Muitas pessoas não acreditam que é possível unir amor e trabalho. São freqüentes os casos de casais que se separam após uma mal-sucedida empreitada a dois no negócio próprio. Realmente, quando um casal decide tocar juntos o negócio da família, as chances de dificuldades são grandes. Ao trabalharem juntos, passam a compartilhar mais problemas além daqueles que fazem parte da rotina familiar. Se não houver uma relação muito transparente em relação às finanças pessoais e dos negócios, as divergências podem começar a afetar tanto a empresa quanto o relacionamento.

O conflito começa na dificuldade de separação entre assuntos de família e assuntos de trabalho, típica em empresas familiares. É quando, por exemplo, surgem conversas sobre problemas com fornecedores em um almoço de domingo, ou quando a desculpa para não participar de uma reunião é o desentendimento em relação à viagem do final de semana. É difícil também chegar a consenso sobre a retirada de lucros, o uso dos recursos da empresa, as estratégias e também sobre quem manda em quem. Some a essas dificuldades a rotineira limitação técnica da gestão, resultante da existência de uma pessoa de confiança no lugar de uma pessoa capaz (o que não aconteceria em uma empresa com gestão profissional). O ideal é separar completamente a vida pessoal da empresarial. Isso inclui as contas, jamais fazendo compras ou pagamentos pessoais ou familiares com cheques da empresa, mas sim após transferir recursos para a conta pessoal – apesar do infeliz custo da CPMF. É fundamental, também, definir rigorosamente as funções de cada um na empresa e respeitar essas regras e a hierarquia.

Mas a administração a dois de uma empresa não é apenas um mar de problemas. Se houver entendimento, é mais fácil administrar a empresa quando você tem a seu lado mais uma cabeça com os mesmos objetivos, os mesmos valores, os mesmos princípios e a mesma paixão. O casal empresário tem também como vantagens uma maior afinidade em relação a planos para o futuro, facilidade em entender os porquês de alguns momentos de sacrifício e mais oportunidades de convivência. Não são poucos os casos de negócios bem sucedidos tocados por casais ou por toda a família.

Para que essa união dê certo, às vezes é preciso recorrer a alguns truques. Conheci casais que, para deixar nítida a separação entre família e negócios, conversavam em inglês no escritório e em português em casa. Quando minha esposa Adriana abandonou sua carreira e começou a gerenciar nosso escritório, só tratávamos de assuntos da empresa no hall de entrada do prédio, jamais dentro de nosso apartamento. Parece exagero, mas essa receita funciona muito bem, além de reforçar o clima de cumplicidade e respeito no relacionamento.

Unir amor e dinheiro não só é possível como é recomendável. Mesmo que ambos trabalhem em empresas diferentes, com carreiras sólidas e boas perspectivas quanto ao futuro, todo casal deveria ter um Plano B que incluísse dar as mãos para tocar uma vida diferente, ainda que seja na aposentadoria.

Se trabalhamos para o bem de nossa família, nada melhor do que ter total sintonia nos objetivos a perseguir. Porém, se o casal chegar à conclusão de que o trabalho a dois pode estar minando o relacionamento, uma conversa franca pode levar à conclusão de que um dos dois deve sair do negócio. Se houver respeito mútuo, essa mudança pode acontecer sem traumas. Por outro lado, se o casal não souber incluir o assunto “dinheiro” em suas conversas, o trabalho conjunto pode acabar com o relacionamento. Como sempre, o verdadeiro vilão da história, o dinheiro, estará disfarçado com outros rótulos, como, por exemplo, “falta de tempo para nós”, “divergências nos negócios”, “rotina” e “a chefia lhe subiu à cabeça”, entre outros. Casais inteligentes sabem que é mais fácil enriquecerem juntos. Se o ditado diz que é o olho do dono que engorda o gado, dois donos certamente deixam o gado bem mais gordinho.

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