Coluna Gustavo Cerbasi

Conheça as melhores alternativas para sair da poupança!

Você mantém seu dinheiro ou parte dele na caderneta de poupança? Se a resposta for afirmativa, desde já deixo a recomendação para que você reveja essa conduta. Neste artigo, vou apresentar diferentes alternativas para sair da poupança. Seu dinheiro pode render muito mais em produtos de renda fixa acessíveis a todos os bolsos.

Felizmente, não faltam alternativas para sair da poupança. É tudo questão de proatividade para buscar a opção que melhor se encaixa na sua situação e investir. A seguir, explicarei por que a poupança não compensa e como seu dinheiro pode render mais e com baixo risco.

Por que você deve sair da poupança

A poupança deixou de ser um investimento aceitável há anos. A famosa rentabilidade de 0,5% ao mês – ou 6% ao ano – fica bem atrás de alternativas simples em renda fixa. A estabilidade que a poupança supostamente oferece não se paga na prática.  Outros produtos de renda fixa também se mostram bastante estáveis e premiam seus aplicadores com um rendimento sensivelmente superior.

Muitas pessoas relutam em deixar a poupança porque temem por seu suado dinheiro. A preocupação é legítima, mas o fato é que esse dinheiro – parado na poupança – rende muito menos do que poderia. Outra razão para deixar a poupança é a dependência da data do aniversário. Essa é uma armadilha que passa despercebida por muita gente. O dinheiro aplicado na poupança só tem algum rendimento quando se completa um mês do aporte. Ou seja, se você precisar do dinheiro dali a 50 dias, terá o rendimento correspondente a apenas 30 dias.

Taxa Selic e CDI

Antes de entrarmos propriamente nas alternativas para sair da poupança, é importante fazer algumas ponderações sobre taxa Selic e CDI. A taxa Selic nada mais é do que a taxa básica de juros da economia brasileira, estabelecida pelo governo. Esse índice referencia as demais taxas do mercado, inclusive o Certificado de Depósito Interbancário, ou CDI. Se determinado produto remunera 100% do CDI, significa que o rendimento está muito próximo da taxa Selic.

Não se perca na tributação

Na regra atual, a poupança remunera 70% do CDI. Esse índice é insuficiente para tornar a caderneta atrativa para os investidores, ainda que não incidam impostos sobre ela. Isso porque o imposto de renda, que abocanha a maior fatia do rendimento, não passa dos 22,5%. Esse índice fica progressivamente menor de acordo com o tempo que o dinheiro fica aplicado. Veja como funciona a regra:

  • Até 6 meses: 22,5%
  • De 6 a 12 meses: 20%
  • De 12 a 24 meses: 17,5%
  • Após 24 meses: 15%

Essa regra pede uma atenção especial a investimentos por períodos mais curtos, já que a tributação é maior. Por isso, construa sua estratégia com inteligência para obter o melhor rendimento possível.

Então, quais são as alternativas para sair da poupança?

O mercado dispõe de uma série de produtos em renda fixa que oferecem boa rentabilidade sem grandes riscos. Veja algumas das mais seguras alternativas para sair da poupança:

  • Tesouro Selic: modalidade do tesouro direto que remunera o investidor com base na taxa Selic.
  • CDB: o Certificado de Depósito Bancário é um título de crédito (isto é, um empréstimo) que as pessoas fazem aos bancos em troca de uma remuneração.
  • Fundo de Renda Fixa: condomínio de investidores, administrado por um gestor, responsável por gerir a compra e venda de títulos públicos e privados para gerar rentabilidade aos investidores, sob regras definidas antecipadamente.
  • Letra de Câmbio: título de crédito adquirido junto a empresas financeiras, em que a rentabilidade e o tempo de resgate são determinados previamente.
  • Letra de Crédito Imobiliário ou do Agronegócio (LCI/LCA): título de crédito com uma rentabilidade que varia de acordo com créditos imobiliários ou do agronegócio.
  • Debênture: título de crédito negociado com empresas não financeiras, em que a rentabilidade e o tempo de resgate são determinados previamente.

Dentre essas alternativas para sair da poupança, não existe uma considerada campeã. A recomendação mais lógica é avaliar cada caso de forma individual com base no rendimento estimado e na liquidez na hora do resgate. Em outras palavras, você deve buscar o produto que oferece melhor desempenho no prazo em que o dinheiro precisará ser retirado.

Liquidez, um fator a ser considerado

Fique atento à liquidez ao planejar seus investimentos. Você pode perceber que só precisará dos recursos investidos dentro de um prazo mais longo como 12 ou até 24 meses. Nesse caso, busque alternativas com liquidez mais baixa, ou seja, que exijam um prazo mínimo de aplicação ou de antecedência para solicitar o resgate, pois a tendência é que esses produtos remunerem melhor.

Entretanto, se as suas aplicações têm como foco a construção de uma reserva de emergência, procure maior liquidez. Sua remuneração será mais baixa, mas você terá acesso ao dinheiro de forma rápida, até de um dia para o outro. A equação da liquidez dificilmente foge a esta regra: quanto maior a liquidez, menor o rendimento – e vice-versa.

Fundo Garantidor de Crédito, uma proteção ao investidor

Ainda que a maioria dos produtos de renda fixa tenha um caráter conservador, alguns investidores podem temer certos riscos. Se você faz parte desse grupo, é importante ter em mente a existência do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Trata-se de uma entidade que protege os aplicadores em caso de intervenção ou quebra de uma instituição financeira. O FGC tem um funcionamento simples: o investidor está protegido até o limite de 250 mil reais por CPF, em caso de quebra ou intervenção da instituição onde investiu. A cobertura é válida para os principais produtos de renda fixa, exceto fundos.

Um exemplo para lhe encorajar

Reconheço que, muitas vezes, falta um empurrãozinho para que, finalmente, alguém dê seus primeiros passos no mundo dos investimentos. Pois vou lhe dar esse empurrãozinho agora mesmo. Veja este exemplo e entenda por que aplicar dinheiro pode mudar a sua vida.

Imagine que você tem 10 mil reais disponíveis para fazer um investimento. Caso você aplique esse dinheiro com rendimento de 0,5% ao mês (poupança), acumulará 60 mil reais após 30 anos. Se o rendimento estiver na casa dos 0,6% ao mês, o montante acumulado depois do mesmo período será de 86 mil reais.

Percebe como o saldo final é bem diferente? Isso porque não levei em conta que alguns produtos de renda fixa podem remunerar acima dos 0,6% ao mês.

Não faltam alternativas para sair da poupança

A poupança é mau negócio para quem deseja valorizar seu dinheiro e multiplicá-lo de forma mais rápida. Mas, felizmente, o mercado está repleto de alternativas para sair da poupança. Já sabe qual delas você vai escolher? Em meu livro Investimentos Inteligentes, mostro como desenvolver a mentalidade de investidor e apresento as melhores alternativas. Conheça esse e outros livros escritos por mim.

Gustavo Cerbasi

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