A situação econômica e política difícil que o Brasil enfrenta há alguns anos tem feito muitas famílias cogitarem a mudança para o exterior, sobretudo entre as que possuem maior renda. Uma decisão como essa representa uma mudança drástica na vida de qualquer pessoa. Por isso, precisa envolver um planejamento bem amplo. Morar em outro país pode parecer um mar de rosas quando vemos de fora ou como turistas, mas há muitos aspectos a serem considerados antes da decisão final.

Neste artigo, vou elencar os principais fatores que você deve levar em conta para morar em outro país. A escolha passa por questões como a violência urbana, a possibilidade de emprego e o futuro dos filhos. No entanto, o equilíbrio entre racional e emocional deve nortear a decisão.

Planeje sem empolgação

Quando surge a ideia de se mudar para o exterior, é normal que haja um momento de euforia inicial. No papel, o plano sempre parece mais brilhante do que será na realidade. Evite fazer o planejamento da mudança como uma criança que acha a casa do amiguinho mais legal do que a sua. É a velha história: a grama do vizinho sempre parece mais verde do que a nossa. Desconfie. O plano só terá solidez a partir da análise de uma série de componentes.

Um bom exemplo é a avaliação da renda mensal necessária para se viver bem em outro país. De forma geral, a impressão que se tem é de que o dinheiro que ganhamos aqui poderia comprar muito mais no exterior devido à nossa alta carga tributária sobre produtos e serviços. Esse raciocínio não está errado, mas não é suficiente.

Devemos considerar que os impostos sobre a renda e os investimentos são maiores em alguns países. Essa avaliação precisa ser feita com muito cuidado para evitar a surpresa desagradável de perceber que a renda mensal não será suficiente para a vida no exterior.

O fator emocional

Ao decidir morar em outro país, a maioria das famílias privilegia excessivamente aspectos materiais e se esquece do fator emocional – aquela riqueza não financeira que construímos ao longo da vida. A saudade de casa pode bater quando menos se espera.

Eu mesmo passei por isso alguns anos atrás, quando fui morar no Canadá. À época, fiquei até surpreso quando me vi com saudade das pessoas e dos costumes do Brasil. Esse impacto psicológico me levou a valorizar elementos da nossa cultura para os quais eu não dava muita importância, como MPB e feijoada. Não foi decisivo, mas esse sentimento também pesou ao decidir voltar ao Brasil.

Uma decisão a ser tomada em família

Meu caso pessoal exemplifica como devemos fazer uma análise ampla dos aspectos imateriais antes de tomar a decisão sobre morar em outro país. Você deve perguntar a si mesmo e conversar longamente com todos os membros da família para que o fator emocional não represente o fracasso na empreitada. Nem todos estão preparados para abrir mão, de uma hora para outra, de todas as referências com as quais cresceu.

Outro componente psicológico a ser levado em consideração é o possível preconceito que estrangeiros sofrem em determinados países. Nós brasileiros, muitas vezes, entramos no grupo dos “latinos” e podemos sofrer discriminação por isso. Mais uma vez, não é um fator determinante para uma decisão dessa magnitude, mas deve ser pesado quando o argumento da mudança é, por exemplo, “ser mais respeitado em outras culturas”.

Você pretende morar em outro país?

Se você pensa em morar em outro país, coloque na balança e avalie o que pesa mais para sua família: o lado racional ou o emocional? A resposta para essa pergunta vai ajudar na tomada de decisão. Construir um patrimônio estável também poderá lhe dar maior tranquilidade para dar esse passo importante.

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