Ações

Tudo sobre ações: o que são, como funcionam, comprar e investir

 

Já pensou no investimento em ações? Para quem tem a ambição de obter altas rentabilidades, ainda que corra um maior risco por isso, essa pode ser uma aplicação perfeita.

Provavelmente, você já ouviu falar que a compra de papéis de empresas na bolsa de valores é uma das principais formas de buscar rendimentos significativos. Mas também é provável que alguém tenha mencionado o quanto esse tipo de negócio é arriscado.

Afinal, vale a pena ou não aplicar em renda variável? É o que você vai descobrir neste artigo.

Brasileiro tem medo de ações?

 

No Brasil, poucas pessoas aplicam na Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. O perfil do investidor brasileiro ainda é muito conservador. Assim, a preferência é pelo baixo risco, mesmo que ele tenha uma menor rentabilidade.

Prova disso é que 61% das pessoas que aplicam seu dinheiro optam pela poupança, embora o rendimento mal supere a inflação – e, às vezes, nem isso.

Quem apurou esse dado, divulgado neste ano, foi o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), junto da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Logo depois da poupança, a pesquisa revelou que a maioria dos investidores opta por comprar imóveis ou aplicar em uma previdência privada. Apenas 0,40% investem na bolsa.

A boa notícia é que, ao buscar saber mais sobre o mercado de renda variável e driblar o fator intimidante de investir em algo novo, você poderá fazer negócios muito interessantes e com segurança.

Para ajudá-lo nessa tarefa, reunimos a seguir tudo o que é necessário saber sobre ações antes de começar.

O que são ações?

 

Ações são papéis que representam pequenos pedaços de uma empresa. Ao comprar uma ação, você está adquirindo uma parcela do capital social de uma companhia com capital aberto. É como se você se tornasse sócio dela: se ela se valorizar, você ganha mais.

Também podemos dizer de outra forma: ao comprar uma ação, você se torna dono de uma parte da companhia, junto com todas as outras pessoas (físicas ou jurídicas) que detêm ações dela.

Isso significa que, em tese, uma fração de cada prédio, automóvel ou qualquer outro bem da empresa pertence a você. E, quanto mais ações você possuir, maior será essa parcela.

De certa forma, ao fazer um investimento desse tipo, o investidor vira sócio da empresa que emitiu a ação. E como sócio, ele passa a correr os riscos atrelados ao negócio junto com a empresa.

Assim, você não ganha um salário e não pode ser demitido, mas sofre ou se beneficia com a percepção de valor da empresa pelo mercado, que desvaloriza ou valoriza a ação.

Há também ações que pagam dividendos periodicamente, uma parte dos lucros que é distribuída entre os acionistas.

Agora que você já sabe exatamente o que são ações, vale a pena continuar a leitura para conhecer mais algumas características e possibilidades para investir nesses papéis.

Ações de Fundos de Investimentos em Ações (FIA)

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Assim como no mercado de renda fixa, o investidor que deseja aplicar seu dinheiro em ações tem a possibilidade de investir em um fundo.

Para compreender como funcionam os fundos de investimentos em ações, porém, inicialmente é preciso esclarecer o que é um fundo de investimento.

O fundo de investimento é um produto que reúne o dinheiro de diversos investidores (cotistas) para contratar um gestor que cuide da verba ali investida.

Esse administrador será responsável por procurar os melhores negócios e alternativas de rentabilidade, visando a garantir os ganhos de seus cotistas no mercado financeiro.

Para que você entenda melhor o que é um fundo, cabe fazer uma analogia: pense em um condomínio residencial. Nele, cada condômino é dono de uma cota (um apartamento) e paga a alguém (síndico) para coordenar as diversas tarefas do condomínio. A lógica de um fundo é bem semelhante.

Ao comprar cotas de um determinado fundo, assim como no caso do condomínio, o cotista aceita suas regras de funcionamento e passa a pagar uma taxa de administração para que o gestor em questão coordene o funcionamento.

Trata-se de uma possibilidade para quem não tem muito tempo (ou conhecimento) para gerir suas aplicações e prefere deixar essa tarefa a cargo de um especialista.

Em resumo, o fundo de investimento nada mais é do que uma forma de investimento coletivo, que permite a aplicação do seu dinheiro em diferentes produtos, com variados graus de rentabilidade e risco (diversificação de investimentos), e sem necessariamente ter que desembolsar valores muito elevados.

No caso de um Fundo de Investimento em Ações, ou FIA, ocorre o mesmo processo. Mas a verba dos cotistas é destinada especialmente a negociações na bolsa de valores (pelo menos 67% dos seus ativos devem ser ações).

Os investidores que aplicam nesses fundos têm por objetivo diversificar sua carteira para ficarem menos suscetíveis às variações de preços de ações específicas, já que o gestor do fundo irá acompanhar o mercado.

“Quando investimos em fundos de investimento, estamos comprando cotas de uma carteira de investimentos montada por um gestor profissional. Esse gestor compra e vende os ativos de acordo com o que acha mais interessante, desde que o que ele faça esteja de acordo com as políticas do fundo de investimento. Enfim, é gestor quem manda, mas ele deve obedecer algumas regras pré-estabelecidas”, contextualiza Leonardo Rocha, no blog Quero Investir Agora.

Quem opera com renda variável, porém, sempre corre algum tipo de risco. O FIA tem como principal fator de risco a variação de cotações de ações, admitidas à negociação em mercados organizados.

Antes de aplicar no FIA, é fundamental se informar bem sobre as regras de investimento atreladas a ele.

Dependendo das características dos ativos que integram a sua carteira, assim como da política de investimento, os fundos podem ser enquadrados em diferentes classes (Ações – BDR Nível I e Ações – Mercado de Acesso, por exemplo).

Cabe a você pesquisar as especificidades de cada uma e escolher o fundo mais adequado.

Em síntese, então, a principal diferença entre investir em ações e investir em um fundo de ações é que, no primeiro caso, você é quem vai comprar e vender papéis específicos, administrando a própria carteira de investimentos.

Já no segundo caso, essa tarefa ficará a cargo de uma equipe de especialistas da corretora ou do banco.

Tipos de Ações

 

Os dois tipos principais de ações são:

  • Ações Ordinárias (ON)
  • Ações Preferenciais (PN).

As primeiras dão direito a voto em assembleias, e as segundas oferecem privilégios no recebimento de dividendos.

Mas as ações podem ser diferenciadas de outras maneiras. Uma delas é pelo seu nível de liquidez, que é a capacidade de se converterem em dinheiro com rapidez, sem perda de valor.

Ações de 1ª linha, comumente chamadas de Blue Chips, são aquelas de alta liquidez – geralmente atreladas a empresas tradicionais, de grande porte e boa reputação.

Já ações de 2ª linha, chamadas de Mid Caps, são ações de liquidez média, geralmente atreladas a empresas de médio e grande porte – tradicionais ou não.

Por fim, as ações de 3ª linha, ou Small Caps, são as de baixa liquidez, atreladas a empresas de pequeno e médio porte – mas não necessariamente com menor qualidade.

Uma boa referência para você começar a pesquisar ações é o Índice Bovespa (Ibovespa), que reúne os papéis mais negociados na Bolsa de Valores de São Paulo.

As ações com maior volume de transações são aquelas que têm maior liquidez, ou seja, maior interesse do mercado e maior facilidade de compra e venda.

O que são ações ordinárias?

As ações ordinárias são papéis que garantem poder de voto nas assembleias da empresa e direitos especiais no caso de venda da companhia. Costumam dar menos dividendos do que as preferenciais.

Os papéis de ações ordinárias podem ser identificados pelas letras da empresa seguidas do número 3 no código de negociação.

Por exemplo: ABEV3 (Ambev), BBAS3 (Itaú BBA) e CIEL3 (Cielo).

O que são ações preferenciais?

As ações preferenciais têm preferência na distribuição de dividendos, mas não oferecem direito a voto. Esses papéis costumam ter maior liquidez na bolsa de valores brasileira, pois são mais negociados.

Os papéis de ações preferenciais podem ser identificados pelas letras da empresa seguidas do número 4 no código de negociação.

Por exemplo: PETR4, OIBR4 e ITUB4. As ações preferenciais ainda podem ser subdivididas em classes, geralmente diferenciadas pelas letras A, B, C.

As ações preferenciais Classe A costumam ser representadas pelo número 5 (Ex: ALE5, USIM5, SUZB5), enquanto as de Classe B geralmente são representadas pelo número 6 (Ex: BRSR6 e ELET6).

Por fim, cabe ressaltar ainda que existe mais uma categoria de ações: as chamadas Units, que são representadas pelo número 11 (Ex: BBTG11).

Uma UNIT é, na verdade, um ativo composto, por meio do qual você negocia diferentes tipos de ações em um mesmo conjunto pelo mesmo código. Uma Unit pode ser composta por uma ação preferencial e uma ordinária, por exemplo.

Agora que você já conhece os termos do mercado acionário, é hora de partir para uma etapa prática: como operar na bolsa e como funcionam as transações? É sobre isso que vamos falar a seguir.

Como funciona o mercado de ações?

 

O mercado de ações funciona como uma feira. Em vez de mercadorias, as empresas vendem vagas de sociedade para melhorar sua infraestrutura, produto ou poder econômico. Quanto maior interesse dos compradores, mais dinheiro elas arrecadam e mais elas se valorizam.

Se você achar que essa companhia tem potencial, pode comprar um lote de suas ações. Caso acredite em certo momento que ela não vai mais se valorizar ou que ela já atingiu seu potencial, você pode vender suas ações.

O preço delas será aquele que outros investidores estiverem dispostos a pagar. É assim que funcionam as cotações que você vê na televisão.

Aquele preço é definido pelas transações que estão ocorrendo naquele momento, ou seja, o casamento entre um preço de venda definido pelo investidor A com o preço de compra estabelecido por um investidor B.

A bolsa de valores, portanto, é como uma feira onde produtos (ações) são expostos. Trata-se do ambiente de intermédio para a compra e venda desses ativos.

Mas é importante frisar que, apesar de você se tornar dono de uma pequena parcela da empresa ao comprar uma ação, a figura jurídica dela não se mistura com a sua pessoa física.

Em termos práticos, você não poderá tomar decisões administrativas práticas quanto à gestão diária da companhia, assim como também não vai herdar dívidas no caso de a empresa falir.

O que pode ocorrer é você investir um valor “x” em uma empresa e decidir vender por um valor menor, perdendo parte do dinheiro aplicado.

O crescimento de nenhuma empresa é linear, principalmente porque ele é afetado por uma série de acontecimentos internos e externos.

Momentos de crise na economia geral de um país e determinadas condições políticas fazem até mesmo ações de empresas gigantes, como a Ambev, sofrerem variações negativas.

Por conta disso, você precisa entender que investir em ações deve ser uma estratégia de longo prazo. Esqueça aquela ideia de ficar milionário do dia para a noite.

Sofrer algumas perdas no caminho, eventualmente, é necessário para obter melhores rentabilidades em um período maior de tempo.

Índices de Ações

As ações são negociadas em mercados organizados na bolsa de valores. Para que isso seja possível, há um conjunto de regras que agrupam as empresas conforme critérios pré-determinados.

Para monitorar o desempenho de um grupo “x” de ações, você pode acompanhar o índice correspondente a elas.

Os índices de ações podem ser baseados no setor econômico ao qual as empresas avaliadas pertencem, em seu valor de mercado, por seu volume de negociações diárias ou até mesmo através de uma combinação de todos esses tópicos.

Alguns exemplos são o Índice Imobiliário, o IBrX-100, o Índice de Consumo e o Índice S&P 500. Este último demonstra as 500 empresas americanas mais negociadas nas bolsas de Nova York.

No Brasil, o índice mais famoso é o Ibovespa. Ele informa o desempenho médio das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

É formado pelas ações com maior volume negociado, ou seja, permite ao investidor descobrir quais empresas detêm os títulos mais líquidos.

Como Investir em Ações

 

Há, basicamente, quatro formas diferentes de você investir em ações: por fundos, cestas, clubes de investimentos ou individualmente, montando a própria carteira. Cada opção tem indicação para um determinado perfil de investidor. A seguir, falamos brevemente sobre cada uma delas.

FIA

Bem, os Fundos de Investimentos em Ações você já conhece. Eles representam uma das portas de entrada no mercado de renda variável.

Em relação às vantagens da modalidade, é possível citar o fato de que você vai contar com o auxílio de um especialista.

Em relação às desvantagens, vale mencionar que você terá que pagar uma taxa por isso – e nem todos os FIAs proporcionam boas rentabilidades.

Clubes de Investimentos

Os clubes de investimentos são semelhantes aos fundos, com a diferença de que são compostos por um número determinado de cotistas.

Neles, o custo de corretagem e custódia é diluído entre os participantes, e a taxa de administração é flexível.

ETFS

As ETFs (Exchange Traded Funds, em inglês) são cestas de ações. Por meio delas, você pode comprar um número maior de papéis de uma só vez.

É o caso de BOVA11, que replica o Ibovespa, aquele índice que reúne as ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Essa é uma maneira de diversificar bastante a sua carteira de uma vez só, e pagando apenas uma taxa de corretagem e emolumento.

Montar sua própria carteira

Por fim, existe ainda a possibilidade de você investir por conta própria e administrar a compra e venda das ações que quiser. Logo abaixo, explicamos como você pode comprar (e vender) ações de forma autônoma.

Como comprar ações?

 

Para comprar ações, não é necessário ser um especialista em renda variável, embora conhecimento ajude bastante. Como há sempre algum risco envolvido, a aquisição de ativos na bolsa de valores deve ser objeto de planejamento.

E há pelo menos três passos que precisam ser seguidos caso você queira comprar ações individualmente:

  1. O primeiro é abrir uma conta em um banco ou corretora, que são as instituições habilitadas para fazer o intermédio de suas operações financeiras.
  2. O segundo é depositar dinheiro nessa conta para fazer suas operações.
  3. O terceiro é manejar a compra e a venda de seus ativos direto do computador, através da plataforma Home Broker.

Valorização das ações

Mas e quanto à remuneração? Como você pode efetivamente ganhar dinheiro investindo na bolsa de valores? Há diversas formas. A principal é através da valorização de suas ações.

O cenário econômico nacional e internacional e os relatórios e informações divulgados pelas empresas são termômetros que ajudam o investidor a moldar uma percepção de valor das ações.

Assim, o interesse pela compra e venda determinará a cotação dos papéis. Quanto maior o interesse em um papel, mais ele se valoriza.

Assim, se você comprou a ação por R$ 5,00 e ela alcança uma cotação de R$ 10, você pode dar uma ordem de venda por esse valor e embolsar um belo lucro de 100%.

Caso a situação seja inversa, você pode decidir vender uma ação mesmo que tenha prejuízo. Essa estratégia é válida, por exemplo, para minimizar o prejuízo, considerando uma eventual tendência de queda do ativo.

A possibilidade de você obter uma rentabilidade significativa aumenta ao comprar uma ação por um valor bem baixo, quando a empresa não estiver em um bom momento ou estiver iniciando no mercado.

Caso ela consiga se erguer de forma triunfal, a tendência é a de haver uma boa valorização do título – e você sairá por cima. Pode até ser arriscado. Mas, no mercado de investimentos, maiores riscos geralmente significam melhores rendimentos.

As alternativas para obter lucros, porém, não ficam por aí. Algumas empresas pagam dividendos periodicamente, uma pequena parcela dos lucros que é destinada aos acionistas.

Dessa forma, se você tem ações da empresa, pode ser recompensado pela valorização dos papéis e por uma soma trimestral, semestral ou anual, isenta de Imposto de Renda.

Além disso, há empresas que, com o objetivo de fidelizar seu quadro de investidores, os remuneram com os chamados Juros Sobre Capital Próprio.

Eles são uma forma de retribuir aos acionistas – independente da geração de lucros. Pelas companhias, esses juros são contabilizados como uma despesa. Para você, investidor, representam a possibilidade de um ganho interessante.

Taxas e tributações do investimento em ações

 

Um dos fatores que você precisa avaliar ao fazer qualquer tipo de investimento é a tributação. Afinal, ela deve ser considerada sobre os seus lucros para você ter uma ideia do verdadeiro rendimento do negócio. Nesse ponto, o mercado acionário pode até ser mais interessante do que a renda fixa.

Se você investir no mercado de renda variável por conta própria, caso suas vendas de ações sejam inferiores a R$ 20 mil em um mês, ainda que você tenha obtido lucro na operação, este não será tributado no Imposto de Renda.

Ou seja: o lucro é isento.

Para operações de maior valor, a alíquota sobre a valorização é de 15% – ainda baixa em comparação com outros investimentos em renda fixa.

Qual valor mínimo para investir em ações?

 

É difícil estipular um valor mínimo ideal para começar a operar na bolsa. Como você viu, existem possibilidades para aplicar em títulos mais interessantes para quem tem um aporte financeiro maior e para quem tem uma reserva menor (até 10 mil reais).

O mais importante é que você não coloque em risco no mercado acionário uma verba com a qual esteja contando para eventuais emergências.

Vale repetir: a bolsa de valores deve fazer parte de uma estratégia de investimentos de longo prazo.

Riscos do mercado de ações

Todo investimento envolve um risco. Os maiores riscos atrelados ao mercado acionário são os riscos diversificáveis.

Por exemplo, você pode apostar em ações de uma empresa que passa por instabilidade na procura pelo seu produto, ou até mesmo uma crise geral no setor em que ela atua por conta de uma matéria-prima. Há muitos fatores envolvidos.

Mas é bom enfatizar: quanto maior o risco, maiores são as possibilidades de lucro de uma aplicação.

Enquanto um investimento em renda fixa pode render, por exemplo, 12% ao ano, na bolsa há investidores que conseguem obter esse lucro em questão de dias.

Vantagens de investir em ações

As vantagens de investir em ações são muitas, mas vamos citar algumas:

  • Tributação reduzida;
  • A percepção de que você está investindo em forças motrizes da economia e criando oportunidades de trabalho;
  • O potencial elevado de rentabilidade;
  • A possibilidade de diversificar a sua carteira e se proteger de riscos.

Em resumo, as principais vantagens de aplicar em ações se referem ao longo prazo.

Quando a bolsa de valores faz parte de uma estratégia de investimento ampla, ela se torna uma ferramenta eficaz de diversificação do portfólio, proteção do patrimônio e criação de renda para a construção de uma aposentadoria.

Desvantagens de investir em ações

As principais desvantagens de investir em ações se relacionam à falta de conhecimento:

  • Você precisa se educar antes de começar a investir;
  • Você deve acompanhar o mercado;
  • Você não pode agir por impulso.

A volatilidade causada pelas negociações diárias, atrelada à riscos maiores, também pode causar ansiedade em um investidor com perfil mais conservador.

Geralmente, esses fatores podem acarretar em perdas não por causa dos riscos da renda variável, mas devido à necessidade não satisfeita de educação financeira.

Conclusão: devo entrar no mercado de ações?

 

Considerados todos esses quesitos, é hora do veredicto: será que realmente vale a pena movimentar dinheiro na bolsa de valores aqui no Brasil?

Vale muito a pena. Mas não para “apostar” em ações como se estivesse comprando raspadinhas na loteria, apostando na Mega-Sena ou jogando na roleta.

É válido conhecer o mercado acionário e entender que ele pode ser uma plataforma de diversificação de investimentos útil tanto na crise quanto na pujança.

As ações (e opções, mas esse é outro assunto) podem proteger e maximizar o seu patrimônio e levá-lo a um novo patamar financeiro.

Só que para isso é preciso dar alguns passos antes. O primeiro é a educação financeira, uma medida que você, por estar lendo este artigo, já está colocando em prática.

E depois de estudar o assunto e decidir investir em ações, é hora de começar devagarinho. No início, aloque uma parcela bem pequena de sua reserva (10%, por exemplo).

Preferencialmente, a distribua entre ações da Ibovespa que tenham grande liquidez, sejam de boas empresas e de setores com tendência de crescimento (como o dos bancos e de serviços, por exemplo).

A vantagem é que alternativas não faltam para comprar ações, seja por conta própria, através de um FIA ou mesmo de um clube de investimentos.

Para começar, vale escolher a opção que lhe deixa mais confortável para ter uma ideia de como a bolsa de valores realmente funciona.

O que não vale é entrar no mercado de ações esperando ficar rico do dia para noite ou fugir dele apenas por conta de um eventual risco.

Se você tiver uma estratégia bem traçada, comprar papéis de empresas pode ser a chave para rentabilizar seu capital de forma eficiente e duradoura.

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  1. Concordo com o comentário do Mateus. O artigo foi escrito de forma clara, e seguindo uma linha bem explicativa do conteúdo. Pretendo estudar mais sobre ações, procurando mais informações sobre cursos e livros. Agradeço pelo artigo.

  2. Muito bom o artiigo, de boa leitura e compreensão.
    Ja invisto em açoes há algum tempo, comecei com pouco, e atualmente a minha grande duvida é como ganhar dinheiro investindo em açoes a longo prazo se os dividendos são valores de porcentagem fixa e na melhor das hipóteses receber trimestralmente.

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