Coluna André Bona

Fundos de investimento: o que é e como funciona esta modalidade?

Os fundos de investimento têm atraído cada vez mais investidores brasileiros nos últimos anos – principalmente por conta da rentabilidade reduzida dos investimentos em renda fixa. Apesar disso, muita gente ainda tem dúvidas sobre esta modalidade de investimento.

E são estas dúvidas de muitos investidores em relação aos fundos de investimento que dificultam a escolha do investidor na hora de fazer seus aportes e que o impedem, muitas vezes, de fazer uma escolha mais assertiva quanto à composição do seu portfólio, alinhando seu perfil e seus objetivos à decisão tomada.

Por isso, no artigo de hoje, você entenderá o que são e como funcionam os fundos de investimento e aprenderá a tomar boas decisões de investimento para diversificar seus investimentos e buscar, da maneira correta, alternativas mais rentáveis para sua carteira de investimentos.

O que são fundos de investimento?

Um fundo de investimento é uma modalidade de investimento no mercado financeiro formada pela união de diversos investidores. Organizados sob forma de pessoa jurídica – como uma espécie de condomínio, estes investidores têm um mesmo objetivo em comum: conquistar um determinado retorno financeiro para seu dinheiro aplicado neste fundo.

Os aportes são realizados por cada um dos participantes por meio da compra de cotas do fundo, e a gestão dos recursos deste fundo de investimento é confiada a um gestor profissional – que tem a responsabilidade de decidir onde investir os recursos desta união de investidores, de acordo com uma estratégia de investimentos pré-estabelecida.

Para participar de um fundo de investimento, cada cotista paga uma taxa de administração – uma espécie de mensalidade, enquanto deve também seguir algumas regras definidas previamente, que variam de acordo com cada fundo.

Estrutura dos fundos

De modo geral, todo fundo de investimento possui um gestor, um administrador, um custodiante, um auditor e um distribuidor. Confira a seguir o papel cada um destes componentes administrativos, que fazem parte da estrutura de todos os fundos de investimento:

Gestor: é aquele que toma as decisões de investimento do fundo – isto é, quem decide onde os recursos dos cotistas serão aplicados.

Administrador: é responsável pelo bom funcionamento de um fundo, uma vez que faz o controle de todos os prestadores de serviços envolvidos, direta ou indiretamente, com o fundo. O objetivo do administrador é defender os interesses dos cotistas, ficando, portanto, responsável por gerar relatórios, informar rendimentos e realizar diversas outras atividades administrativas.

Custodiante: é a instituição financeira responsável pela custódia dos ativos que compõem um fundo e investimento.

Auditor: é a empresa responsável por fiscalizar se o fundo de investimento está de acordo com as normas legais de operação no mercado financeiro.

Distribuidor: é a empresa que vende as cotas dos fundos ao investidor. É ela, portanto, que liga o investidor interessado em aplicar no mercado por meio desta modalidade de investimento ao fundo em si.

O objetivo desta estrutura de composição dos fundos de investimento é manter a transparência e independência de cada fundo, uma vez que cada um dos componentes destes fundos de investimento tem a sua função e um papel devidamente estabelecido – não havendo interferências entre si.  O gestor, por exemplo, faz a gestão do investimento sem, necessariamente, ter acesso ao dinheiro dos cotistas – que fica depositado na instituição financeira custodiante.

Composição do fundo de investimento

Atualmente, existem diversos tipos de fundos de investimento, como os fundos de investimento em renda fixa, fundos de investimento em ações, multimercados, fundos de investimento em cotas, entre outros. Cada fundo de investimento tem uma composição específica, que varia de acordo com o tipo do fundo e a política de investimentos prevista em seu regulamento.

Os fundos de investimentos em renda fixa, por exemplo, devem realizar aportes somente em títulos de renda fixa – sejam eles privados ou públicos, como os CDBs e os títulos do Tesouro. Já os fundos de investimento em ações preveem, em seus regulamentos, o investimento do dinheiro dos cotistas preponderantemente em ações de empresas negociadas em bolsa.

Os multimercados, por sua vez, permitem ao gestor fazer aportes tanto em títulos de renda fixa quanto em produtos de renda variável – em proporções pré-estabelecidas em regulamento e respeitando a estratégia definida para o fundo. Desta maneira, o gestor acaba tendo uma autonomia maior para alocação dos recursos dos cotistas no mercado financeiro.

A composição do fundo de investimento, portanto, varia de acordo com o tipo e as políticas definidas para cada fundo de investimento. E o gestor, por sua vez, deve respeitar estas características na hora de realizar as aplicações.

Custos envolvidos

Como você deve imaginar, a manutenção da estrutura que envolve os fundos de investimento tem um determinado custo. Afinal, os gestores, administradores e os demais componentes que envolvem a constituição de um fundo devem ser remunerados pelas funções exercidas.

Para bancar estes custos, cada cotista deve contribuir com um determinado valor – uma taxa que permite a manutenção do bom funcionamento de todo fundo, denominada taxa de administração. A taxa de administração é expressa numa base anual e provisionada diariamente proporcionalmente direto no cálculo da rentabilidade do fundo.

Adicionalmente, existem fundos que cobram, ainda, uma taxa de performance – uma espécie de remuneração adicional ao gestor em situações nas quais o fundo entrega uma rentabilidade acima do benchmark do fundo.

Imagine, por exemplo, que um fundo de ações tem como indicador de rentabilidade a performance do índice Ibovespa. Agora suponha que, em um ano, o índice Ibovespa teve rentabilidade de 10%, mas o fundo de ações obteve 15% de rentabilidade para seus cotistas. Neste caso, pode ser cobrada uma taxa de performance – que bonifica o gestor que teve a capacidade de garantir uma rentabilidade superior ao indicador pré-estabelecido.

Além da taxa de administração e de performance, o investidor deve ter em mente que há incidência, sobre os fundos, do Imposto de Renda – cobrado sobre os rendimentos do investidor em seus investimentos a partir dos fundos.

Riscos em fundos

Os riscos dos fundos de investimento variam de acordo com a estratégia de investimentos adotada por cada fundo e os ativos que o compõe. Não há, portanto, quaisquer relações entre a segurança do fundo e o gestor deste fundo.

Um fundo que investe em renda fixa, por exemplo, sempre será mais seguro que um fundo de ações, por exemplo – uma vez que os ativos que compõem as carteiras destes fundos têm riscos completamente distintos. Os riscos relacionados ao fundo, portanto, variam de acordo com a política de investimentos adotada – e prevista em regulamento.

Vale destacar também que cada fundo possui um CNPJ próprio e independente da sua gestora. Em caso de falência do gestor de um fundo, por exemplo, uma nova gestora é escolhida para dar continuidade à gestão do investimento sem que haja qualquer ônus ao cotista.

O mesmo ocorre se o banco custodiante do fundo falir. Nesta situação, como o patrimônio do fundo não se mistura com o patrimônio do banco, haverá apenas a substituição do custodiante – mantendo-se, portanto, os investimentos do fundo sem nenhuma alteração.

Vantagens e desvantagens dos fundos de investimento

Assim como qualquer investimento, os fundos têm vantagens e desvantagens. A principal vantagem dos fundos de investimento é a possibilidade de o investidor diversificar sua carteira de investimentos sem precisar dividir seu capital em diversas aplicações. Afinal, por meio dos fundos de investimento, o investidor passa a ter acesso a um portfólio de investimento diversificado, que varia de acordo com a estratégia de cada fundo.

Além disso, por meio do fundo de investimento é possível fazer aportes no mercado financeiro com pouco capital disponível e ter acesso a uma gestão profissional da carteira de investimentos sem pagar muito por isso. Investir em fundos de investimento também pode fazer sentido para aquele investidor que não tem tempo de gerenciar seu portfólio de investimentos – e prefere, portanto, deixar suas aplicações sob gestão de terceiros.

Fazer aportes nos fundos de investimentos, no entanto, também tem suas desvantagens. A primeira delas é o custo envolvido por conta das taxas de administração e performance, que podem impactar diretamente na rentabilidade. Além disso, nos fundos de investimento, o investidor não têm flexibilidade para escolher onde alocar seus recursos – uma vez que esta decisão é exclusiva do gestor.

O impacto da taxa de administração e performance na rentabilidade

Na hora de optar ou não por investir em fundos de investimento, o investidor deve se atentar ao impacto da taxa de administração e performance na rentabilidade de seus investimentos. Por isso, é imprescindível verificar, antes do primeiro aporte, se as taxas cobradas pelos fundos estão de acordo com o tipo de gestão e de acordo com a capacidade de entrega de resultados ao cotista.

É importante saber, ainda, que as rentabilidades dos fundos de investimento são divulgadas ao investidor já descontando as taxas de administração e performance cobradas. Desta forma, fica muito mais fácil identificar as melhores opções e mensurar o impacto das taxas cobradas na rentabilidade conquistada pelo fundo.

Fundos de investimento: para qual tipo de investidor eles são adequados?

A decisão de investir ou não por meio de um fundo de investimento é particular de cada investidor, e deve variar de acordo com os objetivos e estratégias particulares de cada um. Esta premissa deve também nortear a escolha dos fundos – que deve estar subordinada a um processo de planejamento financeiro pessoal.

Na hora de optar ou não por um fundo de investimento – assim como escolher qual o melhor fundo para você, procure analisar seus objetivos em relação a este investimento, prazos e os riscos aos quais você está disposto a se expor. Somente desta forma você conseguirá identificar as melhores oportunidades de investimento para composição do seu portfólio e tomar uma decisão assertiva, baseada 100% nos seus objetivos financeiros individuais.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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