Banco de varejo, banco digital ou corretora

Onde investir: banco de varejo, banco digital ou corretora?

A necessidade de investir se faz cada vez mais presente no Brasil. Sobretudo em um cenário de oportunidades, nosso senso de urgência tende a ficar ainda mais acentuado, pois não podemos perder tempo com investimentos ruins. Por isso, a grande pergunta é: onde investir, num banco de varejo, banco digital ou corretora? Perceba que há muitos caminhos para você iniciar sua jornada no mercado financeiro. O que não pode é se conformar com a velha caderneta de poupança!

A seguir, vou lhe mostrar variáveis fundamentais na tomada de decisão entre banco de varejo, banco digital ou corretora. Essa escolha, porém, não é a única que você deverá fazer. É preciso optar também entre as diversas alternativas de investimentos.

Utilize o banco de varejo somente para o necessário

Os grandes bancos – ou bancos de varejo – comprometem a saúde financeira de milhões de brasileiros. De forma sutil, suas burocracias e taxas mensais achatam o potencial de crescimento do patrimônio das pessoas. Muitos mantêm todo seu dinheiro nesse tipo de banco quase que por inércia, mas também por desconhecimento a respeito das alternativas que existem.

Minha recomendação é utilizar o banco de varejo somente para o que for indispensável. Por exemplo, se você recebe mensalmente por um desses bancos, tenha apenas uma conta salário ou uma conta poupança. E, assim que, a cada mês, o dinheiro cair, você deve dar um destino mais inteligente a ele. Portanto, vale repetir a pergunta: banco de varejo, banco digital ou corretora? Bom, até aqui você já sabe qual é a pior alternativa.

As vantagens de bancos digitais e corretoras

Já que o dinheiro não deve ficar parado na sua conta do banco de varejo, onde alocá-lo? Existem duas alternativas básicas que são melhores destinos para seu dinheiro. A primeira é abrir uma conta em um banco digital.

Nessa instituição, o cliente tem opções de investimento mais vantajosas e acesso a movimentações em tempo real. Além disso, os bancos digitais disponibilizam cartão de crédito sem cobrança de anuidade e de seguro. Acredite, essa simples economia faz uma diferença significativa.

Já em uma corretora de valores, segunda boa alternativa, você também terá acesso às movimentações e não pagará tarifas adicionais. As aplicações disponíveis podem ser tão eficientes quanto aquelas encontradas em bancos digitais.

Uma opção interessante é testar os dois caminhos e dividir seu dinheiro entre um banco digital e uma corretora. Com o passar do tempo, você poderá avaliar qual instituição lhe deu maior conforto e priorizá-la.

A hora certa de sair da poupança

Bem, acredito que já ficou claro que bancos de varejo são apenas para o estritamente necessário. A partir do momento em que seu dinheiro está no lugar certo, é hora de saber como investir com inteligência. O passo mais básico e indispensável de uma nova jornada de investimentos é dizer adeus à caderneta de poupança. Essa antiga referência de aplicação segura deixou de ser interessante há alguns anos, por isso você deve buscar opções melhores.

No entanto, a poupança tem um aspecto a ser considerado quando vamos deixá-la para trás. Lembre-se que o seu rendimento é mensal, portanto, a data de aniversário precisa ser levada em conta. Antes de resgatar o montante acumulado, avalie o aniversário da sua poupança e resgate assim que o próximo ciclo for concluído. Essa medida impede a perda do rendimento acumulado nos últimos 30 dias.

Saiu da poupança? O que vem a seguir?

O primeiro passo é retirar o dinheiro da poupança para poder direcioná-lo com mais eficiência. Mas quais são os melhores destinos? No início da sua jornada de investimentos, é recomendável que você priorize aplicações conservadoras em renda fixa. Alternativas de maior risco ficam para um momento mais adiante, depois de você ter um plano consolidado e um bom patrimônio acumulado.

Destaco como boas opções iniciais os títulos públicos, fundos DI e CDBs. Para escolher entre eles, o principal critério deve ser a liquidez. Essa recomendação decorre da necessidade de construir, em primeiro lugar, uma reserva de emergência. Assim, se acontecer algum imprevisto, é essencial ter acesso rápido ao dinheiro aplicado. Vale destacar que esses produtos estão disponíveis nos diferentes tipos de instituição financeira: banco de varejo, banco digital ou corretora.

Tesouro Selic, o queridinho da vez

A orientação pela liquidez no início da jornada de investimentos pode aproximar você do tesouro Selic – bastante comentado atualmente. Essa alternativa de aplicação em títulos públicos se baseia na taxa Selic e garante a melhor liquidez em renda fixa. Por isso, é plausível que você adote essa opção no início da formação da reserva de emergência.

A ponderação que faço a respeito do tesouro Selic é seu rendimento mais tímido em comparação a outras opções. Em fundos DI e CDBs, provavelmente, você terá uma recompensa maior. Entretanto, pesam a favor do tesouro Selic a maior liquidez e o caráter ainda mais conservador, o que confere uma segurança extra ao investidor.

Procure dosar sua autoconfiança

Uma das dicas de finanças que jamais ficam velhas é se manter sempre curioso e atento às novidades. Buscar informações com avidez é uma virtude que identifica grandes investidores.

Algumas pessoas – ainda que estudiosas e bem preparadas – podem se iludir em relação a seu estágio real. Quem está começando deve manter a humildade mesmo que pareça estar dominando bem o mercado financeiro. Dosar a autoconfiança evita tropeços precoces que freiam o crescimento do patrimônio e caem como baldes de água fria.

Com mais maturidade e uma reserva mais robusta, você terá condições de adotar uma postura mais ousada. Mas tenha em mente que o mercado de ações e outras alternativas em renda variável exigem atenção redobrada às flutuações e novas informações.

Renda variável e renda fixa convivem bem juntas

Em dado momento, sua carteira de renda fixa e sua mente de investidor atingirão boa maturidade. Essa é a hora de se voltar para a renda variável. Bancos digitais e corretoras dispõem de diferentes produtos nessa categoria. Por isso, você deve se inteirar a respeito deles.

Minha principal recomendação nessa transição da renda fixa para a renda variável é manter o equilíbrio. Sem dúvida, é saudável buscar investimentos mais complexos e com maior potencial de retorno, mas diversificar a carteira ajuda muito. Fazer a divisão entre renda fixa e renda variável lhe garante maior segurança e protege seu patrimônio. O equilíbrio minimiza o impacto das instabilidades do mercado, às quais os produtos de renda variável são mais sensíveis.

Onde você já tem conta: banco de varejo, banco digital ou corretora? Lembre-se que o primeiro deve ser utilizado somente para atividades indispensáveis como o recebimento do salário. Os investimentos, por sua vez, ficam para bancos digitais e corretoras. Recomendo que você faça testes para conhecer os diferentes produtos em cada instituição. Para entender mais sobre renda fixa e afinar suas escolhas, recomendo a leitura deste outro artigo do blog.

Gustavo Cerbasi

Artigos relacionados

Deixe seu comentário 0