No artigo anterior, vimos que o rating de um determinado investimento impacta a percepção do risco e a sua remuneração. Também aprendemos que empresas e títulos classificados como grau de investimento possuem um risco de calote menor. Por outro lado, aquelas classificadas como grau de especulação possuem uma maior percepção ao risco. Mas como isso funciona na prática? Falaremos a seguir:

Na Bolsa de Valores

Investidores estrangeiros mais conservadores e grandes fundos de pensão, com perspectivas de longo prazo, evitam investir na bolsa de valores de países classificados como Grau de Especulação.

O Brasil passou por um período de muita confiança e ganhou seu selo de grau de investimento em 2008 (pela S&P e Fitch).

Ao mesmo tempo, houve uma euforia no mercado e o grau de investimento conquistado pelo Brasil fez com que a Bolsa de Valores batesse recordes históricos na época, interrompida pela crise americana meses depois.

Em virtude de dificuldades econômicas e políticas, o Brasil voltou a ser classificado como grau de especulação em 2015 (pela S&P e Fitch) e 2016 (com a Moody’s)

Uma vez obtido o investment grade novamente, o que muda?

A princípio, um grande volume de investimentos passará a ter como destino o Brasil. Segundo economistas, isso não necessariamente deve se traduzir em grande alta no mercado de ações. Investidores com apetite para o risco já apostam suas fichas nessa conquista do país momentos antes, investindo maciçamente nas ações de empresas brasileiras e proporcionando uma alta nos preços.

Por outro lado, esse capital com perspectivas de longo prazo entrou em parte substituindo um capital especulativo. Consequentemente, dará estabilidade aos movimentos de nossa bolsa de valores.

Assim sendo, o índice Bovespa deverá passar a traduzir um ritmo de crescimento compatível com a realidade das empresas. Este retorno estará entre 10 e 30% ao ano – caso não haja grande interferência externa como guerras e desequilíbrios políticos.

Impacto do Rating na Renda Fixa

Para os Bancos

Basicamente, o banco é uma intermediadora que utiliza o dinheiro dos investidores para fazer empréstimo aos tomadores. 

Dependendo do tamanho da instituição e da demanda de crédito, oferecem taxas convidativas para captar dinheiro, em forma de CDB’s, RDB’s, LCI’s e LCA’s, entre outros produtos.

Mas como avaliar se um banco é saudável ou não?

O rating é uma das ferramentas para fazer esta análise. A agência classificadora vai avaliar o nicho de negócio da instituição, gestão, o funding, a inadimplência, entre outros fatores.  Com estas informações aplica-se uma nota de crédito e um resumo com a justificativa da nota.

Debêntures

As debêntures são títulos de crédito, emitidos por uma empresa, com o objetivo de levantar recursos. Dessa maneira, os recursos levantados são para financiar algum projeto ou garantir o dinheiro em caixa em determinado período.

Neste caso, a agência de classificação de risco analisará a gestão financeira, administração e perspectiva econômicas para o mercado e para o setor. Ao final, emitirá uma nota para o papel emitido.

Títulos Públicos

Como a dívida soberana, em um ambiente normal, é considerada a mais segura no ambiente econômico doméstico, esta sempre terá o melhor rating entre as instituições do país.

Assim, com a classificação de risco de um determinado investimento, você avaliará se o retorno do seu investimento será satisfatório. 

Como isso funciona na prática?

Ao fazer ofertas de investimento, as instituições financeiras divulgam o “Rating Nacional de Longo Prazo”. Como mencionado acima, só permite fazer comparações entre títulos e instituições brasileiras.

Em primeiro lugar, é necessário comparar a taxa de juros ofertada e o rating com os títulos públicos nacionais. Uma vez que estes títulos públicos são considerados o de menor risco em um país, um investimento com rating menor deverá ofertar uma taxa proporcionalmente maior.

Desta forma, quanto mais distante o rating do investimento do título público nacional, maior será o prêmio de risco. Consequentemente, maior será a taxa de retorno cobrada pelos investidores.

Conclusão

O rating é uma ferramenta poderosa para avaliar o grau de risco de determinado investimento. Porém, não é o único critério para a tomada de decisão, pois ninguém (nem agências, nem analistas) podem prever o futuro.

Criar uma estratégia de investimentodiversificar seus ativos (ou não) e definir claramente seus objetivos (com valores e prazos) sempre serão ótimos companheiros na caminhada rumo à independência financeira.

Que você tenha boas escolhas!

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