Coluna André Bona

O que são debêntures e como investir?

Renda fixa x renda variável

Dentre as modalidades de investimento disponíveis no mercado, existem aquelas classificadas como renda fixa e aquelas classificadas como renda variável.

Na renda fixa, temos os investimentos onde o investidor sabe previamente qual será a remuneração do seu capital, podendo essa remuneração ser com taxa definida (prefixada) ou atrelada a algum indicador de referência (Selic, CDI, IPCA, etc).

A renda fixa consiste basicamente num empréstimo que um investidor faz a governo, bancos ou empresas e recebe uma remuneração por isso. O investidor torna-se um credor. Sendo assim, na renda fixa, existe sempre o “emprestador” do dinheiro – o investidor – e o emissor de uma dívida – governo, banco ou empresa.

Já na renda variável, temos os investimentos onde o investidor não tem nenhuma garantia de remuneração podendo ter variações negativas, inclusive.

Na renda variável o investidor não empresta dinheiro. Em geral, ele se torna sócio de uma empresa e obterá seus ganhos de acordo com o desempenho dessa empresa.

 

Tipos de renda fixa

A modalidade de renda fixa mais conhecida é a caderneta de poupança. Mas essa não é a única e nem a melhor forma de investir em renda fixa. Há diversas alternativas melhores do que a poupança!

A renda fixa pode se dividir da seguinte forma, de acordo com quem faz a emissão:

Emissão pública: são os títulos emitidos pelo governo federal, tais como tesouro selic, tesouro prefixado, tesouro IPCA+.

Emissão bancária: são os títulos emitidos por bancos, tais como CDB, LCI, LCA, LF.

Emissão corporativa: são os títulos emitidos por empresas, tais como as debêntures.

Uma vez que esses conceitos estejam entendidos, vamos tratar da explicação sobre as debêntures.

 

O que são Debêntures?

As debêntures são, portanto, emissão de dívida de empresas que podem ser adquiridas como investimentos de renda fixa em troca de uma remuneração previamente combinada.

Em resumo: ao investir em debêntures, o investidor está emprestando dinheiro para empresas.

 

Por que uma empresa opta por emitir debêntures?

Duas dúvidas comuns para investidores iniciantes são:

A.  Se uma empresa precisa tomar empréstimos porque então ela não procura os bancos para isso?

Motivo 1: Quando uma empresa vai ao mercado bancário captar recursos, normalmente ela precisa enquadrar seu fluxo de pagamentos às condições do banco. Já quando ela opta por tomar esse empréstimo via emissão de debêntures, ela tem a comodidade de estabelecer as condições de como pagará essa dívida. Então, via emissão de debêntures, a empresa pode fazer um casamento do fluxo de pagamentos com suas necessidades de financiamento.

Vamos supor que uma empresa esteja captando recursos para expandir suas atividades e que essa expansão vai gerar um aumento nas receitas da empresa. Porém, pelo projeto, essas novas receitas demorarão alguns anos para começar. Então a empresa, via emissão de debêntures, pode definir o fluxo de pagamentos ao investidor com os mesmos prazos do retorno do projeto, o que dificilmente seria obtido via bancos.

Motivo 2: Quando uma empresa pega empréstimos bancários, o dinheiro proveniente desses recursos vem da captação dos bancos. Então um investidor empresta dinheiro para o banco e o banco empresta o dinheiro para as empresas. Porém o banco cobra um spread nessa operação, que é seu lucro. Então quando uma empresa faz a emissão de sua dívida direto ao investidor, ela consegue obter um custo menor de juros, pois “contorna” o spread bancário e isso reduz o custo de sua dívida.

B.  Outra dúvida é: se a empresa precisa de empréstimos então significa que ela está em dificuldades financeiras?

Não necessariamente. As necessidades de financiamento das empresas ocorrem inclusive para a expansão de suas atividades e aumento de sua receita e lucratividade. Portanto a emissão de dívida corporativa serve também para financiar o crescimento da empresa.

 

 

Rentabilidade das debêntures

Até aqui você já compreendeu o que são as debêntures. Agora provavelmente você esteja pensando:

Ok André, mas qual é a rentabilidade das debêntures?

Como um investimento de renda fixa, as debêntures podem possuir rentabilidade prefixada ou pós-fixada associada a um indicador, como o CDI ou o IPCA.

E aí certamente você virá com outra pergunta:

Tá André, isso eu entendi! Mas a rentabilidade das debêntures é maior do que a rentabilidade dos títulos do tesouro e dos ativos de emissão bancaria?

Sim, a rentabilidade das debêntures é potencialmente maior aos ativos emitidos pelo governo e pelos bancos, simplesmente porque as debêntures possuem um risco mais elevado.

 

Riscos associados às debêntures

O risco de crédito é o principal risco dos investimentos de renda fixa. O risco de crédito diz respeito a capacidade do emissor honrar com o que foi acordado e fazer os pagamentos de juros e principal ao investidorconforme preestabelecido.

No caso dos títulos do tesouro a garantia é o próprio governo federal. No caso dos ativos de emissão bancária a garantia é o banco emissor – cada banco possui seu nível de solidez – sendo que para grande parte dos ativos existe a garantia do Fundo Garantidor de Crédito em caso de quebra da instituição.

Já no caso das debêntures, a garantia está relacionada com a própria empresa emissora. Importante reforçar que neste caso não há garantia do governo e nem do FGC. Por esse motivo as debêntures possuem um risco de crédito um pouco mais elevado e consequentemente remuneram melhor o investidor.

 

Garantias das debêntures

Uma vez que as debêntures não contam com garantia do governo e nem do FGC, as empresas emissores podem ofertar algumas garantias adicionais.

Essas garantias são pertinentes a cada emissão e vale a pena o investidor se informar sobre elas quando for avaliar o investimento especificamente em uma debênture.

Algumas debêntures não possuem nenhum tipo de garantia adicional e o investidor está exposto ao risco da própria capacidade financeira da empresa emissora, enquanto que outras debêntures possuem garantias reais, que podem ser bens (imóveis, por exemplo) ou direitos que não podem ser vendidos pela companhia emissora. Nesse segundo caso, o investidor está mais protegido, pois em caso de falta no pagamento, o bem pode ser liquidado para garantir o pagamento aos debenturistas.

Um outro indicador que pode ajudar o investidor na avaliação de uma debênture é sua nota de crédito, o Rating.O Rating é uma nota dada para a emissão por uma companhia de avaliação de risco. Quanto maior a nota, menor a percepção de risco sobre a debênture. Quanto menor, maior o risco de calote. O Rating acompanha o material publicitário de toda debênture.

 

Liquidez

As debêntures não possuem boa liquidez quando comparadas a outros investimentos disponíveis no mercado financeiro. É imprescindível que o investidor, ao alocar parte do capital em debêntures, o faça sempre com o objetivo de leva-lo até o vencimento.

 

Debêntures e o planejamento pessoal

As debêntures são investimentos de baixa liquidez e com horizonte de médio e longo prazo. Por isso o investidor deve considerar todos os aspectos relacionados a remuneração e riscos já comentados anteriormente, mas deve considerar também o seu planejamento financeiro pessoal. Em geral, a alocação de parte do patrimônio em debêntures deve ser feita para uma parcela do capital destinado a acumulação de patrimônio de longo prazo e que não precise ser resgatada antes do vencimento.

Observadas as condições de risco e o planejamento pessoal, as debêntures podem ser excelentes alternativas para acelerar a rentabilidade do investidor.

 

Como investir em debêntures?

Por meio da plataforma do BTG Pactual digital é possível investir em debêntures.

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