Tesouro direto é uma plataforma que permite ao investidor pessoa física realizar investimentos emprestando dinheiro para o Governo Federal e recebendo uma taxa de juros em troca.

Nos últimos anos o tesouro direto se popularizou muito na medida em que a informação sobre sua existência se tornou cada vez mais difundida, tanto na mídia convencional – por meio dos comentaristas de economia e finanças, quanto na internet, por meio de blogs, sites de finanças e investimentos e canais de Youtube dos chamados influenciadores digitais que cobrem o tema.

Número crescente de aplicadores cadastrados no tesouro:

Mensalmente o número de aplicadores cadastrados no tesouro direto bate novos recordes, sendo o número total já superior a 2 milhões de investidores. Já o número de investidores ativos, que são aqueles que possuem efetivamente algum investimento no programa, está próximo a 600 mil pessoas.

Na medida que as informações estejam cada vez mais disponíveis e as pessoas tenham acesso a elas, é natural que migrem seus investimentos da poupança – ou daqueles produtos de baixo desempenho vendidos especialmente pelos bancos comerciais – para o tesouro direto.

A segurança do tesouro direto

Um dos pontos que reforçam a preferência do investidor mais conservador pelo tesouro direto, refere-se a segurança. Basicamente os investimentos de renda fixa possuem como principal risco, o chamado risco de crédito, que é o risco do emissor de um título não honrar o pagamento do capital investido de volta ao investidor no final da aplicação.

Nesse contexto, existem 3 possibilidades para o investidor no mercado de renda fixa: emprestar dinheiro para o governo (investir em títulos públicos como os disponíveis na plataforma do tesouro direto), emprestar dinheiro para bancos (investir em títulos de emissão bancária, como CDBs, LCIs, LCAs, LFs, etc) ou emprestar dinheiro para empresas (investir em debêntures).

Entre esses 3 emissores de títulos de renda fixa, investir com  garantia do governo federal é a mais segura das alternativas, já que bancos e empresas podem falir.

Investir nos títulos emitidos pelos bancos é a segunda alternativa mais segura, na medida que toda a regulação do sistema financeiro já cria uma certa blindagem e, adicionalmente, existe a garantia do Fundo Garantidor de Crédito que cobre boa parte dos investimentos feito via bancos, mesmo que eles venham a quebrar, até um determinado limite.

Sendo assim, para o investidor conservador que mantém seus investimentos em caderneta de poupança, investir no tesouro direto é um primeiro passo para melhorar a rentabilidade e manter um elevado nível de segurança, já que a rentabilidade da poupança é menor do que a proporcionada pelos títulos públicos.

A relação risco x retorno

Como comentamos acima, o tesouro direto é uma alternativa segura e com retorno superior à poupança, sendo o primeiro passo de um investidor iniciante que começa a aprender sobre investimentos.

No entanto, existe uma questão que precisa ser melhor entendida:

Imagine que você, investidor, tenha duas possibilidades de investimento. As duas te pagam 10% de rentabilidade ao ano. Porém a alternativa A tem um risco considerado muito baixo e a alternativa B tem um risco mais elevado. Diante desse quadro, qual seria a sua escolha?

Pressupõe-se que entre dois investimentos de mesmo retorno, um investidor tomando uma decisão racional, optará pelo de menor risco.

Sendo essa premissa verdadeira, então o que levaria um investidor a optar por uma modalidade de investimento de maior risco? Justamente a possibilidade de um retorno mais elevado!

Sendo assim, o investidor deve ter em mente que, conceitualmente, não se pode esperar que o tesouro direto proporcione a melhor das rentabilidades disponíveis no mercado financeiro, uma vez que seu risco é considerado baixo quando comparado ao das outras possibilidades de renda fixa.

A rentabilidade do tesouro direto

Vamos entender os 3 principais tipos de títulos negociados no tesouro direto:

Tesouro selic:

A rentabilidade do tesouro selic é atrelada à taxa selic. Diariamente ele será corrigido pelo fator diário da taxa equivalente à taxa anual vigente. Portanto, considerando a taxa selic em 6,5% ao ano, a rentabilidade do título tesouro selic será equivalente a essa taxa.

Tesouro prefixado:

A rentabilidade do tesouro prefixado é, como o nome sugere, prefixada. Exemplo: 8% ao ano. Nesse caso ela não é atrelada a nenhum indicador, ela é previamente definida no momento do investimento.

Tesouro IPCA+:

A rentabilidade do tesouro IPCA+ é atrelada ao IPCA adicionada de uma taxa fixa, exemplo: IPCA+ 5% ao ano.

Cada investidor poderá, portanto, escolher um tipo de título do tesouro que seja corrigido conforme a sua preferência.

É importante observar também que no caso do tesouro prefixado e do tesouro IPCA+, a rentabilidade pactuada no momento da compra do título é garantida apenas se o investidor levar o título até o vencimento. Caso o investidor resolva se desfazer do título antes do vencimento, o título estará exposto às condições de mercado, podendo inclusive ter rentabilidade maior que a pactuada, menor que a pactuada ou até mesmo rentabilidade negativa (prejuízo).

E então? Tesouro direto vale ou não vale a pena?

Para o investidor iniciante que tem seus investimentos na caderneta de poupança, o tesouro direto pode representar o primeiro passo na melhoria do desempenho de seus investimentos.

Porém, para o investidor que deseja conhecer outras possibilidades e melhorar a remuneração de seu capital, o mais adequado é, sem dúvida, a escolha de outras modalidades – mesmo na renda fixa – de investimentos na própria modalidade de renda fixa, onde certamente encontrará rentabilidade superior.

Onde encontrar alternativas melhores que o tesouro direto?

Até pouco tempo atrás encontrar alternativas de investimentos era um tremendo desafio para o investidor pessoa física. Porém, hoje, tudo isso está amplamente disponível por meio da plataforma BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de vários bancos com uma única conta.

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