IPCA: o que é, como é calculado e sua relação com outros índices

 

Você tem o hábito de acompanhar as variações do IPCA? Para qualquer investidor, esse é um índice importante. E afirmamos isso não apenas por ele estar atrelado ao rendimento de vários tipos de investimentos, mas também por fornecer uma ideia de como anda a economia do país.

Se você ainda não conhece o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, neste artigo reunimos tudo o que é necessário saber sobre ele.

O IPCA é considerado o termômetro oficial da inflação no país, pois seu principal objetivo é monitorar a variação nos preços dos produtos de mercado para o consumidor final.

Por conta disso, é utilizado em muitos contratos e investimentos como um índice de reajuste (atualização de valores) e remuneração.

Além disso, as variações do IPCA estão atreladas a outras variáveis importantes da economia brasileira, como a taxa básica de juros, a taxa Selic, que podem refletir diretamente nos seus investimentos.

Assim, entender melhor esse índice é uma forma de você se tornar um investidor mais consciente.

O que é IPCA?

O IPCA é um índice que mede a variação de preços de mercado para o consumidor final. Estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mensalmente, ele representa o índice oficial da inflação no Brasil. É um bom termômetro para avaliar perdas no poder de compra.

Calculado desde 1979, então, o IPCA identifica uma variação nos preços do comércio. Ele é utilizado pelo Banco Central para monitorar a inflação.

Como consumidor, você pode notar que, quando os preços nas prateleiras do supermercado aumentam, o índice sobe.

Um bom exemplo que reflete o que acabamos de afirmar foi a hiperinflação brasileira entre as décadas de 1980 e 1990, antes da implementação do Plano Real.

Você já deve ter ouvido falar que nesse período a inflação era uma loucura: o poder de compra oscilava muito. De manhã, um determinado produto tinha um preço, e à tarde o valor já era outro.

O consumidor, portanto, sentia diretamente no bolso o peso no descontrole da inflação. Imagine isto: os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) demonstram que, nos anos de hiperinflação, a inflação média no país foi de 233,5% ao ano.

De forma resumida, então, podemos dizer que o IPCA é um importante índice determinado pelo IBGE, que identifica a variação dos preços no comércio. Ele é utilizado pelo Banco Central como índice oficial da inflação ou deflação no Brasil.

Como o IPCA é calculado?

 

O IPCA é calculado mês a mês, através de uma pesquisa de preços levantada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela é realizada em estabelecimentos comerciais, domicílios, com prestadores de serviços e concessionárias de serviços públicos.

O período de coleta do IPCA ocorre entre o 1º e o 30º (ou 31º) dia de cada mês. O objetivo é identificar, por meio do levantamento, os preços cobrados efetivamente ao consumidor, em pagamentos à vista.

Mas quais são os produtos e serviços que o índice leva em consideração?

Bem, o IPCA considera as seguintes categorias: alimentação e bebidas, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

Cada uma possui um peso diferente no cálculo, conforme você pode observar nas porcentagens abaixo, informadas pelo IBGE.

  • Alimentação e bebidas (23,12%)
  • Artigos de residência (4,69%)
  • Transportes (20,54%)
  • Comunicação (4,96)
  • Despesas pessoais (9,94%)
  • Habitação (14,62%)
  • Saúde e cuidados pessoais (11,09%)
  • Vestuário (6,67%)
  • Educação (4,37%).

Tais itens ainda são divididos em outros subitens. Ao total, o IPCA mede as variações de preços de 465 subitens alocados dentro dessas categorias.

O IPCA mede a inflação para que parcela da população?

 

O IPCA mede a inflação para famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, que residem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e da cidade de Goiânia.

Em outras palavras, ele reflete o custo de vida da população nessas regiões.

Mas é importante destacar que o IPCA não é o único índice que monitora a inflação no país. Existem outros índices, com características diferentes e sobre os quais falaremos mais à frente.

Um dos quesitos que diferencia o Índice de Preços ao Consumidor Amplo dos demais é, justamente, a parcela da população que ele abrange.

Para que é usado o IPCA?

O IPCA é usado pelo Banco Central como principal medidor da inflação do país. Ele serve, portanto, como referência para que o governo monitore sua meta de inflação anual e, a partir daí, defina suas políticas monetárias e medidas econômicas.

Para evitar descontrole nas taxas de inflação do país, como ocorreu no início da década de 90, o governo trabalha com uma meta de inflação por ano.

Quando o IPCA sinaliza que essa meta poderá ser ultrapassada, o governo passa a tomar medidas, como aumentar a taxa de juros da economia, a Selic, para controlar o movimento inflacionário.

Indiretamente, então, o IPCA afeta o valor do seu dinheiro – e do seu poder de compra.

Mas, se você for um investidor consciente, pode usar o índice de inflação ao seu favor.

Isso porque ele também é utilizado pelo governo como índice variável de rendimento para alguns investimentos no Tesouro Direto, programa de venda de títulos públicos. Essa é uma aplicação, portanto, protegida de altas da inflação.

Sobre a relação entre IPCA e investimentos, falaremos um pouquinho mais na sequência. Mas, antes, é preciso reforçar que não é apenas o governo que faz uso do índice.

Muitos contratos de aluguel têm cláusulas de reajuste anual baseadas em sua variação. A maioria dos comerciantes também reajusta o preço dos produtos de acordo com o indicador.

IPCA hoje e dos últimos 12 meses

Como o IPCA é monitorado mensalmente e anualmente, os investidores podem ter acesso direto às variações do índice: tanto à variação mensal, quanto àquelas referentes aos últimos meses e anos. É possível verificar, inclusive, o valor acumulado do indicador com o passar dos anos.

Conforme o último levantamento do IBGE, o IPCA registrou uma variação mensal de 0,33% em fevereiro de 2017. Os dados de março ainda não foram divulgados, pois a apuração mensal ainda está em andamento. Pode se observar que a inflação caiu em relação a janeiro, quando a variação ficou em 0,38%.

Nos últimos 12 meses, o IPCA teve altos e baixos – mas os valores mais reduzidos da inflação no período considerado se apresentaram nos últimos meses de 2016 (e início de 2017). Para que você consiga enxergar melhor, observe a tabela abaixo:

Mês/anoÍndice do mês (%)Índice acumulado no ano (%)Índice acumulado nos últimos 12 meses (%)
Fev/20170,330,71134,7588
Jan/20170,380,38005,3540
Dez/20160,306,28816,2881
Nov/20160,185,97016,9875
Out/20160,265,77977,8739
Set/20160,085,50548,4764
Ago/20160,445,42118,9750
Jul/20160,524,95938,7363
Jun/20160,354,41638,8445
Mai/20160,784,05219,3217
Abr/20160,613,24689,2783
Mar/20160,432,62089,3869
Fev/20160,902,181410,3563

 Fonte: IBGE

IPCA Acumulado (ano a ano)

Conforme acabamos de mencionar, também é possível observar o valor acumulado do IPCA ano após ano para se ter uma ideia do peso da inflação na vida dos brasileiros.

Atualmente, o número da inflação acumulada desde janeiro de 1993 é 1.239,5164, conforme o IBGE.

É interessante observar as variações anuais do IPCA – especialmente nas décadas em que houve hiperinflação. Os dados do IBGE ilustram bem o descontrole:

  • Em 1980, o acumulado anual foi de 99,27%
  • Em 1981, foi de 95,65%
  • Em 82, subiu para 104,80%
  • Em 83, foi para 163,99%
  • Em 84, já ultrapassava a marca de 200%: o acumulado anual ficou em 215,27%.

Se você já está achando esses números assustadores, saiba que essas variações anuais ainda foram baixas, se comparadas com os valores acumulados no final dos anos 80 e início dos anos 90. Em 1988, o acumulado anual do IPCA chegou a 980,22%. Em 89, ficou em 1.972,91%.

O acúmulo anual mais impressionante foi o de 1993, logo antes da implementação do Plano Real, quando o índice ficou em 2.477,15%.

Com a alteração da moeda, a inflação começou a ser controlada. Entre 1994 e 1995, o IPCA acumulado ao ano caiu de 916,43% para 22,41%. Em 1996, o acumulado caiu para 9,56%; em 97, para 5,22%; e, em 98, para 1,66%.

Nos últimos anos, o valor anual acumulado do IPCA mais alto foi o de 2015: 10,67%. Em 2016, já houve uma queda significativa: o ano fechou com o índice acumulado em 6,28%. Em 2014, foi registrado acúmulo anual de 6,40%; em 2013, de 5,91%; em 2012, de 5,83% e, em 2011, de 6,50%.

Você pode enxergar melhor algumas dessas variações ao observar o gráfico abaixo (fonte dos dados: IBGE).

 

Como surgiu o IPCA?

O IPCA foi criado em 1979. Mas foi apenas a partir dos anos 2000, por determinação do Conselho Monetário Nacional (Copom), que o índice passou a ser considerado pelo Banco Central como o indicador oficial da inflação.

Desde então, é a partir das elevações dele que o Copom opta por diminuir, manter ou elevar a taxa de juros no país.

Investimentos atrelados ao IPCA

 

Agora você já sabe o que é o IPCA e qual o seu propósito. Então, vamos à parte prática: como esse indicador pode ajudar você a investir melhor?

Bem, quando a inflação está em alta, a dica é estudar as possibilidades de investimentos que superem esse inimigo.

A partir dessa premissa, você pode deixar de lado a poupança, que atualmente paga 0,5% de juros mensais mais uma Taxa Referencial (TR). A caderneta é uma das aplicações que briga de perto com o IPCA – nem sempre se sagrando campeã.

Lembre-se de que todo investimento com um rendimento interessante precisa, no mínimo, acompanhar a inflação para garantir o seu poder de compra. Confira, abaixo, algumas aplicações cujo índice de remuneração é atrelado à inflação e que podem ser interessantes nos períodos de IPCA alto.

Tesouro Direto

Em um cenário de alta inflação, aplicar no Tesouro Direto e “emprestar” dinheiro ao governo pode ser uma alternativa para que você obtenha bons rendimentos.

Existe uma variedade de títulos do Tesouro. Alguns dos mais interessantes para garantir o poder de compra e fazer o dinheiro crescer são o Tesouro Selic (LFT) e Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

O Tesouro Selic traz rendimentos balizados pela taxa básica de juros da economia brasileira, enquanto o IPCA+ paga o IPCA no período da aplicação acrescido de uma taxa fixada.

A vantagem desses títulos é que por meio deles você pode fazer aplicações atreladas a esses índices e, assim, ter garantias de rendimentos.

Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio

As LCIs e LCAs são semelhantes aos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) dos bancos. A diferença é que esses títulos são emitidos pelas instituições para dar créditos a segmentos específicos: o imobiliário e o de agronegócio.

O rendimento desses títulos pode ser atrelado ao CDI, um índice de juros que acompanha a Selic e, em algumas modalidades, ao IPCA.

Com inflação e juros em alta, então, representa uma possibilidade de maiores rendimentos.

Além disso, esses títulos podem ser uma boa opção, dado que contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que podem ser consultadas no próprio site do FGC.

Fundos de Investimento

Alguns fundos de investimento em renda fixa também incluem títulos com remuneração atrelada ao IPCA.

Se você optar por essa modalidade e deixar suas aplicações a cargo de um especialista, lembre-se primeiro de verificar exatamente como é o funcionamento e quais são os índices que determinam a remuneração dos cotistas do fundo em questão.

IPCA e sua relação com outros índices

 

Como o IPCA serve de base para a implementação de políticas econômicas do governo, ele se relaciona também com uma série de outros índices. O mais significativo deles é a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável por determinar a taxa de juros do país periodicamente, se baseia no IPCA na hora de tomar a decisão.

Conforme o indicador, ele decide se vai aumentar ou baixar os juros para controlar os preços do mercado.

Em outros termos, quando o governo precisa controlar a inflação, ele aumenta a taxa de juros para restringir o crédito ao consumidor, frear o consumo e, assim, estimular o comércio a baixar seus preços, diminuindo a inflação.

Já quando a inflação está sob controle, o governo pode baixar a Selic para acelerar o crescimento econômico.

Outro índice interligado ao IPCA é o IGP-M, ou Índice Geral de Preços de Mercado. Ele também mede a inflação do país e é controlado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse indicador é um dos mais utilizados para balizar ajustes no valor de aluguéis.

Como o IGP-M reajusta o preço dos aluguéis e aumenta o custo de vida do consumidor, isso será refletido no levantamento do IPCA. Ou seja, os dois indicadores estão intrinsecamente relacionados.

Outras taxas de inflação

 

Conforme frisamos anteriormente, o IPCA não é o único índice que aponta a inflação no país. Há outros indicadores que se distinguem pelo período da coleta, pelo público abrangido ou mesmo pela cesta de produtos analisada.

Confira, abaixo, outros medidores dos preços no Brasil:

IGP-M

O IGP-M, sigla para Índice Geral de Preços do Mercado, é monitorado mensalmente pela FGV e foi apresentado pela primeira vez em novembro de 1947.

Ele registra a inflação de preços variados, desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

Tal indicador é bastante usado na correção de aluguéis e tarifas públicas, como conta de luz.

Ele abrange todas as faixas de renda. Os preços que compõem o IGP-M são coletados entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual (ou mês de referência).

INPC

O INPC, sigla para Índice Nacional de Preços ao Consumidor, também é um indicador de inflação calculado mensalmente pelo IBGE.

Ele considera praticamente os preços dos mesmos setores que o IPCA. Mas, então, qual a diferença?

A principal distinção entre o IPCA e o INPC é o público abrangido. O INPC considera famílias com renda de até 5 salários mínimos mensais.

IPCA-15

O IPCA-15 é uma espécie de “primo” do IPCA. Ele funciona como uma prévia da inflação mensal, pois a diferença está no período de coleta: ele é levantado a partir da metade do mês, do dia 16 ao dia 15 do mês seguinte.

É utilizado, principalmente, para o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Outros indicadores

Existem, ainda, outros indicadores de inflação. Podemos citar, por exemplo, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal).

Levantado pela FGV a cada quatro semanas, ele abrange produtos relacionados à alimentação, vestuário, habitação, saúde, educação, transporte e outras despesas nas capitais brasileiras, referentes a famílias com renda de até 30 salários mínimos.

O IPV, Índice de Preços no Varejo, é um indicador elaborado a partir de dados do IBGE e verifica as variações dos preços no mercado varejista.

Já o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, avalia o custo de vida para famílias paulistanas com renda de 20 salários mínimos.

E esses são apenas alguns dos indicadores inflacionários existentes.

O que as altas e baixas do IPCA significam?

 

Se você ainda está com uma visão muito abstrata do IPCA, a melhor forma de entender seu impacto é verificar, na prática, o que significam seus altos e baixos.

De forma simples, o que ocorre é o seguinte: quando o índice sobe, você perde poder de compra.

Ou seja, aqueles R$ 6,00 que garantiam 1kg de maçãs no armazém já não dão conta dessa quantidade de frutas.

Nesse caso, talvez você precise de R$ 7,00 para a aquisição. É assim que a inflação esmaga o consumidor: o salário não muda, mas os custos aumentam.

Quando o IPCA sobe, você precisa de mais dinheiro para comprar o mesmo item do mês passado. Ou seja: terá de desembolsar uma parte maior de sua verba para comprar exatamente o mesmo produto.

É disso que estamos falando quando afirmamos que você “perdeu poder de compra”, pois seu dinheiro está valendo menos.

É por isso que o salário mínimo e as remunerações salariais também costumam ser ajustadas conforme a inflação, para que a balança fique mais equilibrada.

Mas é fundamental destacar que uma economia em equilíbrio conta com uma inflação pequena, e não com uma deflação, que é o conceito utilizado para referenciar uma redução nos preços.

Ela só ocorre se o IPCA for negativo. Caso contrário, se o índice de um mês estiver um pouco mais baixo que o do mês anterior, mas ainda for positivo, isso significa apenas que os preços subiram um pouco menos.

Conclusão: por que monitorar o IPCA?

 

Se você dá valor ao seu dinheiro, não pode fazer investimentos como se estivesse apostando na loteria.

Antes de aplicar, é preciso estudar as opções de títulos e ações que podem oferecer rendimentos substanciais.

É nesse ponto que se torna importante acompanhar os indicadores da macroeconomia do país, como é o caso do IPCA.

Quem acompanha o IPCA percebe, por exemplo, que ele compromete significativamente o rendimento da poupança.

Como ela já possui um baixo rendimento mensal (0,5% mais a Taxa Referencial), ao descontar a inflação elevada sobre o seu ganho final, o lucro é irrisório. Para quem investiu na caderneta em 2016, por exemplo, foi de apenas 1,89% ao ano.

A boa notícia é que, estando atento ao índice que mede a inflação, você pode utilizar o aumento geral de preços em benefício próprio.

Ao invés de aplicar na poupança, por que você não vai atrás de uma aplicação atrelada ao IPCA? Assim, é possível ter garantia de uma rentabilidade que supere a inflação.

Não existe uma única resposta quanto ao melhor investimento. Por isso, é fundamental ficar de olho nos índices. É difícil saber exatamente o que vai ocorrer na economia, pois há diversos acontecimentos externos que podem impactar diretamente na taxa de juros ou na inflação.

Atualmente, os economistas projetam que a Selic vai baixar e que o ano de 2017 fechará com a inflação dentro da meta anual estipulada em 4,5% (podendo variar 1.5 ponto percentual para cima ou para baixo).

Isso não significa, porém, que investimentos atrelados a essas taxas se tornem menos interessantes. Em comparação com os índices de outros países, nossos juros ainda são altíssimos.

Até o fim de 2017, no entanto, muita coisa pode acontecer. Transformações políticas, no Brasil e no exterior, podem ter impactos imprevistos na economia.

Então, cabe a você, investidor, ficar bem atento ao IPCA e aos demais índices econômicos para cuidar do seu patrimônio.

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  1. Bom dia!! Eu gostaria de saber como a independência do Banco Central poderia atuar positivamente neste cenário atual da economia do nosso país.

    1. Olá, Josiane! A independência do Banco Central garante que os ajustes na taxa de juros sejam uma ferramenta econômica para reduzir inflação e manter crescimento sustentável, conforme os indicadores macroeconômicos de curto e longo prazo. Um Banco Central independente é fundamental para atrair investimento estrangeiro e gerar confiança no mercado doméstico. Não ter um Banco Central independente do governo atual significa que a política monetária pode sofrer manipulação ou pressão política, causando volatilidade na economia do pais, por exemplo induzir crescimento não sustentável antes de uma eleição, que logo depois se transforma em inflação alta ou forte recessão.

  2. Gostaria de saber qual índice é o melhor para reajustar o salário de uma complementação previdenciária, TR ou IPCA/IBGE? Tenho que optar, é irreversível!

    1. Olá, Maria Eunice, tudo bem?
      O melhor seria o IPCA!
      A TR, por ser um índice de reajuste de poupança, acaba trazendo um valor menor em relação ao IPCA/IBGE, que geralmente é o mais utilizado. Enquanto em 2016 o TR rendeu 2.03%, o IPCA rendeu 6.28%.
      Para mais detalhes, entre em contato conosco pelo telefone: (11) 3383-2222 e fale com o nosso especialista em previdência. Enviaremos um e-mail fazendo contato contato. Até logo!

  3. Bom dia! Tenho 45 anos e gostaria de investir por no maximo 20 anos. Com uma possibilidade de investimento de R$ 400.000,00…voce recomendaria o Tesouro Direto IPCA 2035..quero ter uma aposentadoria tranquila (complementar a do governo federal). O que acha? Obrigado

    1. Marcelo, um assessor de investimentos vai entrar em contato com você pelo e-mail.