Coluna Gustavo Cerbasi

Aposentadoria: o custo de vida aumenta ou diminui nesta fase da vida?

Não raro, encontro opiniões de especialistas que sugerem que, ao planejarmos nossa aposentadoria, devemos projetar uma renda de cerca de 70% do que ganhamos por volta dos 45 anos. O argumento é que o encerramento da carreira coincide com a saída dos filhos de casa, ou que, ao deixarmos de trabalhar, não teremos mais de arcar com despesas de networking – happy hours, por exemplo – e vestuário de primeira. Tenho fortes ressalvas em relação a esse tipo de recomendação. Acredito que nosso custo de vida de um aposentado não diminui – mas sim aumenta.

Os meus três argumentos

O bom senso e as estatísticas mostram que os gastos com saúde aumentam com o passar dos anos. Por mais saudáveis que sejamos, o avançar da idade nos induz a gastar mais com terapias tanto preventivas como corretivas. Isso todos nós sabemos.

O que muitos esquecem é que a vida de aposentado nos premia com uma grande disponibilidade de agenda. Tempo livre nos convida ao lazer, que não custa pouco.

Independentemente de onde você viva ou se imagine vivendo na aposentadoria, certamente terá muito mais a fazer em seu tempo livre se tiver recursos disponíveis. Não importa se sua predileção é pela cultura, pelas viagens, pela prática de esportes ou pela filantropia: dinheiro nos permite usar o tempo com mais criatividade e produtividade. Em outras palavras, nos mantém jovens por mais tempo.

Além dos gastos com saúde e lazer, meu terceiro argumento para o aumento dos custos se relaciona às obrigações sociais. Costumamos não perceber que, com o avançar nos anos, simplesmente aumenta o número de… parentes! Quanto mais passa o tempo, mais aumenta nossa lista de filhos, de netos, de enteados, de afilhados e afins, que nos convidam para toda sorte de celebrações: aniversários, formaturas, casamentos e chás de cozinha e de bebê, entre outros. Se você quiser cumprir com dignidade a necessidade de presentear e de se vestir bem nos diversos eventos, terá de contar com um bom orçamento.

Quando ignoramos esses fatos da vida no começo do planejamento financeiro, ainda na juventude, tendemos a nos conformar com o envelhecimento e a consequente redução das opções que teremos, como se fosse um fato da natureza.

Vida de Aposentado: o outro lado da moeda

A quem não tem opções, o que restará será envelhecer e entregar-se à restrição de atividades sociais e de lazer. A falta definitiva de dinheiro nos faz enterrar de vez a juventude.

Se não pudermos viajar com amigos, praticar um esporte ou fazer um curso, como antes, o que nos resta? A cadeira de balanço? O pijama? A televisão no domingo à tarde? Perceba que o envelhecimento está associado à rotina que a falta de dinheiro nos impõe.

Existem jovens de 40 anos que aparentam ter muito mais, em razão do estresse imposto pelo trabalho excessivo e diversas frustrações. Assim como há jovens de 80 anos que aparentam ter muito menos, pois sabem viver a vida. Normalmente, os que sabem viver têm mais saúde – inclusive a saúde financeira.
Por isso, muitas pessoas associam a vida de aposentado como algo sem prazer, pois estão vendo com seus próprios olhos pessoas nesta situação.

Se você tem tempo para planejar seu futuro, leve isso em consideração. Não seja modesto com a poupança que faz. Seja otimista com a vida que você quer ter. Adote uma vida mais simples, que seja sustentável.

Conclusão

Se o prazo que você tem não permite mudar muita coisa em termos de formação de poupança, repense a aposentadoria. Não se imagine parado, simplesmente aproveitando o tempo. Não conseguirá juntar o milhão de reais que gostaria para viver com uma boa renda? Lembre-se que, se tiver menos dinheiro, mas que permita montar um negócio bem planejado e em uma atividade que você gosta, poderá continuar trabalhando e, com isso, obter a mesma renda.

A única posição não recomendada é a acomodação. Se chegar à aposentadoria e perceber que não alcançou seus objetivos, você já não terá mais escolhas a fazer. Aja enquanto pode.

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