Você já deve ter ouvido aquela máxima que diz que quem trabalha não enriquece. Infelizmente, isso é verdade. A maioria dos assalariados nunca parou para refletir sobre o motivo de uma empresa lhe pagar salário. Seria por caridade, altruísmo, generosidade? Longe disso: um empregado assalariado dedica nove, dez ou mais horas por dia para, simplesmente, enriquecer os donos ou acionistas da empresa para a qual trabalha. Passa, portanto, a maior parte de seu tempo dedicando seu suor, sua inteligência, sua experiência e seu networking para gerar riqueza para os outros.

Isso não é injusto; é apenas a mais franca tradução do que é o capitalismo. Quem tem riqueza põe essa riqueza para trabalhar e multiplicar seu capital, convidando aqueles que não têm capital para ajudá-lo nesse objetivo de multiplicar riquezas. Em troca, oferece parte da riqueza gerada, na forma de salário.

É fundamental, para a sobrevivência do capitalismo, que todo trabalhador perceba isso e esforce-se para virar o jogo a seu favor, poupando parte do que ganha (isto é, acumulando capital) para que, no dia em que sua carreira se esgotar, ele tenha capital suficiente para viver de renda ou, melhor ainda, para investir esse capital em um negócio próprio, gerando oportunidades para vários outros trabalhadores sem capital. Imagine se cada trabalhador de hoje criasse condições de emprego para dois ou três trabalhadores no futuro. Seria muito bom para ele, para os futuros empregados e para a economia como um todo. Obviamente, pensar que todo trabalhador conseguirá isso é uma visão utópica, pois temos que considerar que muitos empreendedores não conseguirão fazer seu negócio sobreviver, e que muitas pessoas sequer têm vocação para empreender.

Mas é provável que quem continuar dependendo de todo o salário para pagar as contas a cada mês precisará ser empregado a vida toda, ou verá seu padrão de vida decair após sua aposentadoria. Se, por outro lado, optar por reservar para o futuro, estará gerando uma riqueza potencial muito importante para todos que o rodeiam.

Para virar o jogo, é preciso entender a essência do papel do trabalhador nas empresas. Quando alguém trabalha, dedica tempo para obter recursos monetários, mas deixa de dedicar tempo para sua família, para cuidar de sua saúde, para suas relações pessoais e para outros projetos pessoais. Muitas pessoas sentem dificuldades em melhorar seus conhecimentos porque dedicam tanto tempo ao trabalho que não sobra tempo para estudos.

Trabalhar, portanto, rouba tempo que o trabalhador poderia dedicar a seus investimentos pessoais, consequentemente prejudicando o aumento de sua riqueza. É por essa interpretação que eu defino salário não como renda, mas sim como indenização. O trabalhador apenas passaria a ter renda quando decidisse construir patrimônio que lhe gerasse ganhos, como aplicações financeiras, imóveis alugados, bens para revenda com lucro ou algo do tipo. Quem optar pelo caminho de ser empregado a vida toda estará se auto-sabotando, fadando-se a receber uma simples compensação pelo uso de seu tempo em favor dos outros.

Não prego aqui o fim do emprego. Ele sempre será necessário para os primeiros passos em um projeto de construção de riqueza. Quem não tem recursos para investir deve buscar um emprego que lhe gere esses recursos. Porém, por estar nessa condição, é essencial para seu futuro que o trabalhador tenha um projeto de longo prazo, que envolva a acumulação de parte do salário ganho para que, um dia, ele possa abandonar seu emprego e dedicar seu tempo para o crescimento da própria riqueza.

Entender o ganho dos investimentos como renda e o salário como indenização é exatamente a forma de pensar daqueles que enriquecem. Por isso, quem sonha em sair das amarras do emprego deveria trabalhar um pouco para si também. A conclusão é simples: se você pensa em enriquecer, não é você quem deve trabalhar pelo dinheiro, mas sim o dinheiro é quem deve trabalhar para você.

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