É cada vez mais comum investidores construírem uma carteira de ações para aposentadoria. Mas uma carteira previdenciária deve ser formada por papéis de grandes empresas? Quais critérios eu devo adotar para escolher ações para uma fase da vida onde será necessária mais estabilidade?

Explicarei estas questões a seguir.

A importância da perenidade

Quando pensamos em uma carteira de ações para aposentadoria, as empresas com perenidade são uma opção.

Perenidade é a capacidade da empresa em manter constante a demanda pelo seu produto. Mesmo em momentos de crise, esses setores continuarão comercializando seus produtos e serviços. Empresas monopolistas, empresas que têm uma certa estabilidade no mercado e empresas que são pagadoras constantes de dividendos são bons exemplos de perenidade.

Se o investidor identifica um papel com tradição de distribuir resultados, cuja divulgação dos números trimestrais deixa claro que não há uma tendência de mudança nesse ritmo de investimento, pode ser um bom sinal para adicioná-lo em sua carteira previdenciária.

#Bônus: Para saber mais sobre o pagamento de dividendos, separamos um vídeo como bônus para este conteúdo. É um aprendizado extra para você que está buscando investir em ações para aposentadoria.

 

Não é muito diferente de você investir em um fundo imobiliário. Se, ao analisar a carteira do fundo imobiliário, você percebe que o nível de vacância é relativamente baixo e o ritmo de geração de resultados é consistente, você vai querer comprar estes papéis e integrá-los à sua carteira de ações para aposentadoria.

Em economias desenvolvidas, o rendimento dos títulos públicos é próximo a zero, chegando até a ser negativo. Por isso, os investidores desses países têm a parte conservadora de sua carteira em ações com uma distribuição de resultado extremamente previsível: as empresas perenes.

Leia também: Como acompanhar as empresas que você possui na carteira de ações?

Aproveite as crises para investir

Além de comprar esses papéis, o investidor vai torcer para que eles percam preço em algum movimento manada, em alguma crise, para poder comprar melhor.

Se existe uma tradição do papel investido em gerar resultados, mas o nervosismo do mercado faz com que esse preço se posicione abaixo do normal, então o retorno dos dividendos sobre um preço menor é mais interessante do que o retorno desse mesmo rendimento por um preço maior.

Quando uma empresa geradora de resultados perde valor, apresenta-se como uma oportunidade para você comprar mais. Se essa crise dura muito tempo e o papel continua barato, você continuará comprando a um preço mais interessante. O mercado precifica as quedas, mas o nervosismo do mercado às vezes joga mais para baixo do que realmente deveria.

Conclusão

Com a Taxa Selic em nível baixo, as carteiras de ações perenes se tornam a nova forma de nutrir os perfis conservadores de renda, visando à aposentadoria. E a característica principal da perenidade é a capacidade de gerar resultados constantes. Normalmente as empresas consideradas “maduras” possuem mais previsibilidade em seus resultados e capacidade de distribuí-los aos seus acionistas.

Estes papéis substituem muito bem a parcela de sua carteira que deveria estar em renda fixa, pois os rendimentos são substancialmente maiores e não há necessidade de liquidez. O risco é reduzido com a diversificação da sua carteira.

Lembre-se: os cenários de crise são os momentos ideais para concentrar o esforço na compra desses papéis. Especialmente ao montar uma carteira de ações para aposentadoria.

Gustavo Cerbasi
Gustavo Cerbasi:
Cerbasi é um parceiro de conteúdo do BTG Pactual digital. Consultor, professor, palestrante, autor de 16 livros com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos, entre eles o best-seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”.

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