Fazer aportes na bolsa de valores pode ser uma maneira muito interessante de construir um patrimônio e realizar seus projetos financeiros. Inclusive, chegando à independência financeira e podendo viver de renda passiva, se for seu objetivo. Mas, afinal, como investir na bolsa?

Uma coisa é certa: entrar no mercado financeiro sem entender como ele funciona não é o melhor caminho. Pelo contrário, vale a pena estudar o assunto para se planejar com eficiência e ficar mais próximo de conseguir os resultados esperados.

Então, o primeiro passo é aprender, de fato, como investir na bolsa. Confira algumas orientações essenciais para organizar suas escolhas!

O que é importante antes de investir?

Infelizmente, existem pessoas que iniciam investimentos na renda variável sem conhecer o funcionamento dela. Seja por ter visto alguma notícia sobre a bolsa, por exemplo, ou por indicação de outras pessoas.

De modo geral, é uma atitude bastante arriscada. Afinal, o investidor fica com pouco ou nenhum controle das suas práticas. Torna-se difícil analisar, por exemplo, quais são os melhores momentos para comprar ou vender um ativo.

Para entrar no mercado com mais tranquilidade, é importante pensar em alguns quesitos antes de investir. Veja a seguir alguns fatores que considero importantes.

1. Ter conhecimento do mercado

Considero essencial dizer que qualquer decisão na bolsa de valores demanda conhecimento prévio. Ou seja, antes de investir é indispensável que você entenda o assunto. Procure conhecer as características da bolsa, seus riscos e a forma como o mercado costuma se movimentar.

Além das desvantagens que apresentei acima, o desconhecimento também reduz o controle emocional necessário na bolsa. Já que não se sabe ao certo como funciona o mercado, uma baixa temporária pode levar a pessoa a realizar prejuízos e desistir de seus investimentos.

2. Identificar o perfil de investidor

Além disso, é importante também que você conheça a si mesmo. Qual é o seu perfil de investidor? Se for uma pessoa mais conservadora, investir em ações pode não ser indicado. Normalmente, os riscos são maiores do que os conservadores estão dispostos a correr.

Investidores moderados e arrojados são os que estão mais abertos a incluir ativos de maior risco na carteira. Para eles, a segurança não é tanto a prioridade. Há disposição para aumentar os riscos em busca de rentabilidades maiores na carteira.

3. Definir o percentual de investimento na bolsa

A partir da identificação do seu perfil de risco — e também de seus objetivos financeiros, você pode determinar qual percentual da carteira deseja investir na bolsa de valores. Por exemplo, um investidor moderado costuma ter percentuais menores do que um arrojado.

Não é ideal alocar 100% do seu portfólio em ações. Lembre-se de que o preço delas apresenta volatilidade. Então, há risco de perda de dinheiro, caso seja necessário fazer um resgate por causa de uma emergência.

Logo, ainda que você escolha alocar a maior parte da sua carteira na renda variável, procure ter uma reserva de emergência em ativo seguro e com alta liquidez . Vale a pena, ainda, alocar dinheiro para planos de curto prazo também em segurança.

4. Pensar sobre seu nível de envolvimento no mercado

Outro passo que considero central para planejar como investir na bolsa de valores é refletir sobre o seu tempo e disposição para os investimentos. A renda variável pode dar resultados acima da média, mas, de modo geral, também demanda esforço de estudo e análise.

Assim, precisamos pensar que nem todas as pessoas conseguem ter tempo disponível. Também há aquelas que não desejam se envolver tanto no mercado, por não quererem acompanhar de perto as notícias, movimentações etc.

O que fazer? Desistir da bolsa por falta de tempo? Na verdade, não é preciso. A renda variável tem alternativas para todas as pessoas. Há caminhos possíveis tanto para aqueles que pretendem se dedicar mais quanto para quem busca maior praticidade.

Como investir na bolsa?

Acabei de lhe dizer que há oportunidades para todos os tipos de investidor na bolsa. Então, agora é hora de mostrar a você quais são as opções. Dividi as alternativas de acordo com o nível de dedicação que elas exigem. Confira!

Fundos indexados

Uma das maneiras mais práticas para quem busca como investir na bolsa, são os fundos indexados — os chamados fundos de índice. Eles são uma modalidade coletiva de investimentos. O funcionamento é simples: você adquire cotas e passa a participar dos resultados do portfólio do fundo.

O portfólio é montado por um gestor profissional. No caso de fundos indexados, há o que chamamos de gestão passiva: o objetivo é acompanhar um índice do mercado. Então, o gestor realiza compra e venda de ativos para tentar replicá-lo.

Um exemplo são os fundos que acompanham o Índice Bovespa (que representa as empresas mais negociadas na bolsa brasileira), como o BOVA11. Ao investir neles, você tem resultados de acordo com o índice sem implicar tanto tempo ou esforço na análise do mercado.

Fundos de gestão ativa

Para os investidores que têm um pouco mais de tempo ou motivação para acompanhar o mercado financeiro, existe uma alternativa. Ela ainda é prática, mas apresenta uma complexidade maior do que os fundos de índice.

Estou falando dos fundos de gestão ativa. Por exemplo, fundos de ações ou alguns fundos multimercados. Neles, o objetivo do gestor é superar um benchmark. Ou seja, encontrar resultados acima da média.

A gestão ativa significa que o gestor realiza compras e vendas com maior frequência e com estratégia normalmente mais agressiva. Assim, a escolha dos fundos para compor sua carteira demanda análise das opções para avaliar a qualidade da gestão e o potencial de rentabilidade de cada fundo.

Seleção direta de ações

Por fim, investidores da renda variável também podem optar por investir de maneira independente. Ou seja, em vez de adquirir cotas de um fundo, você pode escolher por conta própria as ações que adiciona na sua carteira.

Uma das vantagens ao fazer isso é que você terá posse dos ativos. Nos fundos, não acontece assim. Em contraponto, a seleção direta pode ser mais arriscada — além de, claro, exigir mais tempo e capacidade de análise.

 

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Para ter bons resultados é importante avaliar suas escolhas. Existem algumas ferramentas que podem lhe auxiliar. Por exemplo, conferir a análise de especialistas sobre os ativos ou considerar as carteiras recomendadas pelo BTG Pactual digital antes de tomar suas decisões.

Viu como o mercado financeiro oferece oportunidades diversas? Agora, você sabe como investir na bolsa de maneiras variadas. Pense um pouco sobre as suas preferências e as suas possibilidades de tempo e veja qual é o caminho mais viável para o seu caso!

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André Bona:

Com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, ensinando milhares de pessoas a investirem melhor, Bona é professor, palestrante e parceiro de conteúdo do BTG Pactual digital.

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