Finanças

13 Erros do Planejamento Financeiro que prejudicam seus investimentos

Se você está começando a investir, é bom ter cuidado com alguns erros de planejamento financeiro que podem prejudicar suas aplicações e seus retornos no curto, médio e longo prazo.

Um dos mais comuns é a falta de uma reserva de emergência, por exemplo, que possibilite o resgate rápido diante de um evento extraordinário.

Você possui um valor equivalente a seis meses do seu custo de vida aplicado em um investimento de alta liquidez?

Para explicar como driblar esse e outros erros de planejamento financeiro, vamos abordar neste post os seguintes tópicos:

  • Importância do planejamento
  • Melhores aplicações para a reserva de liquidez
  • Como lidar com os prazos nos investimentos
  • Aplicações seguras e mais vantajosas que a poupança
  • Como projetar retornos reais para o investimento.

Ficou interessado? Então, siga a leitura.

Por que fazer um planejamento financeiro

Uma vida financeira tranquila é o objetivo de grande parte dos brasileiros. No entanto, ainda são poucos os que buscam informação sobre como realizar um planejamento financeiro adequado.

Grande parte da população não consegue nem manter uma reserva de dinheiro para o mês seguinte.

Apenas uma pequena parcela cumpre a diretriz de criar um colchão de liquidez que sirva de reserva de emergência para seis meses.

Essa falta de planejamento é muito perigosa e pode colocar em risco a sua segurança, a sua saúde e o seu futuro.

Além de uma reserva de emergência, você precisa analisar e projetar os cenários financeiros para prazos diferentes, como seis meses, um ano, dois anos e cinco anos.

Dessa forma, você pode explorar melhor o universo de aplicações e não passar apertos ao definir o destino do seu dinheiro.

Quem trabalha sabe o valor do dinheiro: deixá-lo desamparado, em uma poupança ou aplicação de baixo rendimento, significa, na prática, não o tratar com o devido cuidado.

Agindo dessa forma, até a inflação vira inimiga e pode suplantar qualquer ganho.

Mas até mesmo quem já investe há mais tempo pode não se dar conta de alguns errinhos básicos, como a concentração de recursos em um único tipo de aplicação ou em um único vencimento.

E entre os que estão conscientes de que um planejamento bem feito é chave para auxiliar a atingir os objetivos definidos, muitos erros são cometidos no momento de colocar tudo em prática.

13 erros de planejamento financeiro que você deve evitar

Conheça alguns dos erros mais comuns cometidos pelos brasileiros na hora de planejar as finanças e como evitá-los.

1. Não ter um objetivo financeiro

Na vida normalmente nos movemos em qualquer situação para atingir algum objetivo.

Seja para viabilizar aquela viagem de férias em família ou uma especialização para alcançar uma promoção no trabalho, para tudo é preciso ter objetivos e metas claras.

Não seria diferente quando o assunto é planejamento financeiro.

Ter metas financeiras e saber o que buscar no momento de aplicar os recursos que estão sobrando é um dos segredos de ganhos e da longevidade do investidor.

Pode ser a compra de um imóvel, proporcionar uma folga financeira ou para as férias de final do ano. Não importa o motivo.

O que importa que ele faça sentido e motive aquele que está investindo.

E não existe regra. O caso do colega de trabalho, do parente próximo ou do conhecido do vizinho não será igual ao seu.

Mesmo que o melhor especialista financeiro ensine todas as técnicas de como realizar um planejamento, elas não serão fortes o suficiente se o investidor não encontrar o seu próprio objetivo.

Não ter um objetivo claro pode gerar angústia e sofrimentos desnecessários e, por consequência, falta de resultados práticos em um final muito provável.

De forma resumida: de nada adianta planejar se você não sabe o que quer fazer com o resultado final deste planejamento.

2. Não categorizar as despesas

Nas despesas do dia a dia existem categorias de gastos. Há os gastos fixos, que precisam ser feitos todos os meses, como aluguel, energia elétrica, condomínio e água e telefone, por exemplo.

E outras despesas podem variar, como gastos com lazer, viagens, situações esporádicas, entre outras.

Estabelecer essa distinção é o primeiro passo para visualizar a sua realidade financeira, organizar as despesas de forma correta e perceber onde é possível realizar mudanças que possam auxiliar a atingir o seu objetivo.

No caso dos gastos fixos, pode ser avaliada a categoria de serviços contratados.

Por exemplo, no caso do telefone, é possível avaliar se você está utilizando todos os benefícios oferecidos e se eles são mesmo essenciais para as funções do dia a dia.

O serviço de TV por assinatura é outro exemplo similar. Buscar planos mais adequados ao perfil de consumo é chave para economizar recursos de maneira inteligente.

No caso das despesas variáveis, é recomendado estabelecer um valor fixo por mês para os gastos com o objetivo de reduzir surpresas desagradáveis no final do mês.

3. Não acompanhar os gastos regularmente

 

Se a conta do cartão de crédito está tão difícil de decifrar quanto um mapa do tesouro, é hora de acompanhar os gastos com mais atenção.

Saber onde está se gastando o maior volume de recursos e avaliar o benefício na sua vida é essencial para o sucesso de um planejamento financeiro de longo prazo.

E aqui a dica é válida para qualquer tipo de gasto, sejam os de maior volume ou aqueles que passam quase despercebidos na fatura do cartão.

Em muitos casos aquele inofensivo pão de queijo com café dos intervalos de trabalho pode significar uma despesa maior do que a imaginada.

4. Não ter uma reserva de emergência

A vida é completamente imprevisível. Um dia o carro pode quebrar, o pneu da bicicleta furar ou a chave de casa se perder no táxi.

Para situações como essas é preciso reservar uma quantia de dinheiro mensalmente de forma a estar preparado para surpresas nem sempre agradáveis.

Mas para não dizer que só coisas ruins podem acontecer, por vezes uma viagem ou oportunidade de lazer ou qualificação aparece e, para elas, também é preciso uma reserva de liquidez imediata.

Se o investidor ainda não possui essa reserva, a formação de um colchão de liquidez deve estar entre os primeiros tópicos contemplados no planejamento financeiro.

Ninguém quer precisar usá-la, mas essa reserva auxilia muito também a economizar, pois em casos de pedir um empréstimo ou usar o cheque especial, por exemplo, o gasto é muito mais elevado.

Antes de criar seu colchão de liquidez, descubra quanto você gasta, exatamente, por mês e, então, multiplique por seis para obter o valor que você deve deixar investido em uma aplicação de resgate rápido, como fundos DI, títulos do Tesouro Selic, LCI/LCA de curto prazo, entre outros.

5. Manter a reserva de emergência na conta corrente

Ok, a reserva financeira está formada. Mas onde deixar este volume de recursos?

Existem muitas alternativas, mas a conta corrente não é uma delas.

A conta corrente não rende juros ao investidor.

Ela deve ser o lugar onde você pode guardar o dinheiro da semana, e não do ano.

Manter muito dinheiro na conta corrente significa perder valor para a inflação, que corrói seu poder de compra, já que ela não o remunera com juros.

Além disso, a reserva financeira está associada à ideia de segurança.

Por isso, muitas vezes, é preciso deixá-la fora do alcance dos olhos.

Isso não quer dizer que você deve trancafiá-la em uma aplicação com vencimento em cinco anos – apenas uma recomendação para que ela não esteja no mesmo lugar de onde o investidor tira os recursos para gastos do dia a dia.

Boas aplicações com alta liquidez, como já salientamos no tópico anterior, são:

  • Os fundos DI (miram a variação do CDI, que segue de perto a Selic, taxa básica de juros da economia)
  • Os títulos do Tesouro Selic (que pagam os juros da Selic e não sofrem marcação a mercado)
  • CDBs com liquidez de curto prazo ou, até, diária (embora você deva tomar cuidado com o Imposto de Renda, cuja alíquota diminui com o tempo, de 180 dias a 720 dias)
  • LCI/LCA de curto prazo (realmente curto, como três meses).

6. Esperar retornos irreais para seus investimentos

Você tem recursos necessários para investir? Maravilha.

Sinal que o seu planejamento está no caminho certo. Se comparado com a grande maioria da população brasileira é também uma exceção.

Mas, uma vez em condições de investir, é preciso ter consciência sobre o retorno esperado para as aplicações.

Se forem escolhidas modalidades que respeitem o perfil do cliente, é possível que no médio e longo prazo seja possível visualizar um ganho financeiro relevante. Mas não espere milagres.

Recursos investidos não dobram de valor do dia para a noite, mesmo nas opções mais conhecidas pela possibilidade de retorno acima da média, como a bolsa de valores.

Alternativas em renda fixa, como CDBs, Tesouro Direto, LCI e LCA estão entre as aplicações recomendadas para clientes com perfil mais conservador, mas que desejam rendimentos melhores do que o da caderneta de poupança.

Se o perfil é de quem busca a possibilidade de remuneração mais agressiva para os investimentos, a bolsa de valores está entre as possibilidades.

Mesmo assim, investir em ações exige maior dedicação e maior tolerância ao risco.

A dica é mirar o longo prazo, superior a cinco anos. Ou seja, nada de colocar na bolsa o dinheiro que você pode precisar no próximo mês.

Um atalho para quem deseja ingressar na renda variável sem definir exatamente o destino de seus recursos são os fundos de ações e multimercados, que contam com gestores profissionais que são premiados por seu desempenho e, assim, poderão escolher os melhores caminhos para o seu dinheiro.

7. Deixar de analisar o mercado

Sim, obter um retorno adequado aos investimentos planejados auxiliam e muito a ter uma vida financeira tranquila.

Para conhecer as melhores alternativas, mesmo que esteja entre as suas possibilidades a contratação de ajuda profissional, uma análise de mercado é sempre bem-vinda.

Conhecer o histórico de algumas aplicações, apesar de não garantirem rendimentos futuros, oferecem uma boa base de conhecimento antes de optar por alguma alternativa.

E quando falamos em analisar o mercado falamos também em estar por dentro dos macroacontecimentos no mundo econômico e político, pois estes afetam de forma bastante definitiva os rumos de qualquer investimento.

8. Não considerar os riscos

Normalmente, quem toma mais risco pode ser premiado com melhores rentabilidades.

Essa é uma regra geral. O potencial de perda acompanha o potencial de ganho.

E mesmo que por vezes alguns “especialistas” vendam fórmulas mágicas, que oferecem soluções fáceis, não acredite.

Ter a melhor remuneração exige conhecimento.

Por isso, saber os riscos de cada modalidade antes de optar por alguma é pré-requisito fundamental para qualquer investidor.

Como já dissemos aqui, a bolsa de valores é uma modalidade mais arriscada que qualquer aplicação em renda fixa.

Ela pode premiar quem se arrisca, mas também pode “punir” com a perda de recursos. É preciso estar ciente dessa volatilidade.

Por isso, avaliar seu perfil e as características de cada modalidade são passos essenciais para um planejamento financeiro que vise resultados satisfatórios.

9. Não investir

Algumas alternativas de investimento são mais arriscadas que outras, mas isso não quer dizer que deixar os recursos parados embaixo do colchão seja a melhor alternativa. De jeito nenhum.

Se a sua reserva financeira permitir, busque informação, auxílio profissional e o que mais for necessário para empregar os recursos em alguma modalidade de investimento.

Mesmo a mais conservadora das opções, que é a caderneta de poupança, pode gerar algum ganho.

Com um pouco mais de esforço (nada que tire noites de sono), é possível diversificar a carteira de investimentos e adequá-la ao seu perfil, com aplicações que foquem no curto, médio e longo prazos.

Ao analisar os investimentos após algum tempo é bastante provável que os resultados sejam recompensadores.

Existem alguns destinos interessantes para quem nunca investiu e busca aplicações tão seguras quanto a poupança.

Exemplos são o CDB e LCI/LCA, ambos protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, que garante o saldo da aplicação de até R$ 250 mil por CPF por instituição  financeira emissora do título.

10. Não diversificar os investimentos

Uma vez com objetivos definidos e planejamento feito, a diversificação dos investimentos é sempre a primeira recomendação e a melhor alternativa para aliar segurança e rentabilidade à uma carteira.

Ao aplicar os recursos economizados em diferentes modalidades financeiras é possível construir rentabilidades e prazos que se adequem às metas pessoais no curto, médio e longo prazos.

Um portfólio diversificado permite proteção em caso de mudanças e volatilidades características do mercado, especialmente o brasileiro.

11. Planejar pensando apenas no curto prazo

Um bom planejamento financeiro irá estabelecer metas em todas as possibilidades: no curto, médio e longo prazos.

Como já dissemos anteriormente, não existe milagre quando o assunto é investimentos.

Em pouquíssimos casos, como a bolsa de valores, é possível ter rentabilidades muito acima da média.

No entanto, elas passam longe de qualquer facilidade: é preciso dedicação, conhecimento e perspectiva de longo prazo.

O foco no curto prazo deve ter metas factíveis, que em geral sirvam para animar a busca por algum outro objetivo maior.

 

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