Todo investidor que faz investimentos no mercado brasileiro certamente já deve ter ouvido falar na alocação por perfil de risco – o principal método de investimento utilizado para montagem de carteira, que tem como base a análise de perfil de cada investidor quanto à sua tolerância ao risco. Recentemente, no entanto, um novo método – cuja alocação se baseia nos objetivos pessoais de cada indivíduo – tem ganhado espaço entre os investidores.

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É sobre este novo conceito – batizado de Goal-Based Investing (GBI) ou investimento baseado em objetivos – e as principais diferenças entre este método de investimento e o método tradicional, baseado em perfil, que se trata o artigo de hoje. Entenda, ao longo dos próximos parágrafos, por que o GBI tem se tornado um dos principais temas abordados por educadores financeiros no país e o motivo pelo qual este conceito tem conquistado cada vez mais investidores ao redor do planeta.

A importância do método

Dar os primeiros passos no mundo dos investimentos é uma etapa a ser comemorada por qualquer investidor. Afinal, ainda são poucas as pessoas – sobretudo no Brasil – que têm o hábito de poupar e aportar seus recursos no mercado financeiro.

Esta prática, no entanto, deve ser realizada de maneira adequada e assertiva, considerando não apenas as melhores oportunidades de rentabilidade, mas também outros fatores diversos que impactam nas decisões e na composição da carteira de investimentos. E é exatamente por isso que se faz necessário o uso de um método para se investir.

Sem um modelo definido para alocação de recursos e montagem de carteira, o investidor corre sérios riscos de tomar decisões equivocadas na hora de realizar seus aportes no mercado financeiro – tanto na renda fixa quanto na renda variável.

Conheça a seguir as principais características do método de alocação por perfil de risco e do modelo de alocação baseado em objetivos e descubra as principais diferenças entre estes dois modelos.

Alocação por perfil de risco

O principal – e mais tradicional – modelo de investimentos é o de alocação por perfil de risco, cujo foco é permitir a seleção dos melhores produtos do mercado de acordo com o perfil de risco de cada investidor. Neste modelo, os investimentos são escolhidos depois de o investidor passar por uma análise de perfil de risco – na qual são quantificados os riscos aos quais o investidor está disposto a se expor.

Na etapa inicial de aplicação deste método, o investidor responde a um questionário – conhecido como API (Avaliação de Perfil do Investidor), no qual define-se um perfil de acordo com a tolerância ao risco do investidor. Este perfil pode ser conservador, moderado ou agressivo.

No Brasil, a aplicação do API é obrigatória entre as instituições financeiras – que precisam também orientar seus clientes quando um produto ou uma estratégia de investimento escolhida por ele não estão de acordo com seu perfil enquanto investidor.

Definido o perfil de risco, este método de investimento sugere a seleção de uma carteira de investimentos que tenha uma relação de risco-retorno histórico compatível com o risco tolerado por este investidor. A partir da composição da carteira, o investidor passa a realizar aportes ao longo do tempo – fazendo o rebalanceamento do seu portfólio periodicamente, de modo que se conserve a proporção do risco-retorno da carteira como um todo, visando sempre uma maior rentabilidade no longo prazo.

Ainda dentro do conceito de alocação por perfil de risco, recomenda-se sempre a diversificação dos investimentos – que promove uma espécie de proteção da carteira contra variações, sob forma de compensação entre os produtos que compõem este portfólio.

Alocação baseada em objetivos

O conceito de realizar investimentos com base nos objetivos – chamado de Goal-Based Investing (ou GBI) – surgiu nos Estados Unidos há alguns anos e, aos poucos, vem se consolidando em outros mercados mundiais – como o Brasil –como um método inovador para a tomada da decisão dos investimentos.

A principal meta da alocação baseada em objetivos é oferecer ao investidor a possibilidade de escolher seus investimentos de acordo com seus planos e metas pessoais – sem manter o foco, exclusivamente, na rentabilidade dos investimentos.

Neste modelo, a decisão de investimento é orientada pelos objetivos do investidor – que precisa definir seus planos e objetivos de vida para o curto, médio e longo prazo. Identificados estes planos, o investidor escolhe as melhores opções de investimento de acordo com os objetivos traçados e com a necessidade de liquidez que ele vier a ter.

Alocação por perfil de risco x Alocação baseada em objetivos

A principal diferença entre a alocação por perfil de risco e a alocação baseada em objetivos está na personalização da carteira de investimentos. Enquanto o método de investimento baseado em perfil não faz diferenciação da necessidade individualizada do investidor, a alocação baseada em objetivos tem como função essencial permitir ao investidor escolher e distribuir seus investimentos de modo a viabilizar a conquista de cada um dos objetivos traçados para seus investimentos.

Por conta disso, é possível que um grande grupo de pessoas que – que têm o mesmo perfil enquanto investidores e que utilizam o método de alocação baseada em perfil – recebam sugestões de alocação semelhantes e que sejam alertadas pelas instituições financeiras quando uma aplicação fora do perfil indicado é realizada. Já com a abordagem do GBI, a composição de carteira acaba se dando de forma totalmente personalizada – em linha com os objetivos pessoais do investidor.

Em relação à rentabilidade, a alocação por perfil de risco terá sempre por finalidade gerar ao investidor as melhores oportunidades de rentabilidade – desde que alinhadas com o perfil do investidor e sua tolerância aos riscos. A visão de investimento bem sucedido no método GBI, por outro lado, é o alcance ou não dos objetivos planejados – uma vez que o método sustenta que os investimentos são um meio para atingir determinados planos, metas e objetivos – sejam eles a conquista da independência financeira, aposentadoria, preservação e transmissão de patrimônio, entre outros. A performance, portanto, é medida pelo alcance dos objetivos pessoais do investidor – e não pela rentabilidade da carteira.

Por que utilizar o método GBI para os investimentos?

A percepção de que as decisões de investimento devem ser tomadas em função do objetivo definido tem ganhado cada vez mais força – com a educação financeira sendo cada vez mais desenvolvida com base nesta linha de pensamento.

Particularmente, entendo que o uso do método GBI para os investimentos, em muitos casos, acaba trazendo muito mais conforto e clareza ao investidor, pois permite que as escolhas de investimento sejam feitas de maneira totalmente personalizada, com base nos objetivos definidos e independentes de cenários econômicos ou notícias do dia a dia que, na prática, poderiam afetar o portfólio de investimentos e as decisões do investidor.

Além disso, quando o investidor traça os objetivos e o faz em prazos, acaba sendo possível uma identificação mais clara sobre qual montante da carteira deve ser posicionada em curto, médio e longo prazo, bem como os prazos de vencimento de cada um dos produtos financeiros. Desta maneira, o investidor consegue monitorar melhor sua carteira e maiores chances de atingir suas metas – uma vez que seus investimentos ficam atrelados à realização de cada objetivo.

Para quem procura por um método de investimento que fuja ao tradicional, a alocação baseada em objetivos pode ser uma aliada importante na tomada de decisões sobre investimentos, na composição de portfólio e, principalmente, na realização de sonhos e objetivos financeiros estabelecidos pelo investidor ao longo da vida.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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