Coluna Gustavo Cerbasi

Inflação Pessoal: Como usá-la para aumentar seus ganhos

A inflação é um conceito com o qual a maioria das pessoas se habituou a viver no Brasil, e tem a ver com aumento de preço ou dificuldade de pagar algo. Porém, poucas pessoas têm um entendimento claro do impacto desse indicador em seu planejamento financeiro. É o que chamamos de inflação pessoal.

No artigo de hoje abordarei este indicador e como você pode utilizá-lo para aumentar seus ganhos.

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A importância do ganho real

Vamos dizer que você inicia um certo planejamento com um aporte de R$ 100.000,00. Após 24 meses, você possui uma rentabilidade acumulada de 10%, alcançando o montante de R$110.000,00.

É importante saber que estes R$ 110 mil não valem exatamente R$ 110 mil. Por quê? Nesse mesmo período em que o seu dinheiro cresceu, os preços também aumentaram, refletidos pelos índices de inflação. Assim, a quantidade de produtos/serviços que era possível comprar com R$ 110 mil, quando você iniciou o seu planejamento, diminuiu.

Para analisar a inflação de um período, normalmente recorremos aos índices oficiais, como o IPCA ou IGP-M. Estes índices, mantidos e atualizados por institutos de pesquisa, seguem uma metodologia para quantificar a evolução dos preços de uma sociedade.

Digamos que o IPCA, no mesmo período citado acima, foi de 6%. Continuando com o exemplo, dos R$ 10 mil acumulados como juros, R$ 6 mil não foram um ganho efetivo, mas apenas uma correção do seu poder de compra.

Para simplificar a conta, se o seu rendimento foi de 10% sobre uma alíquota de IR de 15%, você terá um rendimento líquido de 8,5%. Se a inflação do período foi de 6%, seu ganho real (acima da inflação) foi de apenas 2,5%.

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Inflação pessoal

O problema dos indicadores oficiais é que nem sempre a evolução dos preços praticados no mercado reflete a evolução dos preços da sua família. Por isso, não há índice melhor que a sua inflação pessoal, que demonstra a variação mensal dos seus gastos fixos.

Se você sabe quanto os seus gastos estão variando e ajusta no seu planejamento as consequências deles, você está totalmente afinado com a evolução do seu perfil de consumo.

Se você gasta por mês R$ 5 mil para viver e continua gastando R$ 5 mil, a sua inflação pessoal é zero. Se a escola sobe de R$ 450 para R$ 650, houve um aumento de R$ 200. Dessa forma, o custo mensal passou de R$ 5.000 para R$ 5.200. Uma inflação pessoal de 4% naquele mês.

O raciocínio que devemos usar é: se, ao longo de 1 ano, eu conseguir zerar minha inflação (substituindo gastos, cancelando outros), o meu custo total de vida não terá elevação. Assim, o ganho real da minha carteira de investimentos foi o rendimento da carteira menos o Imposto de Renda. Levando em conta o exemplo mencionado anteriormente, um rendimento de 10%, com zero inflação pessoal e imposto de 15%, proporcionará um ganho de 8,5%.

Mas quem consegue manter a inflação pessoal em zero?

A dica fundamental é entender que você pode elevar seus gastos quando existe elevação da sua renda. Se o seu salário teve uma correção de 5%, você poderá elevar seus gastos familiares totais em até 5%.

Se em 1 ano a inflação familiar foi de 5%, mas o acréscimo na renda líquida foi também de 5%, a inflação pessoal continuou na casa de zero. Não houve aumento nem perda na capacidade de consumo. Muito pelo contrário: o consumo aumentou porque a capacidade de renda cresceu na mesma proporção.

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Ao ter domínio sobre o seu índice de inflação, você desistirá de investimentos com ganhos ilusórios e fará escolhas mais consistentes. Tratar a inflação pessoal nos seus planos é algo que faz parte de uma construção de riqueza ao longo da vida.

Ao conseguir controlar a inflação pessoal com inteligência financeira, você terá ganhos consistentes no longo prazo. Talvez menos do que você espera, mas vai permitir que você trabalhe com muito mais segurança e clareza nos seus projetos.

Sucesso em suas escolhas.

Gustavo Cerbasi

Gustavo Cerbasi:

Cerbasi é um parceiro de conteúdo do BTG Pactual digital. Consultor, professor, palestrante, autor de 16 livros com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos, entre eles o best-seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”.

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