Coluna André Bona

Liquidez nos investimentos: o que é qual sua importância

Em um artigo recente que escrevi para esta coluna expliquei que a escolha dos melhores investimentos para composição de portfólio deve ser sustentada pelo tripé dos investimentos, composto  por pela liquidez, pelo risco ou segurança e pela rentabilidade de cada produto.

Hoje é o momento de falarmos sobre a importância da liquidez nos investimentos e os motivos pelos quais você não deve deixar de considerá-la na hora de realizar seus aportes. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o tema.

Liquidez: o que é?

Apesar de ser um termo bastante comum no mundo das finanças e investimentos, muita gente ainda tem dúvidas sobre o que é, de fato, a liquidez. De modo simples e descomplicado, podemos definir a liquidez como a capacidade de transformar um ativo – seja ele um bem ou investimento – em dinheiro, que estará disponível para as mais diversas finalidades.

É justamente esta velocidade de transformação de um ativo ou bem em dinheiro disponível para uso que define a liquidez de uma um investimento. Quanto mais rápido ocorrer esta conversão, mais líquido o bem ou investimento será.

Esta característica é o que faz da liquidez um item tão importante a ser considerado na hora da tomada de decisão quanto aos investimentos. Por isso, é fundamental que o investidor mantenha-se sempre atento à liquidez dos produtos de seu interesse antes de decidir realizar ou não um aporte.

A liquidez dos investimentos

Imagine, por exemplo, que você possui um determinado valor investido em títulos do Tesouro Direto, cujos vencimentos devem ocorrer em 2 anos. Se, dentro deste período você precisar transformar seu investimento em dinheiro, correrá riscos de perder parte do valor aplicado ou até mesmo de não conseguir vendê-los no tempo que precisa.

A liquidez provavelmente seria ainda menor no caso de um imóvel de alto padrão, por exemplo, que você adquiriu para investimentos. Suponha que você precise vendê-lo para ter dinheiro em mãos. É bastante possível que a venda pudesse demorar bastante tempo ou que, na pressa de vendê-lo, você até mesmo aceitasse perder dinheiro e negociar o bem por valores bem abaixo do mercado apenas para receber o dinheiro pelo imóvel, não é mesmo?

Isto ocorreria por conta da liquidez do bem, que é imensamente mais baixa que produtos financeiros com boa liquidez – como a caderneta de poupança ou os fundos de investimento que permitem resgate de cotas no mesmo dia ou em um curto espaço de tempo. Cada produto possui uma liquidez diferente – que varia entre alta, média e baixa – e o investidor precisa estar atento a ela.

A liquidez e a escolha dos investimentos

A decisão de escolha dos investimentos deve estar pautada, em primeiro lugar, no planejamento e objetivos do investidor em relação a cada investimento que faz parte do seu portfólio. Por isso, é altamente recomendado que o investidor tenha convicção de suas escolhas antes de decidir imobilizar parte do seu capital.

Para evitar problemas relacionados à falta de liquidez dos seus investimentos – e para não passar por apuros na hora de precisar converter parte dos seus investimentos em dinheiro – uma boa opção é construir uma reserva de emergências, que pode ser utilizada quando preciso, sem que haja necessidade de resgatar antecipadamente alguns investimentos. Por isso, ao considerar realizar investimentos, dê preferência, em primeiro lugar à formação de uma reserva de emergência.

O montante destinado à reserva de emergência – cujo valor pode variar de 6 a 12 meses do seu custo mensal ou o valor que se mostrar mais confortável para você – pode ser aplicado em um fundo DI, por exemplo, ou – menos recomendado – na caderneta de poupança, uma vez que estes produtos costumam ter liquidez bastante alta, disponibilizando com rapidez o valor investido em dinheiro líquido.

Construída a reserva de emergência, chega o momento de montar uma carteira de investimentos. Neste caso, a diversificação pode ser uma importante aliada para o investidor, que terá condições de compor um portfólio sólido, baseado no tripé dos investimentos que citei no início deste artigo: liquidez, segurança e rentabilidade.

Considere, na hora de montar sua carteira de investimentos, os níveis de liquidez, segurança e rentabilidade de cada produto e faça escolhas que estejam alinhadas aos seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo. Repare que, neste sentido, é imprescindível atentar-se mais uma vez à liquidez.

Afinal de contas, de quê adianta você aplicar um montante destinado a uma viagem que fará em 2 anos em uma aplicação cujo vencimento se dará em 5 anos? Ou escolher realizar um aporte em um determinado produto que vence em 2 anos – e que oferece uma baixa rentabilidade – se os planos para o valor investido são de longo prazo – como a compra da casa própria ou mesmo a aposentadoria?

Como usar a liquidez para aumentar os ganhos nos investimentos

Se, por um lado, verificar sua necessidade de liquidez para uma decisão de investimento é essencial, por outro, tendo um bom planejamento financeiro, você poderá também “manobrar” a liquidez de sua carteira de maneira a melhorar a sua rentabilidade.

Mas, como assim? Simples: se você já tem na sua carteira uma parte do capital líquido e disponível para necessidades e eventualidades imediatas, então você pode separar uma outra parte do seu patrimônio e abrir mão da liquidez. Ao abrir mão da liquidez, é possível encontrar produtos com melhores retornos. Se você precisa de liquidez, por exemplo, pode achar um CDB com rentabilidade na casa de 100% do CDI. Mas se você puder abrir mão da liquidez em uma parte do patrimônio, poderá encontrar CDBs com rentabilidades de 110%, 115%, e até mais do que 120% do CDI, simplesmente pelo fato de que esses CDBs possuem prazo para resgate que pode chegar a 4, 5 ou 6 anos. Logo, o planejamento individual permite manobrar a liquidez da carteira e melhorar a rentabilidade.

Conclusão

Conhecer a liquidez dos investimentos é tarefa essencial para todo investidor que deseja montar uma carteira de investimentos sólida e que, de fato, espelhe seus objetivos financeiros e suas necessidades quanto à conversão de parte do montante aplicado em dinheiro para uso em caso de necessidade. Desta forma, você evita passar por apuros ao não poder imobilizar seu patrimônio quando for preciso – o que ocorre com mais freqüência do que você pode imaginar.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

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