Coluna André Bona

Gasto compulsivo: como lidar com o déficit de consumo

Você já passou por alguma fase na vida em que teve um gasto compulsivo? Dependendo do que acontecer, a situação pode ser completamente normal e não há necessidade de se preocupar. No entanto, é preciso ter atenção e analisar se ela não pode representar algum problema.

Em alguns momentos, precisamos passar por privações de consumo, certo? No entanto, às vezes elas resultam em uma mudança impulsiva no comportamento pessoal. As pessoas podem entrar em situações de gastos excessivos para compensar o controle — o que gera risco financeiro.

Entenda como lidar com o déficit de consumo e evitar o gasto compulsivo para não prejudicar a sua formação e acumulação de patrimônio. Vamos lá?

O que é déficit de consumo?

Primeiro, é importante conceituar e compreender o que é déficit de consumo e como ele pode estar presente nas nossas vidas. Ele acontece quando uma pessoa passa por algumas restrições financeiras – seja pelo motivo que for.

Com isso, ela começa a ter um nível mais baixo de gastos. Nessa fase, é comum deixar de adquirir roupas novas, fazer a manutenção do veículo, trocar os móveis e eletrodomésticos, entre outras atividades do dia a dia.

A pessoa pode começar a impor uma série de restrições para economizar, pensando no futuro. Afinal, gastos considerados desnecessários podem dificultar ou prejudicar o alcance dos objetivos no longo prazo.

O déficit de consumo pode acontecer com pessoas que têm uma conduta muito forçada de querer poupar para o futuro. Mas ele também pode ser consequência de dificuldades financeiras, por exemplo. Muitas ocasiões impactam o orçamento e dificultam alguns tipos de gastos.

É esperado que isso ocorra por diversas razões. Pense no caso de um jovem que acabou de sair da faculdade e não conseguiu um emprego ainda. Sua renda não tem potencial para permitir a ele fazer as coisas que deseja. Logo, há um período de déficit de consumo.

Uma pessoa que ficou desempregada também tende a não poder consumir como antes. Afinal, o imprevisto prejudica a organização financeira e exige que o planejamento de curto prazo seja refeito.

Leia também: 6 dicas essenciais para um controle financeiro pessoal eficiente

O que o déficit de consumo pode causar?

Agora que você sabe o que déficit de consumo e por quais motivos ele pode acontecer, é importante entender quais são as suas consequências. A principal questão é o cuidado ao passar a ter uma condição financeira melhor.

Nesse caso, a pessoa pode ter o impulso de gastar mais e viver as situações que deixou de vivenciar antes. Isso acontece principalmente com quem teve um déficit de consumo por causa de restrição orçamentária.

Imagine uma pessoa que passou por uma dieta alimentar muito rígida. Muitas vezes acontece de voltar a comer de tudo — e em excesso. Esse mesmo efeito pode ocorrer no campo das finanças com quem estava em déficit de consumo.

Geralmente, não conseguimos segurar um comportamento restritivo facilmente durante muito tempo. Portanto, se a pessoa não souber observar e entender as causas e consequências do déficit, ela pode ter um comportamento de consumo compulsivo.

Por exemplo, à medida que passa a ter condições financeiras melhores, ela tem impulsos de compras e gasta compulsivamente. Isso tende a gerar uma situação financeira complicada, que pode envolver dívidas, atraso de contas ou cheque especial.

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O que analisar nessa situação?

Existe alguns fatores quando o assunto é déficit de consumo e gasto compulsivo. Primeiro: é normal ter gastos mais elevados após superar um período de déficit de consumo. Nem sempre o contexto será um problema.

Com o tempo, o esperado é que as coisas se ajustem. Então não é necessário se preocupar precocemente em todos os casos. Mas é importante considerar o fator impulso, em que buscamos tirar aquela sensação de atraso que o déficit de consumo causa.

Ele gera um risco que merece atenção. Afinal, muitas vezes o novo orçamento, mesmo maior que o anterior, não comporta gastos tão excessivos. Assim, uma pessoa que melhora sua situação financeira pode ter o impulso de dar upgrade na vida, sem ter necessariamente condições para isso.

Logo, é preciso ter cuidado com o impulso gerado, para que você não perca o controle. Ou seja, é fundamental controlar o ímpeto pelo gasto compulsivo e lembrar que também não é saudável querer tudo ao mesmo tempo.

Tenha em mente que o impulso inicial gerado pelo déficit de consumo é legítimo. O que não é válido é estabelecer um novo padrão comportamental impulsivo para realizar os seus gastos e deixar de cuidar do orçamento. O descuido impedirá que você trilhe o caminho da acumulação de patrimônio.

Afinal, como não cair na armadilha do gasto compulsivo?

Para responder essa pergunta, é necessário entender o que é déficit de consumo, saber que ele pode gerar um gasto compulsivo, compreender quais são as origens do déficit e do gasto compulsivo para, por fim, ver como lidar e resolver a situação.

Pensando no assunto, o primeiro passo é ter consciência quando o déficit de consumo está acontecendo conosco ou quando estamos com um impulso consumista mais exacerbado. Se nós tivermos ciência disso, é possível buscar soluções.

Uma forma de entender se estamos tendo um gasto compulsivo é avaliar como está o nosso consumo nos últimos meses. Você está comprando muitas coisas que não usa, por exemplo? Isso pode ser sinal de que algo está fora do controle.

A ajuda para resolver esse problema pode vir não apenas de conhecimento das técnicas orçamentárias, financeiras e de investimento. Em alguns casos, pode ser necessário buscar até mesmo algum tipo de apoio psicológico, como terapia.

Em muitos casos, as raízes do problema são emocionais. Assim, você pode resolver e reverter tal situação e trazer o consumo para uma circunstância de normalidade. Desse modo, é possível superar a dificuldade sem que ela cause prejuízos no médio e longo prazo.

Conclusão

Como vimos, o déficit de consumo é natural e muitas pessoas passam por isso ao longo da vida. No entanto, na hora da descompressão financeira pode surgir o impulso de gastar o que até então ficou represado. Portanto, fica o alerta para que a situação não resulte no desenvolvimento de um hábito de gasto compulsivo!

Você já passou por alguma situação em que os gastos se tornaram exagerados? Deixe um comentário e compartilhe sua experiência conosco!

 

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