e a outras aplicações.

Conclusão

O primeiro passo foi dado: você está indo atrás de conhecimento sobre finanças e investimentos.

É isso que vai fazer a diferença na hora de verificar seu extrato daqui a alguns anos.

Nas finanças e nos investimentos, um movimento em falso pode derrubar seu esforço, mas um movimento na direção correta pode levá-lo a um patamar de vida mais confortável e tranquilo.

Por isso, não basta encarar a aplicação financeira como algo distante ou como apenas um título de renda fixa, e sim uma jornada de investimentos que você precisa encarar para chegar mais longe.

Essa jornada deve começar por aqui, pela busca do conhecimento, e seguir para as suas primeiras aplicações, bem distantes da poupança.

Nessa hora, crie seu colchão de liquidez e, então, busque opções para prazos médios, a partir de dois anos, e ainda mais longos, a partir de quatro anos.

É no longo prazo que você poderá multiplicar seu dinheiro e ver seu dinheiro crescer com o poder dos juros compostos.

Para isso, é importante contar com uma instituição financeira sólida e confiável como o BTG Pactual digital, que vai poder te oferecer excelentes alternativas em renda fixa e variável.

Gostou das dicas sobre aplicação financeira? Comente.

Deixe seu comentário 1

  1. Excelente explicação, gostaria muito de começar a fazer aplicações, mas minha saúde financeira esta abalada. Necessito colocar as contas em ordem.