Estratégia Mensal: Outubro

Sinais de melhora mais claros, com expectativa de inflação abaixo do limite mínimo da meta, economistas cortando suas expectativas em relação aos juros e no cenário político os riscos se dissolveram, pelo menos no curto prazo. Todos esses fatores nos fazem acreditar em um ambiente positivo para o mercado de ações brasileiro. Achamos que um portfólio exposto a uma melhora na economia e em ações que possam se beneficiar das baixas taxas de juros possa trazer ganhos para o investidor.

Economia continua se recuperando

A economia brasileira continua sua trajetória de recuperação, que pôde ser confirmada pelos últimos dados macroeconômicos; queda na taxa de desemprego, aumento nos salários e nos índices de confiança. Com a inflação agora menor que o valor mínimo estipulado para a meta, economistas esperam um avanço na queda da taxa de juros – nosso time de macroeconomia recentemente abaixou a expectativa da taxa de juros de 7,5% para 7% ao ano e alguns economistas começam a debater a possibilidade da Selic chegar a 6,5% no final do ano.

A principal questão na queda da taxa de juros é que esse movimento permite as empresas e os indivíduos pegarem empréstimos a um custo muito menor. As grandes corporações que nos meados de 2016 captavam a 130% da Selic, em torno de 19% ao ano, estão agora emitindo novas dividas a Selic + 0,4% (7,5% ao ano); uma diminuição de 1,100 pontos base.

A melhora no cenário macroeconômico e um ambiente regulatório mais consistente, deverá trazer novos investimentos de longo prazo para o Brasil. Na semana passada, o governo captou R$ 15 bilhões ao vender 4 plantas hidrelétricas e alguns campos de óleo e gás para grandes multinacionais. O leilão dos campos do pré-sal que será realizado em outubro, trará, provavelmente, mais dinheiro para o país tendo um possível impacto positivo no câmbio.

Não vemos um grande risco político no curto prazo, porém não achamos que o governo tenha força suficiente para aprovar reformas importantes, como a da previdência. Sem essas reformas, o Brasil continua em uma situação desconfortável em relação ao seu déficit fiscal, e qualquer demora adicional em sua aprovação traz consigo mais desconfiança sobre a situação fiscal do país que pode tonar difícil e impossibilitar o governo de manter as taxas de juros em patamares mais baixos.

Olhando mais a frente, a eleição de 2018 pode causar um grande aumento na volatilidade do mercado brasileiro. Com a melhora do cenário econômico, as chances de termos um candidato alinhado com a atual política econômica aumenta. Mas com os principais políticos brasileiros, de ambos os lados, sob acusações de corrupção, a eleição ainda é uma incógnita.

Dados econômicos sinalizam a melhora

Em agosto, segundo o IBGE, a taxa de desemprego caiu pelo quinto mês consecutivo, atingindo a marca de 12,6% (com ajuste sazonal), essa melhora veio tanto dos empregos formais quanto dos informais. Os índices de confiança subiram pelo terceiro mês consecutivos em setembro.

Taxa de Desemprego | %

Fonte: IBGE e BTG Patual

A confiança do consumidor, apagou a queda registrada em agosto, subindo 2, 9 pontos em setembro. Outro dado importante em relação ao varejo é a intenção de compra dos consumidores que melhorou consideravelmente, subindo 15,7 pontos desde junho desse ano, segundo a pesquisa Fecomercio.

Intenção de Compra pelo Consumidor | Índice

Fonte: Fecormercio e BTG Pactual

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