Coluna do Assessor

O que são Fundos de Investimento em Participações (FIPs) e quais as vantagens?

Cada vez mais a máxima Risco x Retorno está fazendo parte do dia a dia dos brasileiros, que enxergam na atual Taxa Selic, a 2% a.a., uma necessidade de busca por alternativas para continuar com rendimentos que conseguiam quando a taxa estava em patamares bem mais elevados. Essa busca por retornos é vista como benéfica, pois traz liquidez e um grande número de novos CPFs a mercados não explorados anteriormente. Isso traz novos produtos e emissores que nos ajudam na fundamental regra de diversificação de riscos.

A busca por diversificação na carteira não é assunto novo para a grande maioria dos investidores. Pelo contrário, a importância de balizar riscos e segmentos de mercado em seus investimentos, diminuindo os riscos globais da carteira, é bem difundida. O objetivo é buscar equilíbrio e rentabilidade para lidar com momentos de estresse e alta volatilidade, como a pandemia da COVID-19, da melhor forma possível.

O FIP – Fundo de Investimento em Participações, também conhecido como Private Equitiy, nos traz esse viés de diversificação, compondo a carteira e trazendo um novo nicho de investimento alternativo.

Tipos de FIP

Existem diversos tipos de FIPs: FIP – Empresas Emergentes, FIP – Capital Semente, FIP – Infraestrutura (FIP-IE) e FIP – Multiestratégia. Cada um com diferentes regras de composição e negociação. Existem Fundos de Investimento em Participações que possuem a estrutura semelhante a um Fundo de Investimento tradicional, que contam com uma gestão que seleciona os ativos a serem investidos. Há também FIPs que se assemelham aos Fundos Imobiliários (FIIs), que são negociados em Bolsa (liquidez D+2) e possuem rendimentos isentos de Imposto de Renda.

Para entendermos os diferenciais dos fundos, é preciso avaliar cada emissão. No modelo citado acima, temos como diferencial o benefício fiscal. O FIP é isento de IR no rendimento e na alienação da cota negociada em Bolsa. Seus recursos podem ser aplicados em empresas de capital aberto, fechadas ou sociedades limitadas, em fase de desenvolvimento, o que resulta em oportunidades de ganhos relevantes, com alto potencial de retorno.

A gestão do fundo estará dentro das companhias, no board, notadamente com poder de influência e decisão na política estratégica e gestão da empresa, fazendo parte do processo de amadurecimento da companhia para vendê-la futuramente ou a tornando uma possível candidata a um IPO na Bolsa.

Riscos de investir em FIPs

Embora apresente uma perspectiva de lucro positiva temos que avaliar também o significativo nível de risco que esse ativo envolve, como o risco do mercado em que a empresa atua. Por se tratar de empresas que não estão listadas na Bolsa, essas instituições podem oferecer menos solidez, o que aumenta o risco de sofrerem com questões macroeconômicas e setoriais.

Adicionalmente, também existe o risco de liquidez. Nem todo FIP é negociado em Bolsa e pode não ter tanta liquidez quando comparado ao mercado como um todo.

Em resumo, o FIP traz para o mercado uma enorme gama de oportunidades reunidas em uma aplicação. O produto representa a possibilidade de mitigação de risco global da carteira, participando de negócios que muitas vezes ainda não existem em Bolsa, pode trazer uma possibilidade de Investimentos no Exterior, é feito por uma gestão profissional e atua em investimentos com alto potencial de retorno.

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Evelyn Dias

Evelyn Dias, CFP®:
Evelyn Dias é economista pela Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), pós graduada pela FGV e possui certificação CFP®. Hoje é assessora de Investimentos do BTG Pactual digital.

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