Coluna André Bona

Fundo DI: conheça esta modalidade de investimento!

Nas últimas semanas publiquei nesta coluna, aqui no site do BTG Pactual digital, diversos artigos sobre fundos de investimento – uma das modalidades de investimento que mais desperta o interesse de investidores brasileiros. Você pode aprender um pouco mais sobre o funcionamento dos fundos de investimentos e conhecer algumas importantes características dos fundos de ações, multimercados e dos fundos de renda fixa.

Hoje será a vez de você saber mais sobre o Fundo DI, um fundo de renda fixa que costuma ser a opção de muitos investidores que buscam por produtos seguros, de alta liquidez e com rentabilidade superior à da caderneta de poupança. Continue a leitura e conheça um pouco mais sobre esta modalidade de investimento disponível a qualquer investidor no mercado financeiro.

O que é um fundo DI?

Os fundos DI são fundos de renda fixa cujo portfólio é composto, majoritariamente, por títulos públicos pós-fixados, como os títulos indexados à Selic ou ao CDI, que acompanha a variação da taxa básica de juros brasileira. O objetivo de um fundo DI é acompanhar, desta forma, a rentabilidade do seu índice de referência – o CDI.

Assim como em outros tipos de fundo de investimento, o fundo DI é gerido por um gestor profissional, que tem a missão de tomar as decisões de alocação dos recursos do fundo, sempre respeitando as regras estabelecidas para o fundo DI. A partir da compra de cotas, os investidores participam deste tipo de fundo de renda fixa e são remunerados de acordo com a participação que possuem na modalidade de investimento.

Bons fundos DI disponíveis no mercado financeiro possuem rentabilidade superior à da poupança, e por esse motivo acabam se tornando uma opção interessante de investimento para aqueles investidores que buscam opções de baixo risco. O fato dos fundos DI oferecerem liquidez diária – facilitando o resgate em caso de necessidade – também conta a favor desta modalidade de investimento, que acaba sendo bastante utilizada para formação de reserva de emergência ou para investimentos de curto prazo.

Tipos de fundo DI

Os fundos DI podem ser classificados de acordo com o tipo de emissor preponderante dos títulos que compõem sua carteira

Existem os fundos DI que investem majoritariamente em títulos emitidos pelo governo federal, que são os de maior segurança e também existem os fundos DI que investem em títulos emitidos por instituições privadas, como bancos e empresas.

É importante observar que se o regulamento de um fundo DI permitir a possibilidade de que o gestor aloque mais do que 50% do total do patrimônio do fundo em títulos de emissão privada, então o fundo obrigatoriamente terá que incluir o termo “crédito privado” no seu próprio nome.

Essa é uma maneira fácil de um investidor identificar se um determinado fundo DI investe sua carteira majoritariamente em títulos públicos ou em títulos privados.

Quais os custos envolvidos?

Como você já sabe, todo investidor que decide aplicar por meio de um fundo de investimento deve pagar uma taxa de administração – responsável por remunerar o gestor e cobrir os custos de uma boa administração. Nos fundos DI, não é diferente: também há incidência de taxa de administração.

Para quem investe em fundo DI é imprescindível ter atenção à taxa de administração, porque como o objetivo de um fundo DI é entregar uma rentabilidade próxima ao CDI, o impacto da taxa afeta diretamente a rentabilidade do fundo. Portanto, se um investidor escolher um fundo DI com taxas elevadas, normalmente praticadas em bancos de varejo, pode ser que sua rentabilidade seja bem inferior à de outros investidores que investem em fundo DI de baixas taxas de administração.

Na plataforma do BTG Pactual digital, por exemplo, existem dois fundos DI de baixíssimo custo:

  • O fundo BTG Pactual Digital Tesouro Selic Simples – que investe todo o seu patrimônio no título público Tesouro Selic e que foi o primeiro fundo do mercado brasileiro a zerar sua taxa de administração para investidores
  • O fundo BTG Pactual Yield Di Referenciado Crédito Privado – que investe seu patrimônio preponderantemente em títulos de emissão privada e que possui uma taxa de administração de apenas 0,3% ao ano.

Já quanto a tributação os fundos DI seguem a tabela regressiva de Imposto de Renda, que varia de 22,5% a 15% do lucro, dependendo do prazo do investimento, e cujo pagamento é realizado no momento do resgate da aplicação. Além disso, incidem sobre os fundos DI imposto come-cotas, recolhido antecipadamente nos meses de maio e novembro.

Para investimentos com resgate em um período inferior a 30 dias também é cobrado o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), cujo percentual sobre o rendimento do valor investido é cobrado de forma regressiva até o 30º dia do investimento.

Quais os riscos de um fundo DI?

Apesar dos baixos riscos – devido ao seu portfólio, majoritariamente composto por títulos do Tesouro, há sim riscos envolvidos no investimento em um fundo DI. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que os fundos DI não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Para investidores iniciantes, a ausência de proteção do FGC pode gerar dúvidas e uma sensação de risco superior quando comparado aos ativos de renda fixa que possuam essa proteção, como no caso dos CDBs, por exemplo. No entanto, a forma de proteção de um fundo não se dá pela proteção do FGC, mas sim pela imensa diversificação de sua carteira, o que significa que um fundo DI pode ser mais seguro que um CDB, mesmo que o fundo não conte com a proteção do FGC.

O investidor deve ter em mente, também, que mesmo que a gestora responsável por fazer a gestão de um fundo venha à falência, o dinheiro aplicado no fundo permanecerá seguro, pois capital aplicado em fundo não se mistura com o capital – e nem com o caixa – da instituição que faz sua gestão.

Além disso, o baixíssimo risco de crédito dos títulos públicos federais e de eventuais ativos de renda fixa de baixo risco que compõem o portfólio de um fundo DI garantem ao investidor uma segurança elevada.

Para que tipo de investidor este fundo é adequado?

Os fundos DI podem ser uma boa escolha de investimento para qualquer investidor que deseja diversificar seu portfólio de maneira simples e a custos mais baixos, podendo contar com uma gestão e administração profissional para a escolha dos investimentos.

Vale a pena ressaltar que, por conta de muitos dos bons fundos DI do mercado permitirem aplicações mínimas bastante reduzidas, estes fundos acabam se tornando muito mais acessíveis à maior parte dos investidores. Esta característica – somada à alta liquidez do investimento e à segurança dos fundos DI – acaba sendo decisiva na hora da escolha de investimento entre aqueles que procuram uma alternativa à poupança para formação de reserva de emergência.

Antes de fazer aportes em um fundo DI, entretanto, é fundamental que o investidor conheça seus objetivos pessoais e prazos para cada uma de suas metas, além do seu perfil de investidor. Se bem fundamentado, o investimento em fundos DI pode se tornar mais uma alternativa para o investidor diversificar os investimentos, reduzir riscos e montar um portfólio cada vez mais sólido.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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