A Black Friday está chegando. Uma data de euforia no consumo, onde muitas pessoas se preparam para fazer boas compras. No artigo de hoje, explicarei se realmente aproveitar as supostas oportunidades da Black Friday vale a pena e como fugir das armadilhas do comércio nessa data.

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A origem da Black Friday

Primeiramente, vamos entender o que é a Black Friday e por que ela existe, principalmente nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, o Natal é a data escolhida pela população para a confraternização familiar. Nos Estados Unidos isto não acontece, pois é uma época de difícil deslocamento, com neve em boa parte das cidades. Por este motivo, o Natal normalmente é um evento realizado com poucos familiares.

A data escolhida pelo norte-americano para fazer este tipo de confraternização em família é o chamado “Thanksgiving Day ou “Dia de Ação de Graças”, sempre na 4ª quinta-feira de novembro – que neste ano de 2020 cai no dia 26, um dia antes da data oficial da Black Friday.

Como as pessoas vão visitar parentes nesta data, o Dia de Ação de Graças é o dia de se presentear. Consequentemente, na semana que antecede esta data existe um pico de consumo no comércio, que está preparado para vender e oferecer presentes com boas embalagens. É o período em que o comércio se prepara para salvar o ano.

E quando chega esta data, o que não foi vendido está obviamente parado nas lojas. Por isso criou-se a Black Friday: para liquidar o que sobrou e limpar as prateleiras. Dessa forma o comércio se prepara para uma próxima data comemorativa.

A Black Friday vale a pena? As oportunidades

Como no Brasil “importamos” essa data, não existe um pico de consumo significativo nas semanas que antecedem a Black Friday. Afinal, este pico virá em dezembro. No entanto, o comércio brasileiro quer fazer uma limpeza em suas prateleiras para preparar as lojas para o Natal. Então, mesmo no Brasil existe uma liquidação de oportunidades.

Quais oportunidades? Normalmente o item que sobrou ou que está para sair de linha, para abrir oportunidades para os lançamentos de Natal, ou seja, para o que a indústria está trazendo de novidade para o consumidor.

É muito importante se atentar para isso: normalmente o que está sendo liquidado não é o carro chefe dos produtos de consumo no Natal, mas sim um produto que já não está tão procurado, pois virá algo melhor.

Em geral, a Black Friday vale a pena em:

a) algo que está para sair de linha (aí sim vêm os grandes descontos);

b) em algo que talvez não está para sair de linha, mas talvez tenha tido uma embalagem rasurada ou algum tipo de recusa do consumidor, a chamada ponta de estoque.

As armadilhas

É importante perceber que neste período haverá muitas propagandas, e-mails e ofertas para aproveitar supostas “oportunidades”. Porém, como não é um momento de liquidação total, uma parte do comércio adota algumas armadilhas para ludibriar o consumidor.

A principal armadilha é a conhecida “tudo pela metade do dobro”. Ou seja, a loja faz um aumento de preços entre outubro e novembro para poder oferecer algum tipo de desconto nessa época.

Também existe a armadilha da escassez, com a famosa frase “são as últimas unidades”. Se você está comprando um produto que está saindo de linha, provavelmente você está comprando algumas das suas últimas unidades. Se é um produto atual e que ainda estará à venda, certamente a escassez é uma informação inverídica.

Outra armadilha é a da ansiedade da euforia. Ou seja, aproveitar logo o que tem no começo do dia porque ao final do período poderá não estar mais disponível.

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As táticas para uma boa compra

Para fazer a Black Friday valer a pena e não cair em nenhuma armadilha, é muito importante acompanhar os preços com antecedência. Ao saber o histórico de preço, você tem uma noção mais clara se a oportunidade oferecida é verdadeira.

Outra tática que muita gente tem utilizado em compras online é pesquisar, ir até o carrinho de compra, colocar o seu CEP, calcular o custo do frete e, com o preço final já definido, desistir da compra. Em questão de minutos você receberá mensagens (e-mails, SMS, redes sociais) de ofertas até mais vantajosas do produto desejado. É uma prática muito interessante, hoje em dia: demonstrar a vontade de comprar e desistir no fechamento do carrinho.

Quer saber mais sobre o tema? Assista à live especial sobre o planejamento das compras na Black Friday e veja como comprar com inteligência.

Conclusão

Uma prática saudável, seja para uma Black Friday ou datas comemorativas, é sempre você estar atento à qualidade do produto, ao histórico de preço e às informações completas.

O melhor momento para comprar algo é aquele resultante de um bom planejamento, em que você avaliou o quanto custa o que você quer comprar, investiu para ter aquele recurso depois de um certo tempo e vai comprar quando acumulou os resultados da sua boa aplicação, fazendo uma boa pesquisa.

Se este momento não for uma Black Friday, faça o exercício da pesquisa, da comparação, de desistir da compra no final do carrinho e você verá que ofertas muito parecidas vão chegar a você em pouco tempo. Comprar apenas para aproveitar as supostas ofertas da Black Friday pode não valer a pena.

Que você faça boas escolhas e não sucumba ao impulso do consumo. Sucesso em suas escolhas.

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