Investidores inexperientes têm certa resistência em modificar sua carteira de aplicações. Isso acontece por insegurança em relação ao mercado ou aos seus próprios conhecimentos sobre economia.

Ao ensinar como investir, procuro passar a meus alunos e seguidores a importância de modificar as aplicações. É preciso encarar a carteira de investimentos como um organismo vivo. Não vale a pena deixá-la estática por muito tempo ou manter tudo parado na poupança. O desenvolvimento contínuo da carteira acelera a conquista de grandes objetivos.

Como investir: poupança x previdência

Uma das melhores formas de manter a saúde de sua carteira de investimentos é impedir sua estagnação. Muitas pessoas pensam, por exemplo, em construir um plano de previdência, mas não se organizam para fazer aportes mensais nesse plano. E isso pode levar a uma decisão equivocada de manter o dinheiro na poupança, devido à falsa ideia de que ela proporciona boa liquidez.

A verdade é que nenhuma das duas opções é exatamente eficaz para quem está começando. Uma escolha inteligente, nesse caso, é destinar a maior parte dos recursos a produtos sólidos de renda fixa. Por menor que seja o volume de dinheiro disponível, sempre há opções acessíveis em Fundos ou em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

A diferença, em relação à poupança, é a incidência de impostos e outras taxas sobre esse tipo de investimento. Mas isso é corrigido com sobras quando se compara a rentabilidade dos produtos.

Previdência pode ser um excelente complemento

Em um segundo momento, parte dos recursos pode ser destinada à criação de um plano de previdência.

Os dois modelos devem funcionar de maneira complementar. Não é necessário zerar os investimentos em fundos de renda fixa e colocar 100% em um plano de previdência. Deve-se compreender que o foco para a aposentadoria não significa a concentração em um único produto. No âmbito da previdência privada há uma série de opções a serem exploradas.

Suas escolhas precisam respeitar o prazo estabelecido para a concretização de cada objetivo. No caso da previdência, trata-se de planos de longo prazo, e isso possibilita que você abra mão da liquidez em nome de uma rentabilidade maior.

Cada investimento tem seu momento certo

Para um plano de previdência funcionar bem, o ideal é planejar-se para fazer contribuições mensais regulares ou aportes de maior vulto duas ou três vezes ao ano. Quando não há condições para isso, o ideal é adiar esse projeto por um tempo.

Nesse meio-tempo, o dinheiro pode render acima da inflação em um fundo de renda fixa. Trata-se de uma opção muito melhor do que manter o dinheiro na poupança, possivelmente perdendo para a inflação.

Enxergue sua carteira como uma obra inacabada

A carteira de investimentos deve respeitar os diferentes planos que você tem a concluir. Nossos objetivos se renovam com o passar do tempo, então suas aplicações devem refletir isso. Minha recomendação é que você veja a carteira de investimentos como uma obra sempre a ser aprimorada.

Por melhor que ela pareça hoje, dentro de alguns meses pode ser que precise de uma pequena revisão, para se manter coerente com os objetivos traçados por você. Uma das técnicas mais inteligentes para realizar essas adequações na carteira é o rebalanceamento. Aprenda a fazer isso neste artigo.

Equilíbrio entre renda fixa e renda variável

O rebalanceamento da carteira é uma forma de manter o equilíbrio na composição entre renda fixa e renda variável. Existem alguns aspectos a serem considerados nessa equação, desde a sua propensão ao risco até o momento que a economia atravessa.

Há um exemplo recente no Brasil de como a conjuntura influencia a composição da carteira. Enquanto a crise estava mais aguda, a taxa de juros se mantinha elevada e garantia uma recompensa substancial em renda fixa.

À medida que o mercado se acalmou, a taxa Selic baixou e os investimentos perderam rentabilidade. Uma solução, nesse caso, é reforçar a parcela de renda variável na carteira de investimentos. Com isso, os aplicadores não perdem tanto desempenho e mantêm sólida a construção de planos.

Como investir? Mantenha-se atualizado

A ideia de mudar a carteira de forma contínua e inteligente deve estar sempre no seu radar. Com isso, você terá condições de manter suas aplicações em constante evolução.

Faça esses ajustes com base em objetivos e informações consistentes. Fique a par das movimentações do mercado, para escolher os produtos mais adequados aos planos que você pretende concretizar. Acompanhe o noticiário e procure consumir conteúdos diversificados sobre finanças pessoais e do mercado como um todo.

Para entender de maneira ampla a respeito de como investir, recomendo a leitura deste outro artigo do blog, que apresenta um passo a passo didático para você não tropeçar no início do seu planejamento.

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