Coronavírus

Qual a melhor maneira de agir em momentos de irracionalidade nos mercados?

Se no final do ano passado, em meio a uma euforia generalizada com as ações, alguém te dissesse que o Ibovespa estaria na casa dos 70 mil pontos em meados de março, qual seria sua reação?

Você provavelmente daria risada e seguiria com sua visão bastante otimista para a renda variável em 2020, talvez até pesquisando quais ativos comprar para surfar a tão aguardada recuperação da economia brasileira.

Mas aqui estamos, enfrentando um inesperado surto de um vírus até pouco tempo desconhecido que vem dizimando vidas e comprometendo qualquer possibilidade de crescimento econômico das principais nações do planeta no curto – e possivelmente no médio – prazo.

O momento é de preocupação. Em primeiro lugar com sua saúde física, em seguida com a saúde de seu bolso.

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O movimento orquestrado de resgate dos principais Bancos Centrais, marcado por reduções forçadas das taxas de juros e injeção de liquidez no sistema financeiro, parece não surtir mais o mesmo efeito de anos anteriores.

A avaliação entre os mais céticos é de que as autoridades estão exaurindo suas ferramentas de estímulo monetário sem serem capazes de reaquecer a economia em meio à pandemia do coronavírus em curso.

No Brasil, até o momento em que escrevo, a expectativa é que o governo também anuncie medidas para tentar minimizar os impactos da crise e não deixar minguar o já lento ritmo de recuperação da atividade econômica.

Enquanto isso, o investidor brasileiro vê o Ibovespa acionar seu quinto Circuit Breaker em apenas seis pregões, tendo que lidar com uma expressiva queda de quase 40% acumulada pelo índice desde o início do ano.

Não é nada fácil olhar para sua carteira e ver suas ações ou cotas de seus fundos valendo 30%, 40% ou até 50% menos do que valiam num passado nada distante.

Um batismo de fogo para quem está vivenciando uma mudança brusca de cenário para os seus investimentos pela primeira vez.

Quem já viveu essa situação antes, sabe muito bem o quanto é difícil manter a calma nessa hora. A recomendação hoje, no entanto, é justamente essa.

Você não vai entrar em desespero quando os outros estiverem desesperados.

Por mais que a crise vá deixar sequelas, o momento é de irracionalidade nos mercados. O investidor não deve agir no automático e cometer o erro de comprar ações na alta e vender na baixa.

Aproveite esse teste forçado de sua tolerância ao risco para estudar mais sobre o seu perfil, se está mais para sofisticado, moderado ou conservador.

Estude sobre a importância de sempre manter uma carteira diversificada, com um percentual de seu patrimônio alocado em ativos que ofereçam essencialmente proteção – casos do ouro e do dólar.

Conservar uma alocação balanceada e saber separar o que é ruído de sinal certamente o colocará em posição de vantagem para conseguir rendimentos acima da média em suas aplicações no longo prazo.

Portanto, o recado que eu deixo é para manter a calma, não agir por impulso e, se ainda não investe em ações, separar um dinheiro para comprar papéis de ótimas empresas por menos do que eles valem.

É hora de olharmos para a metade cheia do copo, aproveitando uma janela de oportunidade que só aparece a cada 10 ou 15 anos para construir um portfólio absolutamente vencedor.

Lembre-se que a parte boa da travessia em tempos de incerteza e volatilidade é que, se feita de forma adequada, te leva a um lugar maravilhoso.

Conte com toda a equipe do BTG Pactual digital para te ajudar a chegar lá.

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Gabriel Casonato

Gabriel Casonato:

Formado em Administração com habilitação em Comércio Exterior pela Universidade Mackenzie, Gabriel Casonato foi sócio da maior publicadora de conteúdos de investimentos do Brasil. Hoje, é analista CNPI do BTG Pactual digital.

 

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