Finanças

Tudo sobre inflação: anual histórico, índices de inflação e mais

Você lida bem com a inflação? Esse é um dos conceitos econômicos mais comentados pelos brasileiros. E o motivo é evidente, já que a alta dos preços tem influência direta no bolso do consumidor e nos custos das empresas.

Mas o que você, investidor, precisa saber sobre índices inflacionários para fazer bons negócios? É sobre isso que vamos falar neste artigo.

Acompanhar as mudanças na taxa de inflação é crucial para qualquer investidor – e não apenas na hora de decidir onde é mais interessante aplicar seu dinheiro.

Os índices que medem a variação dos preços, como o IGP-M, o IPCA e o INPC (sobre os quais vamos falar mais adiante), traçam uma análise do cenário econômico e refletem as medidas aplicadas pelo governo para controlar as finanças do país.

A inflação é um conceito muito mais abrangente do que pode parecer à primeira vista. Ao compreendê-lo, você certamente terá chances de obter melhores rendimentos.

O que é taxa de inflação

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A taxa de inflação é o percentual de aumento nos preços. Ela refere uma média do crescimento de valores de um conjunto de bens e serviços em um determinado período. Ela está, por exemplo, nas frutas mais caras no supermercado e também na mensalidade mais alta na academia.

Na prática, se a inflação aumentar e o seu salário não, você vai perder o que chamamos de poder de compra.

Com o mesmo dinheiro, conseguirá comprar menos, pois os itens vão estar mais caros. Em outras palavras, seu dinheiro será desvalorizado. Esse é um dos motivos pelos quais ninguém gosta da inflação.

Mas como a taxa de inflação é monitorada? Como é possível acompanhar essa variação? Vamos falar sobre isso na sequência.

Como a inflação é medida

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A inflação é medida principalmente a partir da pesquisa de preços conduzida por instituições especializadas em todo o país. Em seguida, seu índice é representado em termos percentuais. Se os valores subiram 5%, por exemplo, significa que houve uma inflação de 5%.

Para chegar a esse resultado, os indicadores levam em consideração uma determinada cesta de produtos e medem sua variação de preço em um período “x” de tempo.

A base dos índices criados para medir a inflação, portanto, é a escolha de uma cesta de produtos representativos.

Veja um exemplo prático: se uma cesta de produtos custa R$ 100 em julho e passa a ser comercializada por R$ 150 em agosto, significa que houve uma inflação de 50% no mês.

Com o intuito de apresentar um retrato fiel da variação de preços e como eles atingem a população brasileira em suas mais diversas camadas, hoje já existem até 10 índices diferentes de inflação.

Alguns são destinados a medir a variação de preços no atacado, outros no varejo. Há os que medem o poder de compra de pessoas de baixa renda e aqueles voltados a cidadãos mais abastados.

Vamos explicar melhor quais são esses índices e como monitorá-los um pouquinho mais adiante. Antes, cabe entender mais alguns conceitos relacionados à inflação, além de suas causas e efeitos.

Inflação acumulada

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Para se ter uma ideia de como a inflação está avançando, os índices geralmente disponibilizam em tabela não apenas a taxa mensal, mas também o valor acumulado do ano e dos últimos 12 meses.

Você, que é investidor, deve monitorar esses indicadores, pois diversas aplicações financeiras são indexadas a eles.

Para fins de cálculo do acumulado anual, no caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo Banco Central, são somados os valores mensais ao longo dos 12 meses anteriores ao mês de aniversário do investimento.

A inflação acumulada, em termos práticos, é um cálculo de porcentagem que determina a variação da inflação por um período “x”.

Por meio da Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Banco Central, você pode rapidamente detectar a inflação acumulada no último mês ou em qualquer prazo escolhido, por diversos índices.

Com ela, você também pode corrigir qualquer valor pelo índice selecionado para verificar o impacto da inflação no preço de um item específico. Interessante, não é?

Por que a inflação aumenta?

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A inflação aumenta por três razões: monetárias, psicológicas e reais. Ou seja, os preços sobem devido a um governo emitindo dinheiro em excesso para pagar as contas, a empresários que jogam os custos no alto já prevendo a inflação e a escassez de produtos em relação à demanda.

As causas monetárias têm ligação direta com o dinheiro em circulação no país. Se o governo emitir dinheiro de forma exagerada e descontrolada, haverá uma perda de controle no poder de compra do consumidor. Com mais notas em circulação, a inflação tende a subir.

Outro aspecto diretamente ligado ao aumento de preços é o desajuste entre a oferta e a demanda por bens e serviços – considerada a “causa real” da inflação.

Você vai entender esse tópico um pouco melhor adiante, quando falarmos sobre os tipos de inflação existentes.

Por fim, a terceira principal causa da inflação é psicológica. As empresas de bens e serviços podem ajustar seus preços por conta de uma percepção falsa do mercado.

Algumas vezes, empresários acostumados com a inflação acreditam que seus custos e os valores dos competidores vão seguir se reajustando indefinidamente, mesmo sem uma causa real para isso.

Embora esses sejam os três principais fatores associados ao aumento de preços, as causas secundárias envolvidas podem ser muito mais profundas, incluindo políticas internas e externas.

É justamente por isso que as medidas utilizadas pelos governos para controlar a taxa de inflação são bastante controversas, como você entenderá melhor adiante.

Efeitos da inflação

Os efeitos da inflação são percebidos de perto pela população de um país. O mais óbvio deles, para os cidadãos comuns, é o aumento no preço dos produtos e a diminuição do poder de compra. Na hora de fazer as compras do mês no supermercado, o carrinho fica bem mais vazio.

Quando o consumidor tem seu poder de compra reduzido, o resultado também é percebido nas empresas.

Com as pessoas comprando menos, as companhias se veem também obrigadas a produzir menos, o que pode elevar o custo unitário ainda mais e reduzir os lucros. Com faturamento menor, ocorrem menos contratações e, eventualmente, mais demissões.

Para quem faz investimentos na bolsa de valores, um cenário de inflação em alta pode ser proibitivo. Nesse ambiente hostil de negócios, as empresas tendem a ser prejudicadas e a apresentar balanços mais frágeis. Diante de resultados financeiros mais fracos, as ações também costumam se retrair.

De maneira geral, portanto, a inflação em alta encolhe a economia do país e pode trazer grandes prejuízos, afetando diretamente a qualidade de vida de todos. É por isso que ela precisa ser constantemente monitorada.

Causas da inflação

A inflação pode ter causas diversas. Mas ela é diretamente influenciada, também, por estratégias políticas e monetárias. Anualmente, o Banco Central estipula a chamada “meta de inflação”, justamente com o intuito de manter o controle sobre o aumento nos preços.

Na verdade, quem controla a inflação é o governo – ao determinar algumas medidas que, de forma indireta, têm o poder de determinar (até certo ponto) o aumento ou a queda nos preços de bens e serviços, de acordo com a meta estipulada. A seguir, você vai entender quais são elas.

Como os governos controlam a inflação

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A principal arma do governo para monitorar a inflação é a taxa básica de juros da economia: a taxa Selic.

Essa taxa é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias para definir seu valor, e é alterada conforme a estratégia monetária em vigor.

Quando o governo quer estimular a oferta de empréstimos, incentivar o consumo e movimentar a economia, ele reduz a Selic. Já quando a economia está aquecida, para evitar que os preços fujam de controle, o governo aumenta a Selic.

Isso faz com que as pessoas gastem menos e o comércio tenha que diminuir os preços dos produtos, fazendo a inflação recuar.

Portanto, a principal forma de combate à inflação utilizada pelos governos é aumentar a taxa básica de juros da economia.

Basicamente, é isso que presenciamos no último ano: a aplicação de juros altíssimos para que a inflação recue – já que nos últimos anos ela ficou acima da meta.

Em 2017, a tendência do Banco Central é reduzir os juros fortemente, diante do registro de uma inflação já dentro da meta. E, em breve, o impacto dessa medida poderá ser positivo.

É o que afirmou um dos economistas mais respeitados do país, Affonso Celso Pastore, em entrevista à Época Negócios. O especialista crê que, em 2018, a economia brasileira poderá se recuperar e voltar a crescer.

“A recessão tinha que derrubar a inflação e ela está começando a cair. E vai continuar caindo porque a recessão continua muito funda”, diz.

Segundo ele, esse cenário representa vantagem para a política monetária. “Quando os preços começarem a ceder, a ideia de que é preciso subir os juros vai desaparecer e a economia poderá retomar o fôlego”, destaca.

Inflação no Brasil

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No Brasil, o dragão da inflação faz muita gente estremecer. Isso porque, na nossa economia, especialmente antes do Plano Real, vivenciamos um período de hiperinflação, entre as décadas de 1980 e 1990.

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) demonstram que, durante esse período, a inflação média no país foi de 233,5% ao ano.

Os motivos pelos quais a inflação saiu de controle foram internos e externos. Como causas do aumento instável e descontrolado dos preços, costumam ser citados:

  • Elevação dos gastos públicos durante o governo militar
  • Endividamento externo (ainda mais agravado por conta de uma crise mundial derivada do aumento dos preços do petróleo)
  • Retração na taxa de expansão da economia.

A vida da população brasileira no período da hiperinflação foi fortemente impactada. Nesse capítulo da história, a inflação chegou a superar os 80% ao mês.

Ou seja: o mesmo produto, de um mês para outro, praticamente dobrava de preço. Assim, ficava muito difícil para qualquer indivíduo manter um planejamento financeiro.

Você provavelmente já ouviu algum relato de seus pais ou avós falando sobre a época da inflação.

E nem mesmo os supermercados davam conta de atualizar os preços – tinham de colar uma etiqueta por cima da outra.

As prateleiras esvaziavam rapidamente, pois as pessoas compravam tudo em grandes quantidades, com medo da alta nos custos dos produtos que apareceria no mês seguinte.

Atualmente, esse é um cenário muito estranho de se contemplar. Mas é um demonstrativo do quanto a inflação é capaz de impactar um país, denotando a importância dos governantes estarem sempre atentos a ela na hora de estabelecer suas medidas econômicas.

Histórico da inflação no Brasil

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Para entender melhor o histórico da inflação brasileira, é interessante analisar dois cenários: antes e após a implementação do Plano Real, em 1994.

Basta olhar para os índices que medem a inflação, como o IGP-M e o IPCA, para se ter uma ideia de como a nova moeda (que substituiu o Cruzeiro Real), ajudou no controle inflacionário.

Em 1980, a inflação já dava sinais muito preocupantes de descontrole: a variação anual do IPCA registrou um aumento de 99,7%.

Nos anos subsequentes, entre quedas pouco significativas e elevações estrondosas, a variação anual do IPCA chegou a 1972,9% em 1989 e atingiu o ápice de 2.477,15% em 1993, logo antes do Plano Real.

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Fonte: IBGE

Após a instauração do Plano Real, as variações anuais do IPCA evidenciaram o controle da inflação: em 1995, a alta dos preços ficou em 22,41%.

No ano seguinte, em 9,56%. Em 1997, a variação anual registrada foi de 5,22% e, em 98, de apenas 1,66%. Nos anos subsequentes, houveram altos e baixos.

Em 2015, quando o IPCA fechou o ano em 10,67%, surgiu um grande temor quanto ao descontrole do aumento nos preços. Mas a hiperinflação não chegou a retornar.

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Fonte: IBGE

Tipos de inflação

Em termos de estruturas inflacionárias, a inflação pode ser classificada entre três tipos distintos: a inflação de demanda, a inflação de custo e a inflação estrutural. Vamos saber mais sobre eles.

Inflação de demanda

É caracterizada pelo aumento na procura de um determinado bem, sem que exista uma resposta compatível da oferta. Se há demanda e não há oferta, ocorre uma pressão de alta no preço. Assim, o valor desse bem precisa aumentado para equilibrar a economia.

Inflação de custo ou inflação de oferta

É a inflação associada a fatores que incidem diretamente sobre o preço final de um produto. Por exemplo: caso ocorra o aumento do valor de uma determinada matéria-prima, os produtos que são derivados dessa matéria irão sofrer uma inflação.

Essa inflação pode ocorrer também, por exemplo, em virtude da elevação de tarifas públicas, salários e combustíveis.

Inflação estrutural

Conforme o nome sugere, essa inflação se relaciona diretamente com a ineficiência de serviços fornecidos pela infraestrutura de uma determinada economia. Essa ineficiência acaba por elevar os custos dos serviços prestados.

Para você entender melhor, eis um exemplo prático: se as estradas do país estão em péssimo estado de conservação, consequentemente os custos de transporte e distribuição ficarão mais elevados.

Índices de inflação

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Atualmente, há diversos índices de inflação que você pode acompanhar para saber como anda a economia do país. Abaixo, listamos os principais e suas áreas de abrangência:

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor é elaborado pelo IBGE e monitora o custo de vida média das famílias com renda mensal entre 1 e 6 salários mínimos, residentes nas principais capitais do país.

IPCA

O Índice Nacional de Preços Ao Consumidor Amplo), também elaborado pelo IBGE, verifica o custo de vida das famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, que residem nas principais capitais brasileiras.

IGP-DI

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, é elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e monitora as variações de preços desde matérias-primas até seu beneficiamento.

Esse índice é formado a partir de três outros indicadores econômicos: IPA (Índices de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

IGP-M

O Índice Geral de Preços – Mercado é elaborado pela FGV e monitora a variação de preços de mercado, desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

IPC-S

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) é levantado pela FGV a cada quatro semanas. Ele abrange produtos relacionados à alimentação, vestuário, habitação, saúde, educação, transporte e outras despesas nas principais capitais brasileiras. A pesquisa envolve a população com renda por volta de até 30 salários mínimos.

IPC-Fipe

O Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da Universidade de São Paulo. Avalia o custo de vida das famílias paulistanas com renda em torno de 20 salários mínimos.

IPV

O Índice de Preços no Varejo é elaborado a partir de dados coletados pelo IBGE. Ele verifica as variações dos preços no mercado varejista, pois analisa individualmente os produtos de acordo com o consumo.

Inflação x deflação

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Outro conceito com o qual você provavelmente vai se deparar quando estiver estudando a inflação é o de deflação. Ele não é tão conhecido, pois ocorre com muita raridade no Brasil.

É exatamente o oposto de inflação e simboliza um recuo nos preços. Por definição, a deflação ocorre quando o IPCA é negativo.

Melhor investimento com inflação alta

Agora que você já conhece as causas e os impactos da inflação, vamos ao que interessa: como ela pode favorecer ou prejudicar seus investimentos? Onde é melhor investir com a Selic alta mas em trajetória de queda? Bem, não existe uma única resposta exata para essa pergunta.

Em entrevista ao Uol, o economista Samy Dana, professor da FGV-SP, recomendou os investimentos atrelados à taxa Selic, que acompanham a alta dos juros. Acompanhe:

CDI x Inflação

O CDI (Certificados de Depósito Interbancário) é um título emitido por instituições financeiras, cujo rendimento é atrelado à chamada Taxa CDI.

Essa taxa é praticamente igual à Selic, com a diferença de que ela é definida pelos bancos para transferência de recursos interbancários. Ou seja: quando o governo está tentando baixar a inflação e aumenta a Selic, a Taxa CDI também sobe.

Em resumo, se a Selic estiver em alta, a CDI também estará – e seus rendimentos atrelados a ela também serão mais elevados.

Taxa Selic x Inflação

Conforme mencionamos anteriormente, o governo utiliza a Selic para controlar a inflação. Mas o que isso tem a ver com seus investimentos? Tudo.

Há determinados investimentos de renda fixa que proporcionam rendimentos equivalentes à taxa. Ou seja: quando as taxas de juros estão altas, eles proporcionam maior rentabilidade.

Nesta categoria, entram os títulos do Tesouro Selic, Certificado de Depósito Bancário (CDB), LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio).

Bolsa de valores x Inflação

Diante da possibilidade de fazer um investimento de baixo risco e com rendimentos atrelados à taxa de juros, aplicar dinheiro em títulos de renda fixa parece uma opção muito mais atraente do que se arriscar na bolsa de valores, correto?

Mas, como diz a célebre frase do economista Milton Friedman, vencedor do prêmio Nobel de Economia: “Não existe almoço grátis”.

Um cenário econômico complicado inibe qualquer investimento em renda variável. Mas, para vencer os impostos e a inflação, a bolsa de valores pode, sim, ser uma alternativa viável.

Uma aplicação em ações é tributada com a alíquota de 15% sobre os ganhos – e apenas quando você vende mais de R$ 20.000,00 em ações. Em volumes menores, fica isento de IR.

Já no caso da renda fixa, em aplicações de menos de seis meses, a alíquota aplicada é de 22,5%. Cabe a você colocar na balança e verificar o que considera mais vantajoso.

Menor e maior índice de inflação de todos os tempos

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Agora que você já está por dentro de tudo o que precisa saber sobre inflação na hora de investir, é interessante retomar algumas curiosidades.

Por exemplo: você sabe qual foi o maior e o menor índice inflacionário de todos os tempos? Bem, lembra do período da hiperinflação? Em março de 1990, o IPCA mensal chegou a 82,39% – um recorde na história.

Já os índices mais baixos de inflação foram aqueles obtidos nos primeiros anos subsequentes à implementação do Real. Em 2009, pela primeira vez, foi registrada deflação no país: o IGP-M fechou o ano com uma inflação negativa de 1,72%.

Já recentemente, em janeiro de 2017, foi detectado um novo recorde: a variação mensal do IPCA fechou em 0,38% – a menor para o mês desde a criação do índice, em dezembro de 1979.

Conclusão: perspectivas de inflação e investimentos

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Agora que você está mais familiarizado com os conceitos em torno da inflação e sabe como se proteger do aumento dos preços com investimentos atrelados ao IPCA, é importante dar mais um passo nessa jornada.

Neste momento, o Banco Central dá claros sinais de que vai reduzir ainda mais os juros, e os economistas projetam inflação na meta para o próximo ano.

Por isso, é importante monitorar esses dois aspectos na suas decisões financeiras: como e onde aplicar em uma economia que está dando seus primeiros sinais de recuperação?

É o momento de começar a monitorar índices como o IPCA e o IGP-M e utilizar esse conhecimento para fazer aplicações inteligentes. Ao interpretá-los, ficará mais fácil fazer os investimentos certos, na hora certa.

Mas não se contente apenas em acompanhar os índices de inflação. Vá atrás das atas das reuniões do Comitê de Política Econômica, que dão dicas sobre a trajetória dos juros, siga seus economistas favoritos nas redes e não deixe de seguir as atualizações do nosso blog.

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