Nas últimas três semanas venho falando – aqui no site do BTG Pactual – sobre os impactos das eleições nos investimentos em ações, em renda fixa e a respeito de possíveis impactos deste cenário eleitoral na carteira do investidor. Estes artigos têm como objetivo justamente reforçar a necessidade de que o investidor compreenda o real impacto deste período eleitoral nos seus investimentos, para que não caia em armadilhas por conta das oscilações e ruídos – comuns neste contexto.

Hoje, finalizarei esta série de artigos falando sobre o impacto das eleições, especificamente, nas decisões de investimento do investidor. Afinal, qual a real relevância das eleições presidenciais nas decisões sobre investimentos?

Continue a leitura e entenda como os movimentos eleitorais podem – ou não – afetar suas decisões de investimento. Acompanhe!

Eleições x decisões de investimento

Quando falamos sobre as eleições versus decisões de investimento, é importante que o investidor tenha em mente que os movimentos pré-eleitorais – como a alta volatilidade dos ativos, oscilações das taxas na renda fixa e a variação nos preços das ações – são situações que, inevitavelmente, irão ocorrer. E não há como fugir deste cenário.

Com este contexto bem definido – e suas respectivas características, é absolutamente normal que o investidor se pergunte:

“Mas como este contexto afeta as minhas decisões de investimento?”

Este é um questionamento que ouço de forma bastante recorrente, e que se repete – rigorosamente – a cada quatro anos. A resposta a esta pergunta é simples: é possível que este contexto não afete em nada suas decisões de investimento.

E como isto seria possível? Afinal, não devo me manter atento às oscilações na renda variável ou às alterações das taxas na renda fixa durante o período eleitoral? Minha resposta é: nem sempre!

Em primeiro lugar, é preciso considerar que o investidor, em geral, costuma fazer investimentos para acumulação de longo prazo – para 5, 10 anos, 20 ou até mesmo 30 anos. Seja o investidor mais jovem – focado na aposentadoria – ou o investidor com mais idade – que está preservando seu capital e incrementando o patrimônio que ele construiu e que irá transferir aos herdeiros, quando a orientação de investimento visa o longo prazo, o que ocorre em 2 ou 3 meses, 6 meses ou até em mesmo um ano inteiro acaba se tornando pouco representativo em relação ao tempo total do investimento – que tende a ser bastante longo.

É fundamental, portanto, que o investidor entenda que nem sempre as eleições terão impacto na sua carteira de investimentos. A seguir, abordarei algumas particularidades relacionadas às decisões de investimento na renda variável e na renda fixa e os possíveis impactos eleitorais sobre estas decisões.

Decisões de investimento na renda variável

Para aquele investidor que, por exemplo, esteja utilizando os investimentos em ação para acumular patrimônio no longo prazo, as oscilações de curto prazo não têm interferência no período eleitoral. Os ruídos e oscilações comuns deste momento tendem a se tornar pouco representativos ao longo do tempo.

Entenda que, se o investimento é de longo prazo, não faz sentido acompanhar as oscilações de curtíssimo prazo – repletas de ruídos e incertezas. Este não é o cenário ideal para que o investidor tome uma decisão baseada nestas oscilações e volatilidade.

Lembre-se que as empresas listadas em bolsa, por exemplo, não têm seus fundamentos alterados a cada pesquisa eleitoral, nem mesmo diante uma definição de segundo turno em uma eleição presidencial. Os fundamentos – que levam o investidor a aportar nesta ou naquela empresa – permanecem os mesmos.

Decisões de investimento na renda fixa

Já os investimentos em renda fixa – especialmente aqueles que têm liquidez, como  os Fundos DI, Fundos de Renda Fixa, Tesouro Selic e CDB com liquidez –já são dedicados às eventuais necessidades que podem surgir no dia a dia do investidor, seja para resgate para uma emergência, para ser utilizado em projetos mais curtos ou para consumo de maneira geral.

Por isso, esses produtos também não podem ser impactados pelo cenário eleitoral, já que eles precisam estar sempre disponíveis para uso. Não é possível, portanto, substituí-los por investimento em ações caso o investidor acredite que, em 2 ou 3 meses, poderá conquistar  grande rentabilidade com oscilação. Do ponto de vista de objetivos, esta troca não faria o menor sentido.

Além disso, os riscos em uma eventual substituição da renda fixa para fins de uso emergencial por ações neste período aumentariam consideravelmente. Entenda que, no caso da parcela da carteira em renda fixa com maior liquidez, a finalidade do investidor é manter um investimento líquido em caso de necessidade – e não para ganhar dinheiro com este montante no curto prazo.

Para os investimentos de médio prazo (2 a 5 anos), por outro lado, talvez possa valer a pena aproveitar as oscilações de taxas futuras e investir em títulos prefixados, a fim de levá-los para o vencimento e aproveitar as taxas de momento – que podem oscilar no período eleitoral. Neste caso, entretanto, é preciso avaliar se o investidor pode abrir mão da liquidez; se este for o caso, pode ser que valha a pena aproveitar as oscilações que, eventualmente, possam surgir.

As decisões de investimento em período eleitoral

Agora que você compreendeu um pouco melhor a dinâmica das decisões de investimento durante o período eleitoral, fica mais fácil definir se vale ou não a pena tomar suas decisões quanto aos seus aportes baseando-se na volatilidade, ruídos e oscilações de momento.

De maneira geral, portanto, quem realiza investimentos visando o curto e o longo prazo não deve tomar decisões de investimento baseadas nas eleições. Porém, para aqueles que têm objetivo de alocar capital em investimentos de médio prazo, pode fazer sentido apostar em investimentos prefixados neste momento – caso as taxas forem convidativas.

Não se esqueça, entretanto, de alocar apenas parte do seu capital no prefixado, já que sempre haverá riscos de descontrole da inflação ou mesmo aumento dos juros durante o período do investimento – fazendo com que aquele investimento em renda fixa prefixado, que antes tinha uma boa taxa, torne-se um investimento ruim.

O ideal é aproveitar eventuais oportunidades de investir em títulos prefixados – caso elas apareçam, mas jamais manter toda a parcela de investimento de médio prazo nestes títulos, apenas parte dela.

E, independente do cenário político e econômico, nunca se esqueça de tomar suas decisões de investimento baseadas nos seus objetivos – respeitando sempre o seu perfil enquanto investidor!

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos a qualquer momento, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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