Muitas pessoas se sentem atraídas pelas possibilidades de resultados na bolsa de valores. De fato, investir em ações pode ser uma alternativa muito interessante para investidores com perfil de maior abertura a risco — moderados ou arrojados.

Entretanto, ao mesmo tempo em que as oscilações da renda variável podem trazer ganhos, elas também apresentam riscos. Assim, quem não toma alguns cuidados relevantes corre o perigo de enfrentar problemas em seus investimentos.

Existem alguns pontos de atenção que eu considero imprescindíveis para o investidor na renda variável. Veja o que você precisa saber antes de investir em ações!

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Entenda que ações são investimentos de longo prazo

Se você já tem algum conhecimento sobre o mercado financeiro e a bolsa de valores provavelmente sabe que existem maneiras diferentes de operar com ações. Além de investir com foco no longo prazo, é possível também buscar lucros com as oscilações de preço.

A estratégia se refere às atividades de especulação. No caso, o objetivo não é de analisar empresas para ter na carteira, mas de observar as tendências do mercado para comprar e vender papéis procurando ganhos com a diferença de preço.

Pessoalmente, minha visão em relação às ações é considerando o foco no longo prazo. Há alguns motivos para tal escolha. Por exemplo, a exposição maior ao risco na especulação, por conta de se expor diretamente à volatilidade.

Especuladores, de modo geral, precisam ter estratégias e técnicas de análise muito eficientes — e, de igual forma, dedicar tempo para acompanhar o mercado e encontrar oportunidades. Por isso, é uma prática complexa, que exige conhecimento e experiência de quem quer resultados consistentes.

De outro lado, o investimento para o longo prazo, quando também está baseado em análises eficientes, pode se apresentar mais estável e com melhor manejo de risco. Afinal, não há a necessidade de venda no curto prazo, então a exposição à volatilidade é menor.

Gustavo Cerbasi fez uma live sobre estratégias de investimento de curto e longo prazo, assista e descubra como equilibrar suas finanças.

Tenha uma reserva de emergência

A ideia ao fazer investimentos na renda variável nunca deve ser a de negar os riscos inerentes a ela. Ao contrário, precisamos reconhecê-los e entendê-los para que seja possível se proteger deles de maneira eficiente.

Portanto, a primeira questão que considero importante que você saiba antes de investir em ações é que olhar para os ativos no longo prazo oferece possibilidade de segurança relativa na bolsa de valores — mas deixando claro sempre que, ainda assim, existem os riscos.

E como lidar com eles? Um passo essencial é ter uma reserva de emergência. Uma das melhores estratégias de proteção na bolsa é você ter dinheiro alocado em ativos mais seguros, longe da renda variável.

Ter aplicações seguras é o que possibilita um chão firme para que se possa arriscar mais em outros ativos que tragam oportunidades de rendimentos acima da média ou do benchmark da renda fixa — que reúne as aplicações mais estáveis.

Você pode me perguntar qual seria o valor ideal para ter na reserva de emergência. Minha orientação é separar dinheiro suficiente para suprir suas despesas por, pelo menos, de 6 meses a 12 meses.

A lógica por trás da prática é que seria possível contar com esse intervalo de tempo, caso alguma demanda financeira importante aparecesse. Tendo uma reserva nas proporções ideais, você evita precisar resgatar a quantia que investiu na bolsa – visando um horizonte maior de tempo – no curto prazo.

Se quiser saber mais sobre a reserva de emergência, acesse o conteúdo: “O que é reserva de emergência e como planejar a sua.”

Separe o dinheiro de compromissos com datas definidas

Outra dica indispensável para quem deseja investir em ações com segurança é manter seus objetivos de curto e médio prazo também em aplicações mais estáveis. Percebe como eu realmente vejo a bolsa no longo prazo?

Significa que a renda variável não é o local ideal para deixar dinheiro que seja destinado a compromissos ou metas que tenham uma data definida. Por exemplo, se você pretende fazer uma viagem no final do ano não deve colocar o valor referente a ela em ações.

Da mesma forma, quem tem o plano de adquirir um carro daqui a dois anos ou comprar uma casa nos próximos cinco anos deve procurar ativos seguros que tenham prazo de vencimento próximo ao de cada meta.

Ainda que o plano seja de médio prazo, não é interessante confiar em ativos voláteis como as ações. Afinal, imagine que você está realizando investimentos para comprar sua casa e que os papéis vêm valorizando bastante nos últimos anos.

Então, bem na época em que foi definida para a aquisição e você encontra uma ótima oportunidade de imóvel, a bolsa passa por uma baixa temporária. Suas ações acabam apresentando prejuízo no período e não seria vantajoso resgatar o dinheiro.

O que fazer? Esperar a bolsa se valorizar novamente e perder o imóvel dos seus sonhos? Ou vender suas ações e amargar o prejuízo do investimento? Os dois casos trariam desvantagens, certo? Por isso, o melhor é que o dinheiro para planos com datas definidas esteja na renda fixa.

#DicaBTG: Descubra 6 razões para você ter investimentos em Renda Variável em sua carteira.

Tenha paciência ao investir em ações

Se você seguir as dicas que tenho dado até aqui, estará em boas condições de fazer seus investimentos em renda variável. Ou seja, separando o dinheiro de uma reserva de emergência e dos compromissos de curto e médio prazo, é possível identificar aquele que pode ir para a bolsa.

Uma das maiores vantagens de tomar os cuidados citados é usufruir de tranquilidade. Afinal, não será necessário se preocupar excessivamente com as quedas do mercado financeiro no curto prazo — já que sua visão é de longo.

Sabemos que o preço das ações pode cair temporariamente em alguns momentos por conta de crises econômicas, dificuldades da empresa ou setor que investimos etc. Contudo, se a companhia continua sólida, a tendência é que os valores voltem a subir.

Então, quem está com reservas tranquilas e não precisa resgatar o dinheiro pode ter a paciência necessária para não se abalar com a volatilidade. Ao investir na bolsa apenas valores que você não precisa resgatar em breve, será possível aproveitar a valorização de longo prazo.

Essa é a estratégia utilizada por grandes investidores adeptos do buy and hold e do value investing, por exemplo. Investir em ações orientado por ela lhe dá mais liberdade para fazer escolhas e deixar parte das suas finanças protegida dos riscos de prejuízo da renda variável.

E então, o que achou do modo de investir em ações que descrevi neste post? Ficou com dúvidas sobre o que saber antes de investir em ações ou deseja compartilhar sua opinião acerca do assunto? Deixe um comentário!

Leia também: Investir em ações: 6 Dicas para começar sem medo!

André Bona:

Com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, ensinando milhares de pessoas a investirem melhor, Bona é professor, palestrante e parceiro de conteúdo do BTG Pactual digital.

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