Um tema que certamente faz parte da lista de desejos e dos planos das pessoas é a construção de um plano de independência financeira. A ideia de viver da renda gerada por investimentos é bem atraente, mas essa meta não se concretiza da noite para o dia.

Há muitas dúvidas em relação à independência financeira, especialmente sobre como planejá-la no tempo ideal de execução. Para quem segue a cartilha básica de poupar 10% de seus ganhos desde o início da carreira, 30 anos é um prazo factível para a construção de um patrimônio sólido e suficiente para se viver dele. O grande desafio, porém, é motivar-se para dar o primeiro passo, de se organizar e começar o projeto, principalmente porque o prazo para atingir o objetivo é longo.

A questão pede uma reflexão complexa, e meu objetivo com esse texto é compartilhar orientações valiosas que podem ajudá-lo a assentar os primeiros tijolos na formação desse patrimônio, que garantirá a sonhada independência financeira.

Existe um valor exato para a independência financeira?

O montante necessário para que se atinja a independência financeira varia de pessoa para pessoa, já que é proporcional ao custo de vida que cada um espera ter no futuro. Há quem entenda que o primeiro milhão é a marca a ser alcançada, mas esse valor ser ou não suficiente depende da condição de vida definida por você.

Vale ressaltar que, com um milhão de reais bem aplicados, é possível assegurar uma renda mensal perpétua da ordem de três a quatro mil reais. Pode parecer pouco para uma aposentadoria digna, mas quando consideramos que a esse valor podemos somar a renda da previdência pública e ganhos eventuais de trabalhos e negócios, percebemos que pode ser parte importante de uma carteira diversificada de geração de renda.

O mais importante, porém, é entender que a independência financeira não se restringe ao número de zeros em sua conta bancária. Esse aspecto pragmático é apenas um dos fatores; há muito mais a se considerar.

Plano de independência financeira: orientação tradicional

Existe mais de uma maneira de construir um plano de independência financeira. No modelo mais tradicional, há duas etapas a serem cumpridas.

O passo inicial é avaliar o volume de dinheiro que você precisa ter aplicado hoje, em uma carteira de investimentos diversificada de acordo com o seu perfil de investidor, para manter o padrão de vida exclusivamente com a renda gerada por esses investimentos. O segundo passo é calcular quanto você deverá poupar ao longo do tempo, para atingir aquele montante entendido como ideal.

Reforço que esse cálculo deve considerar a manutenção de seu padrão de vida somente com a renda gerada pelos ativos geradores de renda. Além disso, é necessário prever os custos adicionais como impostos que incidirão sobre o resgate de capital.

Essa é a orientação tradicional que consultores sugerem para quem busca a independência financeira. Eu, particularmente, acredito em um modelo diferente que tem mais chances de funcionar.

Plano de independência financeira: minha orientação

Antes de detalhar a minha orientação, proponho uma reflexão a respeito do modelo tradicional. Você acha que a maior parte das pessoas terá disciplina e organização para manter, durante 30 anos, um corte de gastos que possibilite o volume de poupança necessário?

A verdade é que pouca gente obterá êxito nessa empreitada. Não apenas pela questão da disciplina, mas também porque é preciso manter uma rotina de curiosidade e inquietude para sempre fazer os investimentos mais interessantes.

Por isso, não basta estabelecer um plano de décadas e acreditar na sua autorrealização. É preciso ativar algumas chaves no cérebro em relação às escolhas de consumo que fazemos no dia a dia e aos investimentos que precisam ser ajustados ao longo dos meses.

(A adoção de uma postura mais minimalista de consumo pode lhe ajudar na caminhada rumo à independência financeira. Entenda o porquê)

Dois caminhos rumo à independência financeira

Quando pensamos em atingir uma marca simbólica como a de um milhão de reais, a teoria parece mais simples do que a prática. Para dar vida a esse sonho, proponho dois diferentes caminhos que  estatisticamente se mostram sólidos.

Uma dessas rotas é uma jornada consistente de investimentos. Quem escolhe esse caminho deve se capacitar para aplicar o dinheiro com inteligência. Para isso, recomendo muita leitura e cursos especializados para aprimorar os conhecimentos.

A segunda rota que abre as portas para a independência financeira é o empreendedorismo. Um negócio próprio pode acelerar esse processo, mas é preciso estudar o mercado para não se frustrar mais à frente.

Vale destacar, ainda, que investir e empreender são iniciativas complementares. Portanto, se você tiver interesse em criar um negócio próprio, não deve abrir mão dos bons investimentos.

Aprendizagem contínua

Independentemente do caminho escolhido por você, é importante estabelecer um processo de aprendizagem na busca pela independência financeira. Diferentes profissionais podem lhe ajudar nessa caminhada: de um analista de investimentos a um terapeuta, que vai estimular o autoconhecimento (quanto mais uma pessoa se conhece, menor a sua ansiedade e melhor a sua qualidade de consumo). Não faltam oportunidades de conhecimento se você fizer uma rápida busca na internet: de blogs a canais de vídeo, de simuladores a e-books, as possibilidades são infinitas.

Outra maneira de crescer nesse aspecto é debater com pessoas queridas, que, por conhecerem você, terão conselhos preciosos. Aliás, o grande segredo em direção à independência financeira é manter a curiosidade por novos aprendizados.

Uma conversa despretensiosa com alguém próximo pode lhe trazer um insight a respeito de um dos grandes objetivos traçados por você. Da mesma forma que a leitura de artigos em publicações especializadas vai lhe dar subsídios que proporcionarão melhores escolhas.

O que vem depois da independência financeira?

Estabelecer um plano para conquistar a independência financeira a longo prazo é tão importante como visualizar o dia seguinte. Há mais algum objetivo a ser atingido depois que chegamos ao topo da montanha?

É fácil idealizar o momento perfeito em que se conquista, por exemplo, a marca de um milhão de reais investidos. Por outro lado, não é tão simples saber o que vem a seguir. Quem se esquece de projetar o passo seguinte corre o risco de se desmotivar após atingir o objetivo máximo.

Proponho que você encare a independência financeira como uma etapa da multiplicação do patrimônio – não como um fim em si. Muita gente tem uma visão restrita a respeito da riqueza e acaba limitando seu foco na conquista da aposentadoria plena.

A construção de novos sonhos e objetivos

É evidente que a tranquilidade proporcionada pela independência financeira tem de ser celebrada, mas não deve sugerir uma estagnação. Definir novos sonhos e objetivos é o melhor caminho para desfrutar da ampla liberdade conquistada a partir do primeiro milhão.

A liberdade de escolha é algo único porque a pessoa não precisa se limitar a questões que, antes, freavam seus sonhos. A partir da conquista da independência financeira, você pode, por exemplo, realizar uma viagem inesquecível, começar uma faculdade ou abrir um negócio dentro de uma área que signifique muito a você.

Essas são algumas ideias de objetivos, mas cada pessoa deve refletir com seus familiares para traçar grandes metas. Um ponto importante é não abandonar os investimentos apenas porque o primeiro milhão foi alcançado. Mantenha sua renda em crescimento e não deixe de valorizar o aprendizado contínuo.

Comece a construir sua independência financeira

A construção de um grande patrimônio não é simples, mas existem caminhos para isso. Minha recomendação é que você abrace os estudos e se dedique a esse sonho – seja com maior foco em investimentos ou empreendendo.

Já começou o planejamento para a construção da sua independência financeira? Se ainda está nos primeiro passos, recomendo a leitura de mais um artigo do blog. Neste post, explico como as escolhas consistentes são determinantes para você se tornar um bom investidor.

 

Deixe seu comentário 0

Posts relacionados

Você está a um passo para investir com mais segurança e tranquilidade.
Crie sua conta agora


Preencha com seu nome

Preencha com seu e-mail

Preencha com seu telefone

Está com dúvidas? Entre em contato com a gente!

ENTRE EM CONTATO

O Grupo BTG Pactual (“BTG Pactual”) não fornece opiniões jurídicas ou tributárias. Sendo assim, essa apresentação não constitui aconselhamento legal de qualquer natureza. Essa apresentação é um breve resumo de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários nos termos da Instrução CVM Nº 598, de 03 de maio de 2018, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta e/ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento e/ou produto específico. Embora as informações e opiniões expressas aqui tenham sido obtidas de fontes confiáveis e fidedignas, nenhuma garantia ou responsabilidade, expressa ou implícita é feita a respeito da exatidão, fidelidade e/ou totalidade das informações. Todas as informações, opiniões e valores eventualmente indicados estão sujeitos à alteração sem prévio aviso. Ressaltamos também, que as opiniões expressas neste material refletem a opinião do respectivo profissional convidado e não necessariamente expressam a opinião do BTG Pactual, não devendo ser tratadas como tal. As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability"). Para maiores informações, acesse www.btgpactualdigital.com

Os riscos da operação com títulos de renda fixa (CDB, LCI e LCA) estão na capacidade de o emissor honrar a dívida; na impossibilidade de venda do título ou na ausência de investidores interessados em adquiri-lo; e na possibilidade de variação da taxa de juros e dos indexadores. É importante a adequada compreensão da natureza, forma de rentabilidade e riscos dos títulos de renda fixa antes da sua aquisição. CDB, LCI e LCA contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante a devolução do principal investido acrescido de juros referente a rendimentos, na hipótese da incapacidade de pagamento da instituição financeira, de até R$ 250 mil reais por CPF e por instituição financeira, considerando o limite de garantia de R$ 1 milhão para cada período de quatro anos.

FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. E recomendada a leitura cuidadosa do Formulário de Informações Complementares e Regulamento do Fundo de Investimento pelo investidor ao aplicar seus recursos.

Ressaltamos que as opiniões e projeções referente COE, aqui apresentadas representam a opinião da área Structured Products do BTG Pactual, mas não necessariamente a opinião institucional do BTG Pactual, podendo o BTG Pactual, suas subsidiárias e/ou seus empregados podem, eventualmente, possuir uma posição comprada ou vendida, atuar em nome próprio e/ou como coordenador ou agente em operações envolvendo ações ou demais investimentos relevantes. COE NÃO CONTA COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA.

Os regulamentos completos dos Planos de Previdência da BTG Pactual Vida e Previdência S/A deverão ser lidos previamente a sua contratação. Os direitos e obrigações das partes estão definidos na Proposta e nos Regulamentos do plano contratado. É recomendada a leitura cuidadosa do regulamento do fundo de investimento pelo investidor ao aplicar seus recursos. O registro do plano na Susep não implica, por parte da autarquia, incentivo ou recomendação de comercialização. O Participante/Segurado poderá consultar a situação cadastral de seu corretor de seguros no site www.susep.gov.br, por meio do número de seu registro na Susep, nome completo, CNPJ ou CPF. BTG Pactual Vida e Previdência S/A - CNPJ: 19.449.767/0001-20. Processos SUSEP PGBL: 15414.901924/2014-44 e VGBL: 15414.901922/2014-55.

Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos FGC. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. É recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e regulamento do fundo de investimento pelo investidor ao aplicar seus recursos. Os investidores devem estar preparados para aceitar os riscos inerentes aos diversos mercados em que os fundos atuam e, consequentemente, possíveis variações no patrimônio investido. Os produtos e serviços aqui mencionados podem não estar disponíveis em todas as jurisdições ou para determinadas categorias de investidores. Adicionalmente, a legislação e regulamentação de proteção a investidores de determinadas jurisdições/países, pode não se aplicar a produtos e serviços registrados em outras jurisdições/países, sujeitos à legislação e regulamentação respectivamente aplicáveis, além de previsões contratuais específicas.

Anbima Anbima