O conceito de inteligência financeira é amplo e vai além dos investimentos. Tem relação com todas as escolhas de valor que fazemos, do consumo à formação da aposentadoria.

Uma rotina de boas escolhas de investimento é um dos pilares da inteligência financeira pessoal. A manutenção do equilíbrio deve ser prioridade na construção de sua carteira de investimentos, independentemente do estágio em que ela se encontre no momento.

Uma boa escolha de investimentos não se limita a selecionar os produtos que irão compor sua carteira. É preciso dedicar uma atenção especial a aspectos que podem destruir os resultados diferenciados de uma boa estratégia, como a falta de liquidez, particularidades tributárias, taxas de saída do investimento e expectativas incompatíveis com os cenários mais prováveis. O melhor investimento pode se tornar um desastre estratégico se for resgatado no momento errado.

Pelos mesmos motivos citados, há situações em que uma carteira de investimentos montada de forma eficiente perde desempenho, pelo fato de que cada movimentação exige tempo do investidor e impõe custos e tributos que poderiam ser evitados.

Uma carteira saudável precisa ser revisada e movimentada com frequência para não perder desempenho, mas, dependendo da frequência, a dose excessiva do remédio se transforma em veneno. Estou me referindo ao giro excessivo nos investimentos.

Problema: giro excessivo nos investimentos

Existem muitos perfis de investidor, cada um com suas características e particularidades. Pessoas mais arrojadas e com propensão ao risco não devem confundir boas escolhas com hiperatividade nos investimentos.

O mercado de ações exemplifica muito bem esse erro recorrente. Quem mergulha de cabeça nas operações de day-trade, sabe como essa atividade pode ser prazerosa. Há uma adrenalina muito forte envolvida, semelhante à euforia que sentimos ao praticar esportes, que leva alguns investidores a perderem referências e exagerarem na dose.

A alta frequência de transações no mercado acarreta despesas com os custos de cada operação. Além disso, se o tempo consumido na montagem de cada operação não permite organizar e analisar cuidadosamente as informações, acabamos não percebendo o maior impacto tributário de operações como essa.

O problema é que a intensidade e a emoção que o mercado proporciona impede que alguns investidores parem para pensar nesse aspecto. Como resultado, eles têm ganhos inferiores ao esperado porque não equacionam adequadamente os encargos envolvidos nas transações.

Outro aspecto negativo dessa hiperatividade nos investimentos é o estresse gerado no dia a dia. A opção por ativos de alto risco certamente cria um desgaste psicológico.

Solução: valorize o seu tempo

Dedicar várias horas por dia ao homebroker é uma atitude que dificilmente se paga na prática, a não ser que essa seja sua escolha profissional. Você pode até alcançar uma rentabilidade razoável (mesmo quando descontamos os custos das operações). Porém, é difícil compensar o tempo dedicado a essa atividade.

Recomendo que você valorize seu tempo tanto quando valoriza seu dinheiro. As duas riquezas são igualmente importantes em nossa vida, por isso devemos ter equilíbrio para desfrutá-las.

Uma estratégia um pouco mais passiva na relação com o mercado de day-trade, ou a escolha de uma carteira de investimentos balanceada e com revisão periódica pode ser saudável. Não há necessidade de dedicar tanto tempo a notícias econômicas e a análises complexas, pois a inteligência de mercado pode trabalhar para você.

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