Se você investe em ações ou já pensou em investir no mercado financeiro já deve ter ouvido falar em análise fundamentalista e análise técnica. De maneiras distintas, estas duas análises auxiliam o investidor ou especulador a analisar os melhores ativos e as melhores oportunidades para operações no mercado.

Mas, para quê serve cada uma destas escolas de análise? Como e quando escolher a análise fundamentalista e a análise técnica na hora de realizar seus investimentos em ações? Estas são dúvidas que, constantemente, surgem no dia a dia do investidor.

Por isso, no artigo de hoje, decidi explicar um pouco mais sobre o papel e as principais características da análise fundamentalista e a análise técnica – que podem ser muito úteis na hora da tomada de decisão quanto aos seus investimentos e operações em ações. Confira!

O que é análise técnica?

A análise técnica nada mais é que o estudo dos movimentos do mercado financeiro, com o objetivo de encontrar pontos de compra e venda aproveitando-se do movimento dos preços de ações e ativos. Bastante utilizada por traders do mercado financeiro, esta escola tem como base principal a análise de gráficos e a análise de dados históricos referentes à evolução e movimentação dos preços ao longo do tempo.

Entre as ferramentas que fazem parte da análise técnica estão os padrões gráficos, pontos de suporte e resistência dos preços, médias móveis e tendências. O volume de negociações de um determinado ativo também é levado em conta na hora de buscar as melhores oportunidades para investimento e operação no mercado.

A Teoria de Dow

Formulada em 1884 por Charles Henry Down, a Teoria de Dow é referência para a análise técnica moderna. Segundo esta teoria, os índices de mercado – como o índice Ibovespa – são o reflexo de fatores diversos que afetam a cotação dos preços e, por isso, “descontam tudo” o que poderia impactar no preço dos ativos e ações – ajustando com rapidez eventuais efeitos de notícias ou alterações no cenário interno ou externo nos preços.

Outros importantes fundamentos da Teoria de Dow estão relacionados às tendências do mercado – as tendências primárias, secundárias e terciárias, às médias e aos volumes de determinados ativos negociados no mercado – que podem confirmar determinada tendência.

Como e quando utilizar a análise técnica? 

A análise técnica é indicada, em geral, para investidores e especuladores que têm interesse em comprar e vender ações ao longo do tempo – seja em um único dia, com operações day trade, ou em um período maior de tempo, com operações swing trade ou position – sem que haja interesse de construir, necessariamente, uma carteira de ações. Basicamente, ganhar dinheiro com a variação dos preços dos ativos, sejam eles quais forem.

Para quem tem interesse em realizar estas operações de compra e venda de ações, utilizar a análise técnica para identificar tendências, zonas de suporte e resistência dos preços, volume de negociações, forças vendedoras e compradoras, formação de topos e fundos e outros diversos padrões em um gráfico pode ser de grande valia. Nestes casos, vale a pena aprofundar os estudos em relação à análise técnica – a fim de atingir um nível mais avançado de conhecimento sobre as ferramentas desta escola de análise para sustentar suas operações no mercado.

Finalmente, é importante ressaltar que a análise técnica costuma ser mais assertiva em ativos que possuem boa liquidez. Quanto menor a liquidez de um ação ou ativo, menores tendem a ser as chances de encontrar pontos de entrada e saída para uma operação de compra ou venda.

O que é análise fundamentalista?

Diferente da análise técnica, a análise fundamentalista – ou análise fundamental – tem como objetivo identificar e examinar a situação financeira, econômica e mercadológica de uma companhia, de um país, uma moeda ou até mesmo de uma commodity. Por meio destes estudos, é traçado um perfil completo do que está sendo analisado, com a finalidade de elaborar projeções para o futuro.

De modo geral, a análise fundamentalista busca obter respostas quanto ao crescimento, à posição no mercado e à saúde financeira do que está sendo analisado, a fim de descobrir se um determinado investimento vale ou não a pena.

No caso das empresas negociadas em bolsa, por exemplo, são utilizadas para esta análise indicadores de avaliação que ajudam os investidores a examinar os fundamentos das companhias, como o índice P/L (preço por ação/lucro por ação), o índice dividend yield (dividendo por ação), índice de liquidez corrente, entre outros, além de informações básicas sobre o negócio, como balanços da companhia, resultados trimestrais e anuais, seu patrimônio, composição da diretoria, e outras.

Quanto melhores os fundamentos – quantitativos ou qualitativos – melhores tendem a ser as projeções para o futuro da empresa que está sendo averiguada por meio da análise fundamentalista.

Como e quando utilizar a análise fundamentalista? 

Em geral, a análise fundamentalista costuma ser utilizada por investidores que buscam identificar boas oportunidades para investimentos em ações no longo prazo – como, por exemplo, para composição de uma carteira de ações mais sólida. Isso porque é a análise fundamentalista que oferece a eles uma projeção mais consistente para o futuro de uma determinada empresa. Basicamente, investidores fundamentalistas possuem a visão de sócio de uma empresa e querem participar dos lucros das companhias (em sua atividade operacional) ao longo do tempo.

Investidores que adquirem ações no mercado financeiro visando a valorização do papel ao longo do tempo – como os adeptos ao buy and hold – e aqueles que compram ações visando receber dividendos das empresas das quais é sócio tendem a utilizar a análise fundamentalista com maior freqüência. Se este for o seu caso, pode ser indicado valer-se da análise fundamentalista para sustentar suas decisões de investimentos no mercado de ações.

Análise técnica x fundamentalista

Investidores e especuladores do mercado financeiro costumam optar pela análise técnica ou pela análise fundamentalista na hora de realizar operações com ativos. A escolha, no entanto, é particular de cada um.

Adotar a análise técnica ou a análise fundamentalista no seu dia a dia enquanto investidor ou especulador dependerá dos seus objetivos em relação às suas operações no mercado. Se o seu objetivo é montar uma carteira de ações de longo prazo, por exemplo, a análise fundamentalista poderá ser mais útil; já se a sua meta é realizar operações de compra e venda de ações no mercado – sejam elas mais curtas ou mais longas, a análise técnica pode fazer mais sentido.

O mais importante aqui é identificar seus objetivos e o seu perfil em relação ao mercado financeiro e aprofundar, sempre que possível, seus estudos sobre o tema. Com conhecimento, prática e perseverança você conseguirá utilizar ao menos uma destas escolas de análise em prol dos seus investimentos e das suas operações no mercado.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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